terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Notícias do Rio

Sim... o Rio de Janeiro continua lindo!!!

Finalmente tomei vergonha na cara e vim, de fato, conhecer o Rio de Janeiro.

Após duas viagens à trabalho, tava mais do que na hora de desfrutar das maravilhas que esta cidade linda tem a oferecer aos seres que amam natureza, praia e diversão. Desta vez a viagem foi com minha Patrícia, que insistiu muito para que eu fosse e, por isso, agradeço à ela.

Ok que na segunda-feira, meu primeiro dia de curtição não fiz um dos passeios obrigatórios pela cidade: visita ao Corcovado. Em compensação fui logo para o Jardim Botânico. É emocionante reconhecer lugares que tantas vezes li como citação nos livros de história. Também... com 200 anos de vida, o que não faltam são citações.

O passeio seguinte foi ao redor Lagoa Rodrigo de Freitas. Vi a árvore de Natal... achei interessante, mas como era tarde, apenas fiquei imaginando como será ela toda iluminada. Quem sabe antes de voltar para casa ainda dê tempo de visitá-la, só que à noite. Seguindo a sugestão da Jana comi no Arab... muito boa a kafta.

Depois fui conhecer Ipanema, posto 9, 10, 8... caminhadas e caminhadas. Gente bonita, várias tribos e muito sol. Bom... essa parte confesso ter sofrido um pouquinho, mas justifica o passeio. Para terminar a tarde bem fui até a pedra do Arpoador para ver o pôr do sol, com direito aos aplausos no final do espetáculo.

A volta pela orla no início da noite é imperdível. Como foi hoje também. Porém, hoje, o ponto escolhido foi o Pão de Açúcar! Subi de bondinho até o alto e de lá, fotos e mais fotos. Poderia resumir em um parque no topo de uma pedra com uma vista divina, daquelas que vc senta lá no alto para admirar a natureza e pensar em quanto é bom viver e desfrutar desses momentos.

Já no final da tarde fiz a trilha do Beija-flor, no pé do morro e depois: Ipanema. Desta vez o jantar foi no Chaika... com suas sobremesas imperdíveis.

É... o Rio de Janeiro continua lindo!!!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Um baladão!!!

Finalmente ontem foi o show da poderosa Madonna. Poderosa sim. Gostem ou não dela, não há como evitar a verdade: alguém que consegue chegar ao topo e se manter por lá durante 25 anos... convenhamos... merece o respeito até de quem não gosta da dita.

Hehehe... parecia um baladão mesmo. Fiquei na pista, mas a uma distância muito boa, na verdade não me arrependi nem um poco de não ter comprado a pista vip (o que acho um absurso eles distorcerem totalmente o conceito de vip, mas enfim), e por incrível que pareça, durante duas horas, dancei e cantei... sim tive espaço suficiente para dançar à vontade.

Confesso que quando soube do show fiquei reticente, mas muito por conta dos preços tão salgados. Mas estou rodeada de gente que tb curte e que acabou me convencendo que seria um show inesquecível, principalmente pelo fato de eu não ter assisito o primeiro, há 15 anos (se bem que naquela época eu só gostava das músicas, não dela). Bom, até tentei comprar pela net, sem sucesso. Daí, no dia seguinte, saí do trabalho, encontrei com um amigo e fomos para a bilheteria do Parque Antártica... na hora que vi aquelas pessoas todas na fila eu só tive uma reação, olhei para o meu amigo e disse: "se vc for ficar e fizer a gentileza de comprar para mim, ótimo. Mas nesta fila eu não fico". Como um anjo, ele ficou e comprou. Saíu da fila às três da madruga.

A partir do momento que estava com meu ingresso eu sabia que não iria para um show de rock, como o do insuperável U2 ou para uma apresentação de uma cantora de voz maravilhosa, como a Marisa Monte, mas sim para um espetáculo de show: cores, imagens, som e dança, muita dança. E foi exatamente isso que eu vi... valeu cada centavo que investi.

A diva dançou, pulou, cantou... enfim... cumpriu o que prometeu, pelo menos pra mim! Não escorregou no palco e nem se atrapalhou em alguma letra... foi perfeita. Falou várias vezes "Sao Paulo", e creio que com mais um pouco de treino consegue falar sem sotaque (rs). Tão perfeita que me fez pensar ir novamente no domingo.

Tb não posso deixar de citar o fato de ter convencido a Adri e a Pá a irem na última hora. É muito bom vivenciar um evento como esse, me divertir até, em companhia de pessoas que curtiram tanto quanto eu.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Hi-tech... que doido!

Luto para não me sentir obsoleta. Mas vejam só: em um único dia constatei como a vida anda fast, quick ou sabe-se lá mais o quê!

Ainda não tive oportunidade de entrar no Second Life, mas sei o que é um avatar. Ok. Estava assistindo Law & Order, ontem, no final da tarde, e era um capítulo em que a assassina procurada brincava de avatar em um bar. Utilizava vários recursos tecnológicos para prospectar seus clientes e cercar suas vítimas. Achei interessante, atual, e tudo bem.

Apenas uma horinha depois, quando começou Ghost Whisperer... qual não foi minha surpresa... novamente os avatares eram explorados como personagens! Melinda, a protagonista, consegue entrar no mundo virtual, vira um avatar!

Influenciada pela passagem da Madonna pelo Brasil, esta semana andei pensando em como ela conseguiu não chegar, mas se manter no topo durante tantos anos. A resposta é simples: se reciclou, se reinventou e acompanhou o que o público deseja. Meio exagerada, concordo, mas para chamar atenção é sempre assim, basta vermos desfiles de moda, que indicam tendências deixando os estilistas mais extravagantes do mundo no topo.

É muito doido tudo isso. Acompanhar a evolução... é muito legal entender todo esse processo. Tomara que eu consiga acompanhar sempre.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Íssima - são-pauliníssima!!!

É muito bom fazer parte da torcida de um time sinônimo de supremacia no futebol brasileiro: São Paulo Futebol Clube.

Sim, não tem pra ninguém: hexacampeão brasileiro, tri Libertadores e tri Mundial. É tão simples quando alguém quer tentar tirar uma sobre um são-paulino, é só mostrar um conjunto de números "6-3-3". Pronto, contra fatos não existem argumentos!

Quando eu era criança não ligava muito para futebol. Via meu irmão mais velho colecionar figurinhas e só. Quando alguém me perguntava para qual time eu torcia, apenas respondia "São Paulo" porque meu pai sempre foi são-paulino e sei lá, talvez achasse que também deveria ser. Mas meu pai nunca foi tirano, tanto é que meu irmão mais velho é, coitado, corintiano.

Tempos mais tarde apareceu um goleiro: Barbirotto... meu Deus, eu tão acostumada a só ver homem feio jogando futebol, e aparecia aquele colírio na tv. Pronto... passei a ser mais firme na resposta: são-paulina, embora ainda não fizesse a menor idéia de quantos jogadores deveria ter um time em campo, quem era o técnico ou como funcionava qualquer campeonato. Mas tudo bem, já tinha uma resposta mais convincente.

Anos mais tarde eu resolvi fazer faculdade. Era uma época em que o São Paulo participava de tudo quanto era campeonato e, eu costumava pegar ônibus no centro da cidade, lá na 7 de abril. Em dia de jogos, normalmente íamos eu, o motorista, o cobrador, meia dúzia de passageiros e o ônibus apinhado de torcedores da Independente.

Eram duas horas de cantos, gritos, batuques e hino. Eu tinha duas alternativas: odiar o SP e futebol ou passar a conhecer melhor o que fazia aquele povo todo se sacrificar tanto para ver 22 tontos correndo atrás de uma única bola, durante 90 minutos.

Preferi a segunda alternativa e não me arrependi. Passei a estudar a história do clube, a conhecer o perfil dos jogadores (inclusive dos adversários), a ficar na frente da tv às quartas, à noite, aos sábados e domingos, à tarde, além dos programas de comentário das rodadas. Enfim, passei a curtir o futebol.

Claro que este ano não foi tão tranqüilo quanto em 2007 e 2006, mas, serviu para tampar a boca de muitos torcedores adversários que falavam que campeonato por pontos corridos não tinha graça. Embora eu ache uma competição mais justa, os pontos corridos, há quem diga que futebol só tem graça em mata-mata. À vocês meus caros eu só digo o seguinte: pontos corridos significa competência, o que o time fez durante toda a competição e não em um jogo isolado... e o SP, mais uma vez provou competência, agora, os mata-matas, a gente deixa para a disputa da Libertadores e doMundial, coisa que, aliás, muitos clubes só ficam no sonho.

Parabéns à nós são-paulinos!!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

É assim que se aprende

Ainda estou no processo de montagem do meu blog profissional (embora já esteja divulgando o endereço). Tem muitas matérias que não estão assinadas e, como faz mais de dez anos que foram feitas, algumas, eu ainda fico na dúvida... mas as que postei são sim minhas!!! Ninguém tasca!!!

O que mais tem me chamado a atenção é que, a cada reportagem que digito, vou lembrando de como fiz a apuração, dos lugares que visitei, as pessoas com as quais conversei... nossa... tenho saudade daquele tempo em que eu ia pessoalmente fazer todas as entrevistas.

Definitivamente, hoje, sou uma escrava da tecnologia. Só eu não, acho que todos. Fazer uma entrevista por telefone é tão comum que quando marco uma visita, as pessoas até estranham. Agora, por e-mail, não faço, quando muito aceito algum material e posteriormente conversamos sobre ele. Fica muito difícil você desenvolver um assunto por e-mail. Na entrevista ao vivo, se aparecer uma questão ou resposta mais nebulosa é fácil de você instigar seu entrevistado. Acontece que acho que muitos deles estão mesmo é mal acostumados com alguns profissionais da imprensa que sim, aceitam tudo já pré-escrito e daí, entrar o famoso "copiar e colar". Além de anti-ético, isso é muito chato, pra dizer o mínimo.

Mas voltando à época das reportagens que estou publicando. Ontem, digitei a que mais me deu frio na barriga: sobre a base aérea espacial de Alcântara, lá no Maranhão. Imagine, eu, acostumada a usar o gravador para tudo, após passar um dia inteiro com os oficiais, cheguei ao hotel para começar a decupar a fita e descobri que não tinha gravado nem um só segundo. Nada. Entrei em pânico geral. Como assim? Era uma base aérea especial, havia termos técnicos! Meu Deus, lembro que fiquei umas três noites sem dormir para relembrar cada conversa e instante que havia passado naquele local onde pouquíssimos brasileiros tem acesso até hoje. Graças à Deus tudo deu certo. Minha memória e poucas anotações, folders e, confesso, uma rápida consulta ao assessor de imprensa ao chegar em São Paulo, foram suficientes para que eu fizesse, enfim, um trabalho honesto.

Tempos depois, contando a um amigo o acontecido, o aperto pelo qual passei, ele só olhou para mim e disse: "é assim que se aprende".

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A casa de veraneiro do governador

Na semana passada fui ao Horto Florestal para fazer uma caminhada. Aproveitei para conhecer a casa de veraneio do governador do Estado de São Paulo. Fazia um tempo que soube que parte da casa estava aberta para visitação do público, com direito a exposições de arte.

Sempre tive curiosidade sobre a casa. Principalmente por me recordar de histórias da minha infância. Alguns primos meus moravam em um bairro não muito distante, e sabia que vez ou outra alguns cabulavam aula só para fazer um passeio pelo horto e, não raro, eram pegos... na piscina!!! Isso mesmo. E, obviamente, expulsos pelos guardas.

Ainda na infância eu conheci o horto, meus pais me levavam para passar algumas tardes, normalmente de domingo. Só que não era lá muito bem cuidado. Hoje, ao contrário, está muito bonito, bem tratado, abriga alguns animais como macacos, esquilos e capivaras, além das aves e peixes. Uma coisa que, graças à Deus, nunca mudou foi a água que jorra das bicas espalhadas pelo parque: refrescante.

Me pareceu uma casa de estrutura aconchegante, porém modesta, diante da responsabilidade que tem de abrigar 'horas de lazer' de um governador. Ledo engano. Até onde sei, o José Serra, atual ocupante do cargo, nunca esteve por lá.

A exposição da vez é de Gregório Gruber, com o tema "Florestais". Entre paisagens retratadas, inclusive do próprio horto, uma das peças que mais me chamou a atenção foi a reprodução da imagem de uma foto tirada no início do século 20, no rio Tietê. A obra é feita de terracota e em três partes. Uma sensibilidade incrível ali reproduzida.

Outro trabalho que me chamou muito a atenção foi uma escultura de Vicenti Di Grado, que faz parte do acervo da casa. Será que ele é ainda vivo? Eu o conheci quando trabalhei na BA e fiquei pensando muito na questão: gente, conheço até gente que faz história nas artes!

Também aproveitei para visitar o Museu da Madeira, em que várias espécies ficam expostas. Ali podemos ter uma noção de quão perfeita é a natureza, de tudo o que ela nos traz e como o ser humano tem disperdiçado a chance de preservá-la.

O Horto Florestal de São Paulo vale muito a pena. Para famílias que querem passar algumas horas agradáveis, para quem quer fazer uma corridinha ou para simples amantes da natureza, em plena metrópole. Mais informações no site do governo ou do próprio horto.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Brotas: uma visitinha



Fazia um bom tempo que eu não visitava Brotas, quase uns dois anos, talvez. Pois é, ela continua lá, interiorana, cheia de atividades, e até alguns turistas, dependendo da época do ano.

A primeira vez que fui até Brotas foi em 1994. Na verdade eu fui levada, pela Márcia. Era o casamento de uma amiga dela, e eu fui na bagagem.

Não é segredo para ninguém que sempre tive meu pézinho no interior e, como não poderia deixar de ser, também me encantei por Brotas. Por suas ruas pacatas, pelo Rio Jacaré, pelas trilhas... bom, acabou que no final de semana passada resolvi dar um pulinho por lá, rever os amigos, fazer um rafting básico e depois, por ter mudado de idéia, ganhei até uma trilha de bugue. Muito bom!

Também acho engraçado quando minha mãe fala que tem vontade de conhecer Brotas. Na verdade é porque no fundo ela acha que indo à Brotas, ela cruzaria com o Daniel (o cantor). Bom, quem sabe um dia eu a levo. Tenho certeza que irá adorar.

Brotas, até a próxima!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Exemplo que vem de Brasília

Salve lindo pendão da esperança
Salve símbolo augusto da paz
Tua nobre presença a lembrança
A grandeza da Pátria nos traz


Lembro que quando era criança, todas as quartas-feiras, os alunos da escola onde estudei se alinhavam em filas para louvar à Pátria. Cantávamos o Hino Nacional, o Hino à Bandeira, o Hino de São Paulo, e quantos mais houvessem para serem cantados.

Era uma coisa meio militar, ficávamos feito soldadinhos e, à ordem de descanso, os meninos podiam separar os pés, enquanto as menina apenas dobravam um dos joelhos.

Olhando daqui, décadas depois, pode até parecer uma coisa muito rígida. Mas não consigo ver assim. Era tudo muito disciplinado sim, mas graças a esse tipo de atitude, tenho certeza que mesmo o mais rebelde moleque que estivesse em uma daquelas filas, hoje, saberia cantar um desses hinos.

Há pouco, vi em um telefojornal, uma matéria sobre o assunto. Estavam em Brasília, parando alguns parlamentares para que cantassem um trecho do Hino à Bandeira. Ciro Gomes se saiu bem, a Marina Silva elogiou a contoria de um outro político, mas o Frank Aguiar, que vergonha, justo ele que é músico, tacou o mãozão no microfone, foi grosso, e ainda ficou bravo com o repórter. Por que será? Será que ele não sabe a letra do Hino ou simplesmente acordou mau humorado?

Mais um belo exemplo que vem de Brasília

domingo, 9 de novembro de 2008

Meu blog profissional

Já não é novidade que estou organizando um site com meu perfil profissional (basta ver os outros domínios que tenho no próprio blogspot, c-se e wordpress), como uma espécie de portfólio. Na verdade me agrada a idéia de tratá-lo como o “meu portal”. Ok, eu sei a diferença sobre portal e blog, tá... (rs)

Bom, o fato é que tá dando um trabalho! Quero colocar algumas matérias que foram publicadas em outros veículos que trabalhei. Sim, de uma época que mal sabíamos usar e-mails, e que ninguém imaginava a proporção que a web tomaria em tão pouco tempo.

O que quero dizer é que tem muitas reportagens que precisam ser digitadas. Não que seja uma tarefa tão ruim assim, rever trabalhos que fiz com tanto carinho, mas é que é moroso demais. Já cheguei até a pensar em contratar alguém para realizar essa função (hummm... de repente pode ser minha sobrinha...).

Claro que fiz uma seleção para não entulhar só de coisas antigas o meu blog “perfil profissional”, mas é que tem tantas coisas legais. Outro dia, em uma dessas seleções, revi matérias que nem lembrava que havia feito – um dos fatores que me deixam na dúvida é porque tem muitas não assinadas. Na verdade, esse processo todo tem mais parecido uma retrospectiva dos meus quase quinze anos de carreira. Tem sido legal, apesar de cansativo.

Espero em muito breve poder apresentá-lo à vocês. Aguardem.

sábado, 8 de novembro de 2008

Eu também sou vira-lata!

Eu poderia começar este texto dizendo que o Barak Obama me plagiou quando admitiu ser um vira-lata, mas, como ele veio à este mundo bem antes de mim, não irei denunciá-lo.

O fato é que sempre me declarei vira-lata. Eu vivo em uma cidade miscigenada, mas que vez ou outra aparece alguém insistindo dizer ser de alguma linhagem específica, porém, sempre com o acréscimo do termo "minha família": minha família é portuguesa, minha família é italiana, minha família é japonesa, minha família é espanhola... mas falam de uma maneira que um desavisado pode até crer que seja de alguma família real, como os Windsors... se esquecendo que "uma parte da família é de determinada origem", mas que a grande maioria das famílias no Brasil é formada mesmo por várias nacionalidades ou de diversos Estados.

Meu exemplo: vez ou outra me perguntam: "sua família é da onde? E seu sobrenome, de qual nacionalidade é?". A resposta sempre foi: sou vira-lata.

Sou vira-lata porque não faço idéia. Embora meus pais tenham sobrenomes espanhóis e portugueses é difícil até mesmo para eles identificarem. Sabem apenas que seus avós eram do interior de São Paulo. Dizem coisas do tipo: "Ah... meu avô casou com uma 'alemôa'" ou "O pai do pai era índio"... deixando toda a simplicidade de lado (pois para o povo mais simples do interior qualquer pessoa loira de olhos azuis é alemão e qualquer sujeito largado é bugre), e fazendo as contas da idade que estes meus bisavós teriam e pela cidade onde se estabeleceram, imagino que tenham sido imigrantes que chegaram em São Paulo e logo se misturado à cultura local, em outras palavras: tenham vindo de onde quer que seja - ou em qual ano - trataram de se misturar. A única certeza mesmo é que não tenho sangue japonês, porque estes vieram à 100 anos apenas, daí, eu identificaria logo. Mas um irmão da minha mãe se casou com uma japonesa original... então acho que posso me considerar um pouco japonesa por tabela, já que gosto pra caramba dela.

Daí, eu prefiro simplificar tudo como na cinofilia - em que a raça só é considerada pura quando a cruza é da mesma raça imediata -, eu digo com todo orgulho do mundo: sou vira-lata, adoro conhecer gente de todos os tipos e culturas, o que me faz uma cidadã do mundo!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Nascida no dia 7

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa curiosa sobre tudo que se refere à minha própria definição. Não acredito em horóscopo diário, mas insisto em ler as características do meu signo solar, do meu signo ascendente e até do meu signo lunar; não acredito em cartomantes, mas reconheço pessoas sensitivas e por aí vai... Outro dia li um artigo sobre a personalidade de pessoas que nasceram no dia 7 e fiquei tão surpreendida ao me reconhecer que resolvi copartilhar com vocês.

Nascido no dia 7

Você é do tipo introspectivo, tranqüilo e analítico. Seu objetivo é sempre a perfeição, isto é, encontrar o que há de melhor nas coisas. Você é exigente
e não muito fácil de conhecer, embora seja amistoso quando conhece bem uma pessoa. Seu interesse volta-se para o campo da ciência e do ocultismo. Você tem qualidades mediúnicas, é sensitivo e pode seguir a sua intuição. O difícil para você é encontrar um parceiro, pois além de não se deixar dominar, não se adapta com facilidade aos outros. Você terá sucesso nas atividades que exigem especialização, destacando-se as áreas de informática e do ensino acadêmico.
Você sabe que o que pensa é certo e os outros, provavelmente, não mudarão suas idéias. Observa as coisas com a cabeça e com grande profundidade. Gosta de ler, estudar e aprender. Tem grandes poderes intuitivos que deve usar, você tem bom julgamento e discernimento. É reservado e requintado e as pessoas raramente são atraídas para você por razões emocionais. Você precisa tornar-se especialista em alguma coisa. Sua espiritualidade inata torna-o um amante da natureza e da beleza, um procurador de respostas, um crente em meditação. Você precisa de tempo para estar só, num recanto metódico, cheio de paz e tranqüilidade. Você seria mais feliz longe da vida da cidade, numa atmosfera calma e bem ordenada que permitiria tempo bastante para seus livros, seus pensamentos e para desfrutar as melhores coisas da vida, como uma boa música. Você gosta de qualidade em tudo.
(Mônica Sgharbi - escritora, radialista e numerologista)

Em tempo: nasci no dia 7 de fevereiro!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A pitangueira

Embora eu seja considerada uma pessoa moderna, tem muitas coisas que me surpreendem como se fosse algo de outro mundo.

Sou apaixonada por pitanga e amo loucamente um suco bem-feito dessa frutinha. Por conta disso, a última vez que estive na casa do meu tio, em Avaré, ao ver uma pitangueira maravilhosa no seu quintal, não resisti e pedi que quando fosse época, que colhesse e congelasse algumas.

Faz uns dez dias a encomenda chegou: um pote cheio de pitangas. Mal acreditei. Liguei para agradecer a lembrança e me debrucei sobre o pote para desencaroçar as pitangas. Fiz um suco divino e ainda congelei outras, feliz da vida.

Na semana passada, fazendo pesquisas na internet acabei no site da cidade de Avaré e qual não foi a minha surpresa ao ver a foto da cidade (Google Maps) tirada da cidade! Não resisti e fui reconhecendo rua por rua, movimentando o mouse para melhor visualizar e reconhecer os locais que tanto conheço e confesso: fiquei emocionada ao reconhecer a copa da pitangueira que me trouxe tanta felicidade. E agora eu me pergunto: o que mais falta acontecer neste Big Brother!?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A saga da antena externa

Sendo um pouco mais nostálgica, mas ainda na linha do "morar em casa", antes mesmo de existir a tv a cabo ou as parabólicas, quem tem mais de 25 anos (a tv a cabo chegou por aqui no início da década de 1990) e morou em casa, deve se lembrar da saga da antena externa.

Dizem que é a Lei de Murfy, como eu não sei quem foi esse tal de Murfy, acho que era um capricho do destino mesmo: sempre no melhor programa de televisão a imagem ficava horrível, tremida, subindo e descendo, chamuscada, com som chiado... era simplesmente impossível ver o que se passava na telinha. Daí, com sorte, haveria em casa algum herói (normalmente pai, irmão ou vizinho mais destemido) que se prontificava a subir na lage e mexer na antena. E começava o diálogo:

Quem estava lá em cima:

- Tá bom?

Quem estava dentro da casa:

- Quase... mais à direita... mais um pouquinho... mais um pouquinho... tá bom!

Quem tá lá em cima:

- O quê? Mais um pouco?

Quem estava lá em baixo:

- Não... não... não... vai pra onde tava antes...

E começava tudo de novo. Com sorte, depois de uma meia hora a figura descia da lage e todos poderiam assisitir a programação... até o próximo vento mais forte bater e começar tudo de novo. Ah... isso sem falar que tinha gente que acreditava piamente que colocar uma esponja de aço (Bombril) na ponta da antena interna, adiantava alguma coisa.

Um viva ao progresso, à tv a cabo (em muitos casos a gato ou Gatonet) e às parabólicas!

domingo, 26 de outubro de 2008

Sou bicho do dia

É isso mesmo. E demorei muito para tomar conhecimento dessa minha real característica.

Lembro das minhas férias, de quando eu ainda era uma criança. Como minha família é muito grande, tanto por parte de pai como de mãe - a maioria mora no interior -, chegavam as férias e muitas crianças iam parar em casa. Não existia esse papo de ir para colônia de férias, passar tardes inteiras nos shoppings ou largados em lanchonetes ou no cinema, mesmo porque dinheiro para isso era coisa que não existia. O negócio era em casa mesmo. Brincávamos até tarde da noite ou da madrugada, depois espalhávamos colchões e travesseiros pela sala, para dormirmos todos juntos. De manhã era certeiro: eu sempre a primeira a despertar, sete, seis da manhã, ligada no 220, prontinha pra brincar... só que eu olhava à minha volta e só via crianças dormindo... Que raiva!!!

Quando tinha vinte e poucos anos, na faculdade ou entre amigos, confesso que sofria muito. As pessoas saiam à noite. Se programavam para as baladas e, quando eu ia, me sentia um peixe fora d'água... e era. Uma ou outra vez até conseguia ficar a noite inteira bem, mas apenas quando saia para dançar (isso eu A-DO-RO fazer), porque se ficar sentada em barzinho vendo um monte de gente bebendo e gritando (como se estivessem jogando truco) para se fazerem ouvir pela pessoa da cadeira ao lado... para mim era um verdadeiro desastre, pois eu tinha sono, muito sono... só pensava na minha cama, em casa.

E ainda tem um outro agravante: se eu acordar depois das 9h30 da manhã o mau-humor será inevitável. Mas, para o alívio de algumas pessoas (principalmente aquelas que convivem de fato comigo) adoro acordar cedo, o que nem sempre significa levantar cedo.

Aos poucos fui descobrindo atividades que tinham mais a ver com o meu relógio biológico: ver a luz do dia, ouvir os passarinhos cantando, sentir o sol batendo no rosto...

Já houve vezes, em viagens, de eu simplesmente não dormir, só para aproveitar o dia, já que a noite costuma ser agitada e acabei indo no embalo. Minha amiga Patrícia que o diga. A primeira vez que viajamos juntas ela ficou assustada com esse fato: era carnaval em Garopaba-SC, para não perder nenhuma noite, devo ter dormido um total de cinco horas, juntando todo o Carnaval e, óbvio, ligada no 220.

Algumas pessoas ainda acham isso estranho em mim, mas tudo bem, o interessante é que hoje não sofro mais, gosto e aproveito do meu modo.

Peculiaridades de uma casa

Moro em uma casa de bairro (embora alguns prefiram chamar de periferia). Pois bem, percebo que conheço muita gente que é da “geração condomínio” e que se espanta quando cito algumas coisas comuns na vida dos moradores de casa. Então vou explicar algumas peculiaridades:

Quintal X lavanderia
Normalmente quem mora em casa tem um quintal à sua disposição. Não importa o tamanho do quintal, se o dia for ensolarado significa que é o dia perfeito para se lavar roupas e estendê-las no varal expostas ao sol. Para dar uma ajudinha no processo é de bom costume suspender o varal cheio, com uma vara de bambu. Isso mesmo bambu que muita gente conhece só de longe ou quando muito, bem fininha... como vara de pescar. Por isso, até nos dias de hoje é considerado comum encontrar vendedores de bambus pelas ruas. Aliás, aqui em casa tô precisando de comprar, se alguém souber de um, por favor, me avise.

Medição de água e luz
É meus caros, quando chega o dia previsto para essas medições, devemos ficar atentos, principalmente, se tiver "cachorros não sociáveis" no quintal... a conta pode vir com a observação: "leitura difícil" ou "cão no estabelecimento"!

Vizinhança
Normalmente barulhenta, mas unida. A criançada adora atiçar os cães presos nos quintais, apertar campainha e sair correndo e subir nas lages das casas quando é época de "empinar pipa".

Bom, por enquanto são apenas algumas peculiaridades, conforme eu for lembrando de outras, prometo escrever.

sábado, 18 de outubro de 2008

AMO a Primavera e o horário de Verão




Gosto de estações bem definidas: no Verão calor, no Inverno
friozinho, no Outono bem meia estação e, a minha preferida, a Primavera, que deixa minha metrópole, apesar de ser tão cinza, um pouquinho colorida.

Adoro ver os pés de Ipê totalmente floridos, mesmo que por tão pouco tempo, já que aquelas flores amarelinhas, de uma semana para outra passam do topo dos galhos para o chão. As paineiras e as cerejeiras... enfim... a-do-ro a Primavera. Gostaria que toda sujeira da minha cidade se limitasse à isso: folhas e pétalas...

Quanto aos dias, o melhor dessa época é o horário de Verão! Eu, como assumidamente sou "bicho do dia", só tenho o que comemorar: dias mais extensos e fazer programas após o trabalho, mais disposição ao levantar... tudo parece melhorar, até meu humor!

Seja bem-vindo horário de Verão!

sábado, 11 de outubro de 2008

4 coisas sobre mim

Quando eu era menina, por volta de uns 10 ou 12 anos, era muito comum circular pela sala de aula alguns cadernos com questionários imensos (uma pergunta em cada folha) com perguntas como: nome, idade, signo, coisa que gosta, pessoa de quem gosta, coisas que faz no final de semana, ator predileto, música predileta, etc. Daí, a garotada respondia e devolvia aos donos. Outro dia recebi um e-mail com perguntas que me fizeram lembrar daquela época, pois a pessoa responderia e deveria repassar o e-mail para um monte de gente, com o intuito de que todos se conhecessem melhor, o nome do assunto era "4 coisas sobre mim". O problema é que logo no começo tinha uma questão sobre 4 lugares em que vivi, como nunca morei fora de Sampa, resolvi adaptar o questionário e compartilhar com vocês:

Quatro trabalhos que já tive
- Já fui bancária;
- Já fui promotora de produtos;
- Já fui secretária (aliás, minha primeira profissão, com DRT)
- Já trabalhei em campanha política (para um candidato da comunidade nipônica - uma experiência inesquecível).

Quatro coisas que já fiz
- Já fui pára-quedista (com direito a carteirinha da Federação Paulista de Pára-quedismo e tudo);
- Já desci o rio Jacaré Pepira (Brotas) fazendo rafting (inclusive noturno), de duck, de bote e de bóia;
- Já fiz a "fumaça por baixo", uma trilha de três dias na Chapada Diamantina (em plena Copa do Mundo, ou seja, eu, mais duas figuras e um guia, mais ninguém naquela mata), tomando banho de rio, dormindo em toca e caminhando, descendo e subindo penhasquinhos e morros, sempre com mochilão nas costas;
- Já acordei às 5h30 da manhã, em pleno domingo, só para fazer pão caseiro para a minha família comer quentinho, quando acordasse com o cheiro - sabe quando vc passa a margarina e ela vai derretendo?

Quatro programas de TV que assistia quando criança
- Jennie é um gênio e a Feiticeira;
- Sessão da tarde;
- Domingo no parque do Sílvio Santos (uma das minhas frustrações de infância é nunca ter ido à gravação daquele programa);
- Muitos desenhos, os que mais amava era dos Flinstones.

Quatro programas de TV que assisto
- Telejornais (Bom dia Brasil, JN, do SBT e, às vezes, o da Record);
- Um pé de quê?
- Lab - MTV;
- Quando dá, seriados: Midium, Ghost Whisperer, Man in trees,ER, Cold Case, The New Adventures of old Christine, Grey's Anatomy, CSI...

Quatro lugares em que estive e voltaria
- Fernando de Noronha-PE;
- Ilha Grande-RJ;
- Iporanga-SP (Petar);
- Natal-RN.
(Quatro é muito pouco!)

Quatro comidas favoritas
- Arroz, feijão, bife à parmeggiana (sem gordura) e fritas;
- Sanduba do Marques Hamburger;
- Filé de peixe empanado com molho de camarão;
- Massa recheda (menos de frango) ao molho quatro queijos.

Quatro lugares em que desejaria estar agora
- comendo a carne seca gratinada no Aldeia da Vila
- Em Ubatuba;
- comendo fondue de sorvete;
- Em São Roque.

Quatro coisas que espero que este ano eu possa
- Aprender a dançar no "tapete" do videogame;
- Cuidar mais do meu corpo e da minha pele;
- Programar minhas próximas férias;
- Passar o Natal com meus pais.

domingo, 5 de outubro de 2008

Eleições III – o colégio onde voto

Voto no colégio onde estudei, que, aliás, é meio longe da minha casa. Diversas vezes já pensei em transferir para um local mais próximo. Só que, a cada votação eu me lembro das razões que me fazem deixar tudo como está.

As razões de hoje foram a Sueli e a Shirlei. Duas pessoas que foram muito importantes quando tinha meus 10, 12 anos, minhas amiguinhas de escola. Poxa, é tão legal ter a oportunidade de rever gente que há anos não vejo. A Su fazia só uns dois, mas a Shirlei... essa, pode colocar aí uns 15 anos. A Su encontrei logo na chegada, enquanto a Shirlei praticamente me esperou na porta da sala onde votei, pois havia sido informada pela Su que eu estava ali. (RS) Confesso que demorei um pouco para reconhecê-la.

Fico muito feliz de tê-las encontrado. Vamos torcer para que voltemos a nos encontrar, da próxima vez agendada e com calma, para colocarmos as novidades em dia.

Eleições II – a ambigüidade dos cidadãos

A grande maioria das pessoas que conheço ODEIA política. Horário eleitoral então... parece castigo, pois, para elas, além de tirar um período precioso da novela ou qualquer outro programa televisivo, só tem gente querendo se dar bem conseguindo um lugarzinho no poder.

Meus pais fazem parte desse grupo, eles moram em uma cidadezinha do interior de São Paulo e uma vez a cada um ou dois meses visitam os filhos na capital. Por isso me espantei tanto quando ouvi da minha mãe, na semana passada, que ficaria até hoje, só para votar em fulano, porque não quer que beltrano vença. Mais: passou a semana em campanha, falando para todo mundo sua visão política.

Enquanto isso, meu pai, manteve a postura que vejo desde que me entendo por gente: “Vou lá por obrigação. Não quero votar em ninguém”. A justificativa é simples e até compreensiva. Ele se sente traído pelo corpo político desde que votou no Jânio Quadros para presidente, que depois renunciou. Meu pai perdeu o gosto pelo dever cívico.

Também vi algumas pessoas que, apesar de morarem em São Paulo há tempo suficiente para transferirem seus títulos para cá, não o fazem. Sempre que questiono, sinceramente, não sou convencida. Mas tudo bem, cada um tem suas próprias razões que, individualmente, podem ser muito fortes. Na outra ponta, ouvi com atenção, a percepção de quem está votando pela primeira vez, e me pergunto: “será que um dia também fui assim?” Bom, o importante é prestar atenção e ter consciência de cada votinho dado.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sandra e suas variações

Minha sobrinha vive a me questionar o por quê de eu não ter na minha página de Orkut uma comunidade "Sandra". Ah... nem sei a razão... talvez porque eu não tenho tido mais paciência para acessar minha página, quem dirá ficar procurando comunidades.

O fato é que meu nome Sandra, vive entrando para alguns debates entre amigos. Confesso que demorei muito a gostar realmente do meu nome, que é uma variável de Alessandra, que por sua vez vem de Alexander que significa protetor da humanidade ou algo parecido.

Gosto do meu nome e vivo brincando com a pronúncias: Sandra, Sêndra, Sandura, Sãndrá e por aí vai (fazer o quê se é um nome globalizado, sendo comum encontrar Sandras nas Américas, pela Europa e até na Ásia). Mas me divirto mesmo são com os apelidos. Na verdade não são usuais, e então nem dá para considerar como um apelido de verdade, já que apenas um ou outro conhecido inventa de me chamar, bem de vez em quando. Lá vai:

Sandra, San, Sandrinha, Sandroviski, Sandritcha... mas o título de criatividade insuperável vai para o meu dentista, Dr. Milton, que me chama de: Sandríssima!

domingo, 28 de setembro de 2008

Eleições: candidatos que me supreendem

A cada dia que me proponho conhecer quais são os candidatos e suas propostas para as próximas eleições: eu me surpreendo.

Nem vou comentar a qualidade dos que concorrem ao cargo de prefeito. Tenho tentado assimilar as propostas dos candidatos à Câmara Municipal mesmo. Óbvio que o máximo que posso fazer é anotar o nome e número e depois fazer uma busca pela internet para ver se encontro alguma coisa.

Depois de ver de tudo - ou melhor achar que já tinha visto de tudo -, dos pagodeiros Netinho de Paula e José Carlos (Raça Negra) aos esportistas e veteranos Ademir da Guia e Aurélio Miguel, passando por outros ilustres como Sérgio Mallandro, Agnaldo Timóteo, ou do Énéas Filho, que não é filho do saudoso Enéas e até de um homônimo do rapaz que trabalha comigo... enfim, ontem, minha surpresa foi superada: meu ginecologista também é candidato!

Juro que na hora em que vi o rosto dele, fiquei espantada, não sabia nem o que pensar, aquela pessoa que já viu de perto partes íntimas do meu corpo (não que para ele faça alguma diferença isso) está lá.

Sempre achei ele um cara bacana e descolado. Certa vez estava na salinha de espera (sempre é abarrotada de pacientes e como ele chega no horário isso me leva a crer que de fato ele é um bom profissional) e notei que havia várias fotos de mergulho. Quando chegou minha vez de ser atendida, após os cumprimentos e já sendo examinada, fui logo perguntando de onde eram as fotos. E a resposta foi certeira: das águas límpidas de Fernando de Noronha. Como fazia muito tempo que eu tinha tido aquela experiência maravilhosa de mergulhar naquele mar, estendemos o assunto. Claro que ele tinha muito mais a contar, pois, ao que entendi ele é mergulhador ativo, enquanto eu, coitada, com cilindro, só aquele mesmo.

Em outras visitas comentávamos sobre algumas viagens, pois sempre calhou de eu visitá-lo antes ou depois de tirar férias. Certa vez ele até comentou: "Traga suas fotos aí na próxima consulta". Eu achei engraçado, porque ele falou como quem pediria um raio X qualquer.

Bom, na verdade eu não sei se votarei nele, e também não tenho a intenção de ser seu cabo eleitoral - já pensou se ele for eleito... eu ficarei sem meu ginecologista!? - mas para aqueles que ficaram curiosos sobre quem é a figura, lá vai: Dr. Freitas, PSDC, nº 27.789.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tricoterapia

Eu faço tricô e, de certo modo, até me orgulho disso. Tem muita gente que me conhece e que não consegue associar o ato de tricotar à minha figura, já que não faço o estilo dona de casa ou vovozinha.

Tudo começou quando eu tinha uns 11 anos e passei a freqüentar uma lojinha - perto da escola - onde a pessoa comprava o material (lã e agulhas) e a dona ensinava. Não me lembro se por iniciativa própria ou se a minha mãe (que não sabe tricotar) decidiu por mim. Acho que fui uma semana e não gostei do ambiente: várias donas de casa, tricotando e fofocando. Não tinha nada a ver eu ali. Resolvi não ir mais.

O problema é que a mulher me ensinou apenas os dois pontos básicos: tricô e meia. Não me falou como fazia para colocar a lã na agulha, como fechar o ponto. Nada. E a única coisa que tinha conseguido produzir era algo que lembrava - de longe e no escuro - um protótipo de cachecol. Guardei tudo e esqueci do assunto.

Anos depois, andando pela calçada, encontrei um pedaço de papel com três imagens desenhadas, que simulavam a colocação da lã na agulha. Peguei o papel e chegando em casa tentei fazer... e não é que deu certo!? Desmanchei o tal cachecol e resolvi fazer uma blusa. Assim, sem seguir receita, só com a minha imaginação. Quando chegou no final, eu não sabia fechar e nem conhecia ninguém que tricotasse. Mais uma vez, guardei tudo.

Mais alguns anos, fui passar uns dias na casa de uma prima, no interior de São Paulo e, para minha surpresa ela tricotava, quase compulsivamente. Havia peças tricotadas pela casa inteira. Aproveitei a oportunidade e pedi para que me ensinasse a fechar o ponto e a fazer a gola.

Pronto. Assim dei início a minha primeira produção: fiz blusa bege, cinza, vermelha, verde, preta, grande, pequena e, naquele inverno, a família inteira ganhou uma blusa em tricô.

A única explicação que achei para tantas blusas é que eu estava recuperando tantos anos de frustração de começar algo e não terminar. E mais uma vez, recolhi o material e passei anos sem nem lembrar no tal tricô.

Em 2004, torci o tornozelo, o que me rendeu uma semana de perna engessada. Era uma época bem fria do ano (junho ou julho) e a única coisa que eu poderia fazer era ficar deitada assistindo TV. Pois bem, lembrei do tricô. Daí surgiu minha segunda grande produção.

Como tinha muito tempo livre comecei a fazer conjuntos de cachecóis e tocas. Não satisfeita achei que poderia fazer luvas. Sim, luvas. Foram vários experimentos até chegar ao jeito de se fazer dois tipos de luvas: com dedos e sem dedos. E mais uma vez a minha família foi beneficiada.

Neste ano, olhando meus cachecóis, achei que estavam muito fora de moda... e... adivinhem...? Cachecóis para todos! Como não tinha mais para quem fazer cachecol, resolvi fazer um vestido de linha. Minha primeira experiência com linha. Mais uma vez sem receita.

Uma amiga sempre me pergunta: "Sandra, mas você demora tanto tempo para fazer, depois desmancha. Não seria mais fácil comprar uma revista e copiar um modelo?"

Não, não é. Pois eu não faço tricô para vender. Eu faço como forma de terapia. Gosto de inventar o modelo, me agrada muito saber que no mundo inteiro, eu fiz algo realmente diferente, com a minha marca (com exceção dos cachecóis, porque eles realmente são muito parecidos - mas bem-feitinhos). Sim. Eu descobri isso. Eu tricoto assistindo TV, conversando, e até lendo (acreditem!). Eu passei a analisar isso, todos os períodos que eu tive uma produção intensa, eu controlei melhor minha ansiedade. Na verdade eu passei até a pesquisar sobre o assunto, e para meu espanto, há até homens que praticam a tricoterapia como forma de desesstressar. Portanto, hoje, se tenho vontade de tricotar, eu tricoto.

E que ninguém venha me chamar de vovozinha!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Filosofia canina - não é original... mas é tão lindinha:-)

Siga a sabedoria canina:

- Nunca deixe passar a oportunidade de sair para um passeio;

- Experimente a sensação do ar fresco e do vendo na sua face por puro prazer;

- Quando alguém que você ama se aproxima, corra para saudá-lo;

- Deixe os outros saberem quando invadiram o seu território;

- Sempre que puder tire uma soneca e se espreguice antes de levantar;

- Corra, pule e brinque diariamente;

- Coma com gosto e entusiasmo, mas pare quando estiver satisfeito;

- Seja sempre leal;

- Nunca pretenda ser algo que você não é;

- Se o que você deseja está enterrado, cave até encontrar;

- Quando alguém estiver passando por um mau dia, fique em silêncio, sente-se próximo e, gentilmente, tente agradá-lo;

- Quando chamar atenção, deixe alguém tocá-lo;

- Evite morder, quando apenas rosnar resolve;

- Nos dias mornos, sente-se de costas para a grama;

- Nos dias quentes, beba muita água e descanse embaixo de uma árvore frondosa;

- Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo;

- Não importa quantas vezes for censurado, não assuma a culpa que não tiver e não fique amuado. Corra imediatamente de volta para os seus amigos;

- Alegre-se com o simples prazer de uma caminhada;

- Fale com um simples olhar.

Nada amargo

Tem gente que não se conforma até hoje pelo fato de eu não gostar de cerveja. Claro que não gosto: é amargo. E também não conheço ninguém que diga que seu primeiro contato com a bebida vinda da cevada tenha sido a melhor experiência, que tenha adorado o sabor.

Eu não gosto de nada amargo, seja cerveja, chope, jiló, chimarrão, pomelo, rúcula... e acho que deveria ser mais respeitada por isso. Até entendo que muita gente acha que cerveja é o elo para a socialização, já que quando chega o final do dia ou final de semana vem a frase: “vamos tomar uma cerveja?”. No meu caso pode ser: “vamos tomar um sorvete? Vamos tomar um suco? Vamos tomar um drink? Vamos tomar qualquer coisa, mas por favor, menos coisas amargas.

Quando explico minha posição também há aqueles que perguntam: “nossa. Mas nem quando você está em uma praia, sol à pino... uma cervejinha gelada vai tão bem”... mas um refrigerante geladinho também vai bem, até uma água mineral gelada vai bem... e se eu tiver acabado de chegar de uma caminhada ou joguinho de frescobol... sinceramente, não existe nada melhor do que um Gatorade estupidamente gelado!

Se você gosta de cerveja, ok, eu te entendo. Mas não venha me achar uma pessoa do outro mundo porque eu não gosto da amargura da cerveja.

sábado, 13 de setembro de 2008

Seduzida por um grill


Uma das coisas das quais sempre me orgulhei foi que não sou facilmente seduzida por modismo ou por comerciais. Na verdade, eu NÃO ERA.

Devo confessar que outro dia assistindo um daqueles programas do tipo Shop Tour", que a pessoa fica falando sobre um produto, seus benefícios, preços ("compre já", "os XX primeiros que ligarem ganham...") fui seduzida por um grill George Foreman.

Nossa! Parecia tão prático. Os alimentos pareciam tão saborosos.

Não fui ligando imediatamente não. Pesquisei primeiro. Fui até a loja, vi, toquei e gostei. Voltei para a casa, entrei no Buscapé e fiz minha pesquisa de preços. Só então comprei em 10 vezes sem juros! Um achado, já que era bem mais barato do que o anunciado na TV.

Durante dois dias fiquei ansiosa com a chegada da encomenda. Mas logo na minha estréia como discípula do George, fiquei decepcionada: o filé de peixe quase derreteu inteiro, minha cozinha ficou toda enfumaçada e eu enjuriada.

Minha segunda tentativa também não foi das melhores experiências da minha vida. Foi um bife. Temperei, coloquei alho e cebola direto no gril. Meu Deus! E para limpar as chapas sem riscar?

Resultado: os dez meses de pagamento ainda não chegaram ao fim e o meu grill está lá. Lindo! Enfeitando a cozinha, com sua tampa azul,que esquenta pães. E eu aqui, só olhando para ele.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Você já encontrou um outro você por aí?

Sempre acreditei ser única no mundo. E, de fato, a teoria diz que sou: única digital, única retina, único conjunto físico (tamanho, peso, cor, etc), pensamentos únicos...

Mas outro dia eu fiquei muito espantada com uma situação. Estava eu no mercado fazendo compras. Num dia qualquer da semana, porque odeio as filas que existem nos finais de semana. Resolvi deixar o meu carrinho – que já abrigava alguns produtos – encostado em uma prateleira, para que eu fosse mais agilmente até à seção de frios para pegar outros artigos. Voltei e peguei o carrinho, mas... para a minha surpresa não era o “meu” carrinho, era um que tinha produtos muito parecidos com os que eu já havia pego.

Por um instante fiquei estática tentando entender a razão de eu ter pego aquele carrinho, já que o meu inclusive era menor, com duas divisões. Me dirigi ao correto, que estava ao lado, mas não consegui tirar os olhos daquele que havia me enganado. Eu comparei os produtos que estavam nos dois: eram os mesmos produtos, das mesmas marcas e até os produtos que tinham no outro, mas que eu não necessitava naquele momento eram os que eu, se precisasse, pegaria da mesma marca e na mesma quantidade.

A curiosidade foi tanta que resolvi ficar um pouco afastada e esperar o verdadeiro dono do carrinho chegar. Era um rapaz. Medi da cabeça aos pés. Ele deveria ter mais ou menos a minha idade e, pelas roupas, o mesmo estilo de vida que o meu. Eu o vi andando por alguns instantes e era exatamente o que eu suspeitava: parava em frente aos mesmos produtos que eu pararia se fosse comprar. Bem, eu não demorei muito na "investigação" porque não seria difícil o rapaz notar a minha observação e sabe-se lá o que poderia pensar de mim.

Mas a ficha caiu: posso até ser única no mundo, mas não tão exclusiva assim. Existem pessoas se não parecidas, muito próximas disso!

Desde então passei a observar mais ainda as pessoas. Agora, todas as vezes que ando pelas ruas, entro em algum shopping ou loja, no metrô, encontro não outros “eus”, mas outras pessoas que conheço: parentes, amigos, colegas de trabalho que reconheço na maneira de se vestir, andar, jeito de falar... é impressionante!

E você, já encontrou um você por aí?

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sou fã do pop

Meu gosto musical é bem pop. E por isso mesmo muitos me olham torto. Não estou nem aí. Não trabalho como crítica musical, quero apenas ouvir e curtir. Gosto de bandas dos anos 80 pra cá. Mas admito que "arrasto minha asa" para aqueles que costumam carregar uma causa.

Veja algumas bandas que retratam o que digo:

U2 - Bono Vox, o vocalista da banda, é figurinha fácil nas reuniões da ONU, defendendo - ou no mínimo chamando a atenção para as - causas sociais ou ambientais. Além disso, a banda já fez músicas homenageando acontecimentos históricos: Pride - in the name of love (sobre o líder negro norte-americano Martin Luther King, assassinado em 1968), Sunday, bloody Sunday (referência à guerra civil que ocorreu em 1972, na Irlanda do Norte) ou Miss Sarajevo (com Luciano Pavarotti foi composta e gravada em meio a turbulência da guerra da Bósnia, em 1995).

Midnight Oil (A-DO-RO pegar estrada ouvindo bem alto! Isso me lembra a época que ia para Pira... adivinhem fazer o quê?) - a extinta banda defendia a natureza e causas sociais da Austrália com músicas como Beds are burning ou Earth and the sun and moon. Não é à toa que o Peter Garrett, ex-vocalista, hoje é nada menos do que o ministro do meio ambiente da Austrália.

Coldplay - (além de eu ser apaixonada pelo Guy Berriman) levanta a bandeira do comércio justo com a campanha Make trade fair mundo afora. Ah, reparem nos dedos de Chris Matin, o vocalista.

Observação: até o Falamansa vai entrar aqui. E eu nem sou fã deles assim! Mas vou abrir o espaço porque hoje, logo de manhã, vi na MTV o clipe Segue a vida, filmado durante um passeio pelo Rio Tietê. É, esse mesmo aqui de Sampa, poluidíssimo. Eles chamam atenção que essa preciosidade da natureza só vai ser salva quando TODOS NÓS nos concientizarmos do óbvio: é preciso ter cidadania e respeito pela natureza. Todos os dias passo sobre o Rio Tietê, e qualquer dia desses tirarei uma foto e escrever o que penso sobre ele.

P.S.: Eu sei que é um sentimento meio antagônico, mas apesar de amar U2 e Coldplay, também não poderia deixar de manifestar minha indignação quando vejo os preços dos ingressos de seus shows... mas fazer o quê? É a lei da oferta e da procura.

sábado, 6 de setembro de 2008

Aquecendo...


4 Minutes (feat. Justin Timberlake & Timbaland)
Madonna

Composição: Madonna / Nate "Danja" Hills / Timothy Mosley / Justin Timberlake

[Timbaland:]
I'm outta time and all I got is 4 minutes (Freaky-Freaky) 4 Minutes, Hey! (x8)

Uh
Yeah,
Uh
Break down
Come on

[Justin:]
Hey, Uh
Come on
Madonna

[Madonna:]
Come on, boy
I've been waiting for somebody
To pick up my stroll

[Justin:]
Well, don't waste time
Give me a sign
Tell me how you want to roll

[Madonna:]
I want somebody to speed it up for me
Then take it down slow
There's enough room for both

[Justin:]
Well, I can handle that
You just gotta show me where it's at
Are you ready to go?
(Are you ready to go?)

[Madonna e Justin:]
If you want it
You already got it
If you thought it
It better be what you want
If you feel it
It must be real
Just say the word and
I'll give you what you want

[Madonna:] Time is waiting
[Justin:] We only got 4 minutes to save the world
[Madonna:] No hesitating
[Madonna:] Grab a boy,
[Justin:] Grab a girl
[Madonna:] Time is waiting
[Justin:] We only got 4 minutes to save the world
[Madonna:] No hesitating
[Justin:] We only got 4 minutes, 4 minutes

[Justin:] Keep it up, keep it up, don't be a pri, hey
Madonna, uh
[Madonna:] You gotta get in line, hop
Tick tock tick tock tick tock
[Justin:] That's right, keep it up, keep it up, don't be a pri, hey
Madonna, uh
[Madonna:] You gotta get in line, hop
Tick tock tick tock tick tock

Sometimes I think
What I need is a your intervention, yeah

[Justin:]
And you know I can tell that you like it
And that it's good
By the way that you move
Ooh, hey

[Madonna:]
The road to hell
Is paved with good intentions, yeah

[Justin:]
But if I die tonight
At least I can say I did what I wanted to do
Tell me, how 'bout you?

[Madonna e Justin:]
If you want it
You already got it
If you thought it
It better be what you want
If you feel it
It must be real
Just say the word and
I'll give you what you want

[Madonna:] Time is waiting
[Justin:] We only got 4 minutes to save the world
[M:] No hesitating
[M:] Grab a boy,
[J:] Grab a girl
[M:] Time is waiting
[J:] We only got 4 minutes to save the world
[M:] No hesitating
[J:] We only got 4 minutes, 4 minutes

[Justin:] Keep it up, keep it up, don't be a pri, hey
Madonna, uh
[Madonna:] You gotta get in line, hop
Tick tock tick tock tick tock
[Justin:] That's right, keep it up, keep it up, don't be a pri, hey
Madonna, uh
[Madonna:] You gotta get in line, hop
Tick tock tick tock tick tock

[Timbaland:] Breakdown
Yeah
[Madonna:] (Tick tock tick tock tick tock)
[Timbaland:]Yeah, uh huh
[Madonna:] (Tick tock tick tock tick tock)
[Timbaland:] I only got 4 minutes
To save the world

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Tomatinho II - A missão


Nasceu outro tomatinho.
Alguém se habilita?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Coisas que nunca fiz

Outro dia conversando sobre algumas coisas que fiz e conheci, na minha vida pessoal e profissional, me perguntaram: “Nossa Sandra, você já fez muitas coisas. O que você ainda não fez?”

Fiquei um pouco espantada com a colocação, pois eu nunca fiz nada muito além do que a maioria das pessoas faz (estudar, trabalhar, viajar, etc), mas, enfim, aqui vai uma lista de algumas coisas comuns, e que nunca fiz:

- nunca assisti um jogo de futebol no estádio;
- nunca visitei parentes ou amigos na penitenciária ou cadeia;
- nunca segui procissão ou romaria;
- nunca troquei botijão de gás;
- nunca abri empresa;
- nunca xinguei no trânsito;
- nunca apliquei injeção;
- nunca experimentei maconha;
- nunca dirigi caminhão ou ônibus;
- nunca desfilei no carnaval;
- nunca fugi de casa;
- nunca viajei de navio.

domingo, 31 de agosto de 2008

Caminhadas e trilhas



Como disse antes: não tenho habilidades para esportes. Mas gosto muito de andar, caminhar... confesso que nem como hobby consigo fazer disso uma prática (infelizmente). De qualquer forma, sempre que posso eu faço uma caminhada, nem que seja no horto florestal (foto) da cidade, às 7 horas da manhã, quando o sol ainda não está rachando coco e o parque não está cheio.

Apesar disso, vou pouco aos outros parques. O Ibirapuera talvez seja o segundo que mais fui em São Paulo, embora o da Cantareira (maravilhoso), o da Luz e do Ipiranga também já me encantaram. Pois é, e também me envergonho de dizer que não conheço o Trianon, por exemplo. Mas isso é fácil de ser resolvido.

Outras oportunidades aparecem muito quando viajo, para qualquer canto que seja, afinal, se consigo arranjar um pedacinho dentro da megalópole que é São Paulo, imagine em outra cidade. Já tive o prazer de conhecer os hortos de Sorocaba e Avaré, fazer caminhadas em Brotas e Iporanga (lá na região das cavernas do Petar).

As trilhas mais lindas que fiz ficaram na encantadora ilha de Fernando de Noronha-PE, as de superação em Lençóis-BA, na Chapada Diamantina (quando fiz uma trilha de 39 km) e as que voltarei a fazer em Ilha Grande-RJ (foto).

Mesmo quando vou à praia, costumo dizer que "não tenho vocação para jacaré à milanesa". E na primeira oportunidade que tenho, lá estou eu a caminhar de uma ponta à outra, à beira-mar.

Qualquer dia desses vou postar um texto para cada viagem, trilha ou caminhada. Por enquanto, quem quiser me acompanhar em alguma caminhada ou trilha: é só me avisar.

sábado, 30 de agosto de 2008

Tempo X desculpas

Albert Einstein (uma das personalidades que mais admiro) constatou: “O tempo é relativo”.

Ok. Ele é o pai da teoria da relatividade, e tenho certeza que de alguma forma levou em conta o fato de a grande maioria da humanidade não saber o que significa a relatividade na física (na qual me incluo). Mas Einstein em sua histórica simplicidade era sábio, e como tal, me faz pensar de maneira singela.

Eu concordo que tempo é relativo. E vou além: para mim o tempo existe quando há vontade para que ele exista. Tomo por mim e por observar as pessoas com as quais convivo e, sinceramente, nunca vi alguém que realmente deseja algo, desistir de algum projeto ou pessoa por falta de tempo.

Portanto, ouvir frases como “não tive tempo para terminar o relatório”, “não te liguei porque não tive tempo”, “não deu tempo de chegar no início do evento” não fazem muito sentido para mim. O tempo jamais poderia ser usado como desculpas, pois, além de ser daquelas bem esfarrapadas, acaba chamando o outro de idiota.

Para quem discorda da minha posição, analise:

“Não tive tempo para terminar o relatório”
Tempo para o relatório se chama prazo. E os prazos são pré-definidos, portanto existe um período para que eles sejam realizados. Claro que existem os imprevistos: um pneu que fura no meio do trânsito caótico, o “apagão” do provedor de internet, o cliente que não atendeu... enfim, são situações que ocorrem, mas não todos os dias e ao mesmo tempo. Assim, prazo, pode ser apertado – e na maioria das vezes é – mas dá para cumprir e, dependendo, até ser negociado. Digamos nós jornalistas.

“Não te liguei porque não tive tempo”
Nossa! Durante anos Alexander Graham Bell deve ter se revirado muito no caixão, cada vez que essa frase foi dita pelo mundo afora. Hoje, acredito que ele ficaria mais surpreso pela cara de pau de quem ainda ousa falar esse tipo de coisa, pois, o “te ligar” virou sinônimo de “me comunicarei com você” e com os recursos tecnológicos disponíveis pode ser um telefonema, uma torpedo pelo celular, um e-mail, uma frase no MSN, enfim, em qualquer lugar ou situação é possível pegar um aparelhinho e escrever uma frase, dar um sinal de vida e ainda fazer uma pessoa se sentir respeitada.

Acredito que culpar o tempo é, no mínimo, falta de uma desculpa razoável. E injusto, pois somos nós que fazemos ou determinamos nosso tempo, cada vez que assuminos um compromisso. Por isso, jamais use o tempo como desculpa.

P.S.: Isso também serve para mim. Se um dia eu disser "não deu tempo", podem pegar no meu pé.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

A Olimpíada vista por uma torcedora

Adoro esporte! Mas tenho consciência que o melhor que posso fazer por ele é torcer, torcer e torcer. Embora eu seja uma pessoa alta, esguia e com boa flexibilidade, nunca tive coordenação ou reflexo suficientes para jogar vôlei, basquete, queimada ou qualquer outro jogo em equipe. Os esportes de combate como judô, taekwondo eu assisto e torço, e bem de longe. Sempre tive pavor de praticar qualquer um deles, por medo de quebrar um braço ou um dente, como já vi acontecer.

A natação até que acho que me daria bem, a única vez que pratiquei (durante um ano) tive um desempenho muito bom. Mas... pensando bem... deixar meu corpo parecido com "um" Rebeca Gusmão, não vale nada a pena. A ginástica artística é legal de se ver, mas o meu medo de dar piruetas e quebrar o pescoço deixa ela lá e eu aqui. Hipismo... lindos os cavalos, mas morro de medo de qualquer um deles. É... sou medrosa mesmo.

Enfim, não tem jeito. Minha vocação esportiva se limita a torcer. E em respeito a essa vocação é que nas últimas semanas da minha vida eu troquei meu sono por vigilias incansáveis na frente da TV. Assisti de tudo, do futebol ao pingue-pongue (que eles insistem em chamar de tênis de mesa). E como conseqüência minhas tardes se tornaram sonolentas e intermináveis.

Posso dizer que me emocionei com o César Cielo Filho no pódio, ouvindo o Hino Nacional, e como se não bastasse, todas as outras vezes que se repetia a cena nos telejornais. Chorei de raiva quando vi o Diego Hipólito cair sentado no último gesto da sua apresentação no solo. Vibrei com o ouro da Maurren Maggi (atleta que há anos acompanho as notícias), da mesma forma que aceitei, com resignação, a prata do time de vôlei masculino e até mesmo a prata do futebol feminino.

E o espetacular nadador norte-americano Michael Phelps, com sua meta de conquistar oito medalhas em uma única Olimpíada, que por UM segundo, apenas UM segundo tornou seu sonho em realidade. Sim, eu pude ser testemunha - não ao vivo, mas em tempo real - de parte dessa história no esporte, e me senti muito feliz por isso.

Passada a Olímpíada começam as promessas: "vou fazer alguma atividade física", "vou incentivar as pessoas a praticarem esportes", "vou ter uma vida mais saudável"... rs... Agora, que venha Londres, quem sabe até lá terei conhecimento técnico para comentar !

A lição que um tomatinho me deu




Oi. Esta é a primeira vez que escrevo no meu blog (A-DO-RO falar esta palavra BLOG, até encho a boca para falar... BLOG... daí parece que faz mais efeito) e, sinceramente, nem sei por onde começar.

Faz pouco tempo que me atentei ao fato que blog é uma coisa muito legal. Fazer um diário hi-tech é uma idéia divertida, mesmo para uma pessoa tímida e nada tecnológica como eu. Mas, enfim, aqui estou... até entrei em um cursinho de jornalismo on-line (já que é para fazer a coisa.... vamos fazer direito). E esta, na verdade, é a minha primeira lição de casa!!!

Hummm... vou falar sobre os pequenos prazeres da vida.

Conheço muitas pessoas, de diferentes níveis sócio-econômico-cultural, pobres, ricos, legais, esnobes, certinhos, desmiolados, inteligentes e meio lentos... acredite: de todos os tipos. Mesmo assim, noto que a maioria deles tem algo em comum: reclamam que pouco se divertem, por falta de tempo, por cansaço ou por não terem condições de fazer algo realmente relevante e que dê prazer. Pior, se sentem perdidos e nem sabem dizer o verdadeiro valor e sentido de suas vidas.

A minha sincera opinião é que as pessoas têm esse sentimento quase que de culpa e punição (não posso me dar ao prazer por causa disso ou daquilo) porque se esquecem de prestar atenção nas pequenas coisas, de olhar o lado simples da vida: a natureza como ela é.

Eu moro em uma casa que tem um quintal cimentado. Ele é cinza, rústico, feio, mas perfeito para cumprir a função dele: abrigar os carros da família e servir de corredor para o meu cachorro (Ônix), que acaba “lixando” as unhas por ali mesmo, de tanto correr e pular. Os portões são de ferro e combinam perfeitamente com o quintal de cimento. Todos os dias eu entrava e saia com o meu carro, abria e fechava aquele portão, na mais pura rotina mecânica. Até que, um belo dia, notei que em um cantinho entre o muro, o chão e o portão nascia uma plantinha. Na hora pensei que fosse um matinho qualquer e fui para arrancá-lo. Quando cheguei perto vi que era alguma outra espécie. Por algum motivo que não sei dizer qual, resolvi deixá-la ali, como estava. Mais cedo ou mais tarde o Ônix se encarregaria de acabar com ela mesma.

Passaram-se alguns dias e até semanas e a plantinha continuou intacta. Não só isso. Mesmo com a dificuldade por falta de espaço, terra e sabe-se lá mais o quê, ela continuou não só crescendo como bem no meio do seu galhinho apareceu uma bolinha. Instigada olhei, analisei e, por sorte, não toquei, até que identifiquei: era um tomatinho. Lindo! Tava do tamanho de uma pitanguinha, verdinho, tão lindo. Fiquei tão emocionada e não acreditei que aquilo pudesse ocorrer e tentei reconstituir os fatos.

Fiquei imaginando que talvez um passarinho, na mais tradicional das suas funções de transportar sementes, em plena megalópole que é São Paulo, deixou cair do seu bico uma semente de tomate, que, coincidentemente caiu em um buraquinho com menos de 1 cm² no meu quintal. E ali, aquela brava e sortuda semente tomou forças, cresceu, até que mais um milagre aconteceu: o estabanado do meu cachorro nem se deu conta da sua existência e, com isso, ela pode chegar a dar um pequeno fruto.

A partir daquele momento passou a ser uma questão de honra cuidar para que o tomatinho crescesse saudável. Uma verdadeira missão. Todos os dias, antes de abrir o portão para ir trabalhar, dava uma olhada no tomatinho, até arriscava um “bom dia”, mas claro, sem sucesso de resposta. No final do dia, antes mesmo de chegar em frente à minha casa, eu já me preocupava e ao despencar do carro, que alegria. Lá estava o singelo tomatinho.



Mais alguns dias se foram e bravo tomatinho que havia passado “infância”, “adolescência” e já entrando na fase “adulta” (aquela em que ele não iria mais crescer, apenas amadurecer) comecei a me apavorar com a dúvida: “O que vai ser desse tomate? De que adianta tanta persistência em nascer, crescer e chegar até ali se ninguém comê-lo?”. O problema veio porque eu não como tomate. Nunca gostei de tomate. Eu não gosto nem de macarronada por causa do molho de tomate! Comecei a minha campanha “quem vai comer o tomatinho”. Ofereci à minha família, vizinhos, amigos, colegas de trabalho e nada. As pessoas estranhavam eu dar tanta atenção ao nascimento de um tomate e ainda mais que eu o oferecesse.

Enquanto isso, de verde escuro ele foi clareando, amarelando, as primeiras nuances vermelhas apareceram até finalmente ficar totalmente vermelho. Quando vi que aquele poderia ser o último dia da sua vida, como um ser saudável... respirei fundo e colhi o tomatinho. Lavei, piquei e coloquei na panela com carne moída, temperei e comi... e não é que ficou uma delícia!

Isso aconteceu faz mais ou menos um mês. E eu ainda não aprendi a comer tomate, mas me orgulho de ter comido o meu tomatinho de estimação. Ele me mostrou que para nossa vida ter sentido é preciso acreditar. Enfrentar as adversidades como ele enfrentou, para ganhar a atenção de pessoas que irão fazer valer tanto esforço e assim, encontrar o verdadeiro sentido de estar nesse Planeta insano.