segunda-feira, 10 de abril de 2017

Lago de Furnas, Capitólio... um paraíso em Minas Gerais

Cânion Lago de Furnas
Cachoeira Lagoa Azul



Êita trem bão demais que Minas chamou mais uma vez!

As últimas férias passei por Mariana, Ouro Preto, Belo Horizonte, visitei Inhotim... e agora final de semana em Furnas (ou Capitólio), na região da Serra da Canastra.

Paisagem deslumbrante!!! Turma animada... tudo de bom :-)

Surgiu uma excursão para lá, indicada pelo Maurício. Eu que estava doente por um passeio assim, fui né, fazer o quê!?

A região da Serra da Canastra é grande e cheia de trilhas, mas o objetivo do passeio era o Lago de Furnas e arredores, na cidade de Capitólio. O passeio foi organizado por uma agência nova em Sorocaba (SP), a Atho Trip, liderada pela Nany, gente boa, animada e responsável, sempre disposta a pegar "nosso melhor ângulo na foto" - rs.

A saída foi de SorocaCity à noite, e chegamos por volta das 7h da manhã pela região. Nem fomos para a pousada que ficava em Passos, cidade próxima, pois nosso passeio de lancha iniciaria às 8h pelos cânions, no Lago de Furnas.
Na lancha: Willian, Adriano, Fer, Mau, eu e Thamara

Como é de praxe na minha vida, a maioria das minhas viagens e passeios não vejo muitas fotos do destino, pego as informações básicas de como chegar, hospedagem, passeios e grana necessária, partindo por uma excursão então... daí que não vejo nada mesmo. Isso porque quero ser surpreendida com a beleza local. E não é que esse lago superou minhas expectativas!!!

Como a viagem foi noturna, não houve aquela interação imediata da turma, mas ao amanhecer, alguma figuras iam se destacando: Maíra, com seu modelito "Como uma deusa" e Douglas, que na parada da madrugada na estrada, já reclamava do sabor da cerveja.

O passeio de lancha é espetacular e a turma se dividiu em duas. Fez uma parada para entrarmos na água (eu claro de macarrão) e a água é transparente e bem quentinha. Não tenho palavras para descrever tal beleza. Depois paramos numa espécie e mirante e também pela cachoeira Lagoa Azul e, por último, em um bar a beira rio que, quando descemos tem uma paisagem "autêntica" de agreste, com direito a bodes.

Oxênte... que parece que estou no meio do agreste!!!

Mas não estou... é só mudar o lado que vemos a verdadeira identidade do local
Terminamos o passeio e, famintos, fomos almoçar e deu até para fazer a ciesta embaixo das árvores, antes de ir para os passeios da tarde.

O Mirante dos cânions estava bem movimentado, com todos querendo fazer aquela foto especial. Nossa deusa foi para a pedrinha da ponta e muitos ficaram olhando com medo, mas pior mesmo foi quando o Douglas quis fazer o mesmo, claro, já manguaçado. Ai Nany, Nany... entendi quando você disse não querer ter minienfartos. Mas o visual compensou e ninguém se machucou.

A próxima parada foi a Cachoeira do Cascatinha. Que demanda apenas atravessar a rodovia (que fica bem em uma curva e vi caminhões que parecem não se importar muito com o fato de ter pessoas atravessando ali) e, em seguida, uma pequena trilha para chegar até à cachoeira.

Ora... digam-me se não é um paraíso? E a água ainda é quentinha!!!


E eu lá... só na água
A primeira parte da cachoeira tem muitas pedras escorregadias e deve-se tomar muito cuidado ao andar. Passamos por ali e fomos até uma espécie de poço. Muiiiito louco, tem a cachoeira daí a água sobe até a próxima cascata!!! E na próxima cascata tem um "banquinho" ótimo para tirar fotos, para quem é de fotos e uma pedra chapada para quem é de lagartear sob o sol.

E o dia se foi e nós rumo à Passos, onde nos hospedamos em uma avenida com alguns bares. Achei bem localizado, já que teríamos poucas horas para tomar em banho e sair em busca de comida, afinal, no dia seguinte, mais cachoeira para conhecer.

Deu até para tirar um cochilo e, por volta das 21h, fomos em pequenos grupos saindo da toca, digo, do hotel. Eu estava faminta e até cheguei a acompanhar um pouco o grupo a procura por alguma lanchonete, mas o Eduardos, que estava bem ao lado, ganhou meu estômago com a picanha na brasa que dividi com o Maurício. Comemos e logo voltei para dormir de verdade.


Depois de um dia maravilhoso, porém cansativo,
estávamos sedentos por uma refeição


Maurício e eu dividimos esse prato aqui ó

Fechei os olhos e pronto: domingo! Tomamos café e partimos. A primeira parada foi o Chalé do Queijo. Como todo passeio de agência, parada estratégica de consumo local. Comprei meu souvenir tradicional, um imã. O interessante do local é que tem um minizoo de aves.

Cachoeira da Filó, tava lotada e a água beeemmm fria


O ponto a seguir foi o Mirante da hidroelétrica e depois a Cachoeira da Filó, que estava lotada, ainda assim entrei como despedida daquela região tão linda. Ao contrário das outras entradas na água, esta estava beemmm fria.

Ao sairmos, conheci a tal pinga azul!!!

Um monte de manguaceiros com síndrome de smurffs
Voltamos ao hotel, nos arrumamos e antes de pegar a estrada novamente, almoço na churrascaria com direito a cantar parabéns para a Gal, a aniversariante do grupo.

Parabéns... pra você...

Pessoas, amei nosso passeio e a companhia. Quero mais!!!



Aqui é a Cascatinha por outro ângulo


Mirante da hidrelétrica de Furnas


Agradecimentos especiais a todos: Nany, Risalva, Zenilda,
 Liliane, Gabi, Fer, Thamara,
Mau, Willian, Gal, Renata, Adriano, Douglas e Deusa, ops, Maíra

Fazenda Ipanema



Vista do ponto mais alto da fazenda Ipanema


O interior de São Paulo guarda lugares fantásticos, tanto na riqueza histórica como natural. Fazia um tempinho que estava a fim de conhecer a Fazenda Ipanema, em Iperó, pois bem, surgiu a oportunidade, a Cláudia e a Keli toparam e no primeiro domingo de dezembro, lá pelas 11h, estávamos chegando ao local.
Cláudia, Kely e eu ao chegarmos à fazenda

O acesso é pela rodovia Sorocaba-Iperó, entrada no 19,5 km. A rodovia é bem tranquila e pela sinalização começamos o trajeto pela estradinha de terra, dá uns vinte minutos e não aconselho ir em um dia chuvoso. A entrada da fazenda não é tão cuidada como deveria, mas logo na primeira passada de olhos dá para perceber que o local guarda muita história, ali foi estabelecida a primeira siderúrgica do Brasil, no início do século 18. E por conta disso, muito do desenvolvimento das cidades ao redor, se deveu à isso.

Hoje desativada, ficaram as estruturas da siderúrgica...
Achei meio estranho o esquema: na entrada é necessário apenas um visitante identificar-se. O fiscal informa como chegar à sede administrativa para poder pagar a entrada, R$ 8 por pessoa. O local é administrado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes).

... e galões
A sede é um ponto de apoio interessante. Para chegar até a salinha de atendimento, passamos por um corredor que acessa às salas com cartazes que conta a história local e também indica as trilhas que podem ser realizadas. No atendimento, há a indicação para quem quiser fazer as trilhas. No mesmo espaço há um restaurante self-service. Aquele pequeno complexo de salas, corredor e pátio, lembrou-me muito um colégio.

Enfim, pegamos as informações básicas, pagamos a entrada e fomos conhecer a casa onde viveu a família Varnhagen, em 1808, logo com a chegada da família imperial ao Brasil. Hoje um museu com peças, ferramentas e móveis da época, ao lado de uma pequena represa, a Casa das Armas, a porta em homenagem à D. Pedro II, o galpão e as caldeiras. Tudo isso em meio à vegetação nativa. Um privilégio conhecer.

História pura!

Em aproximadamente uma hora e meia tínhamos andado por aqueles locais, como o tempo estava bom, resolvemos voltar à salinha de atendimento para contratar um guia e irmos ao mirante,

Casarão onde viveu a família Varnhagen


É lindo! O monumento foi construído para abrigar os restos mortais do Visconde de Porto Seguroe fica em um ponto que é possível ver as cidades de Sorocaba, Araçoiaba da Serra, Iperó e Boituva. Foi no topo da região em que Rafael, o guia contratado, nos deu uma aulinha de história.

Transporte da época



A família Varnhagen, chegou ao Brasil em 13/02/1816, no dia seguinte nascia Francisco Adolfo Varnhagen, que viveu no Brasil até seus oito anos, quando foi para a Europa estudar. Aos 23 voltou à sua terra natal para cuidar dos negócios da família, a siderúrgica. Devido aos seus préstimos à nação, mas principalmente por ter escrito vários livros sobre o tema foi nomeado Visconde de Porto Seguro ou pai da história brasileira, por D. Pedro II. Ainda em agradecimento, o monarca resolveu doar algumas terras na província do Rio de Janeiro, ao que, Varnhagen homenageou o local do seu nascimento, batizou as terras de Ipanema. Sim, é isso mesmo moçada, aquele internacionalmente famoso bairro e praia, leva o nome da região do interior de São Paulo.


Busto em homenagem ao
Visconde de Porto Seguro
Joana D'Arc, nossa mascote
que nos acompanhou no passeio
Pode parecer tétrico, mas não é,
estávamos em frente ao túmulo










Pessoas, a vista é linda e a história encantadora. É um lugar que pretendo voltar muitas outras vezes.










Obs.: a data original deste passeio foi em dezembro de 2016... é eu sei... falta de tempo de publicar antes.

Companhias de viagem



Faz algum tempo que necessito prestar minha homenagem e agradecimento às minhas companhias de viagens e passeios. Por incrível que possa parecer, muitas pessoas ainda se espantam quando digo que viajo sozinha e, mais indignadas essas pessoas ficam quando digo que gosto - rs.

- Mas sozinha? Como? Você não vai se divertir!!! Você deveria ter medo. Eu jamais viajaria sozinha (o)! - questionam, comentam, criticam e decretam.

Eu e as irmãs: Irma, Maria e Márcia
Estes são os comentários mais comuns. Mas o fato é que desde jovem eu descobri que gostava de viajar e, nem sempre na época em que eu posso, terei companhia "conhecida"... então a resposta é muito simples: o pavor de perder as folgas, feriados ou férias em que posso viajar lamentado-me por não ter companhia é tão grande, tão grande, que nem tenho tempo para ter medo de simplesmente fazer minha mochila e cair na estrada. Claro, se tiver a companhia, será legal, mas se não tiver... lá no meu destino eu arranjo e será tão legal quanto. E, mais, para quem nunca viajou sozinho, recomendo a experiência.

Em João Pessoa (PB) e arredores, tive o prazer de conhecer três irmãs vindas de Bauru (interior de São Paulo): Maria, Irma e Márcia. Coincidentemente, elas estavam no mesmo voo que peguei em Campinas, mas foi somente no meu segundo passeio em Jampa que nos conhecemos e depois fizemos vários outros.

Há! Renan e eu em Tambaú
Renan parça. Já viajamos juntos e há um ano e meio tem o privilégio de morar nos arredores de Jampa. Claro, não perdemos a oportunidade de nos encontrarmos, colocarmos o papo em dia e ainda pegar um cineminha - rs - é isso aí... até ao shopping Manaíra, o bambambam da cidade, fomos. Com um detalhe, eu perguntei para ele antes de nos encontrarmos à noite: "Vou de sandália ou posso ir de chinelo?". Resposta: "Vai de chinelo". Fui né... estava com um vestido bem coringa, o que não me deixou ficar deslocada, mas quando eu observei que deveria ter optado pelo outro calçado, ele comentou: "Fica fria. De qualquer forma você tem cara de turista aqui mesmo."

Coralie tomou mais caipirinha que eu!

Já em terras mineiras conheci Coralie, uma francesinha muito simpática. Foi engraçado. Na noite em que cheguei no quarto ela estava lá, vagando ou grudada no celular, com a cara fechada, então comecei a conversar com outras duas gringas, uma alemã e outra dinamarquesa. Trocamos algumas informações sobre o que fazer em Ouro Preto e Mariana, no dia seguinte elas seguiriam viagem e eu começaria minha exploração por ali.

Passou o primeiro dia e quando chegou a noite, a única que estava no quarto era a séria Coralie, arrisquei começar a conversa... para minha surpresa, simpatíssima, abriu um sorriso e começamos a conversa. Surpreendentemente ela havia feito exatamente os mesmos passeios que eu, só que em horários diferentes. Me falou que no dia seguinte partiria.

No segundo dia, quem encontro no quarto à noite? Coralie... peguntei o que aconteceu e ela respondeu que conhecera no café da manhã um francês que iria para a próxima cidade que ela, então resolveu ficar para ter companhia. E, mais uma vez, ela fez exatamente os mesmos passeios que eu, em horários alternados e com turmas diferentes. Rimos, claro, e como no dia seguinte seguiríamos para destinos opostos, resolvemos sair para tomar umas caipirinhas!

Foi ótimo! Conversamos sobre nossas viagens, trabalhos, vidas, situação social dos imigrantes tantos na França como no Brasil. Falei: "querida Coralie, muito provavelmente nunca mais nos encontraremos na vida, mas este momento é muito especial, por um dia, celebramos o encontro de uma amizade e certamente quando lembrarmos de Ouro Preto e Mariana com nossas companhias que nunca fizeram passeios juntas". Ela concordou, sim esta é a alma do viajante, aproveitar e viver cada momento. E brindamos com mais caipirinha.

Cláudia e eu, almojantando no famosíssimo restaurante Xapori
A Cláudia citada nas postagens de Belo Horizonte e Inhotim, já está mais do que explicada nossa amizade. Mas nunca é demais agradecer: o passeio não seria o mesmo sem a sua companhia... obrigada!


Inhotim sem minstérios!!!

Instituto Inhotim, um museu de arte contemporânea a céu aberto, misturando com jardim botânico bem no meio das Minas Gerais. Talvez por ser um espaço cultural ainda muito novo (completou dez anos em 2016), algumas pessoas têm dúvidas, assim como eu tinha, sobre a logística para efetivamente conhecê-lo. Mas não é nenhum bicho de sete cabeças, primeiro vou comentar minhas impressões sobre o parque e ao final darei as dicas.

Com o meu olhar de leiga sobre artes, tinha algumas referências de obras já vistas em uma ou outra reportagem e mesmo sem saber seus nomes (Troca-troca, Elevazione e Beam Drop) estavam na cabeça. Todo o resto seria uma surpresa e eu estava totalmente aberta para explorar aquele espaço.

Desembarcamos no estacionamento do parque e o motorista foi logo dizendo: "O ônibus vai sair deste mesmo local às 17h30", isso era umas 9h30, então este era o nosso tempo. Seguimos o fluxo de pessoas por um caminho plano, cuidadosamente posto entre as árvores. Tínhamos comprado nossas entradas pela internet e fomos para os guichês retirar nossas pulseiras, ali o atendente perguntou se queríamos ter acesso aos carrinhos. E sim, quisemos, aliás, a menos que a pessoa queira visitar o parque por dois dias para conhecer tudo, sugiro que sempre opte pelos carrinhos, daqueles elétricos de golfe, pois toda a área de visitação tem 140 hectares, economiza tempo e pernas.

Colocadas as pulseiras e empunhando um mapa confuso, fomos andando sem saber direito por onde começar o passeio. O parque é lindo, projetado com pontos de observação e descanso (sempre um jardim bem feito e um tronco imenso de árvore estilizando bancos enormes), 23 galpões com exposições ou arte interativa e ainda os espaços abertos para algum tipo de obra, também interativa, permanente ou não. Entre um e outro jardim é possível curtir durante a caminhada o canto dos pássaros, ouvir o ruído de esquilos que não fazem a menor cerimônia em devorar seus alimentos, apreciar os cheiros das flores e das plantas, admirar uma das 4.500 espécies plantadas ou até mesmo degustar jabuticabas ou pitangas diretamente do pé - rs - como eu fiz!

Das obras que estava na minha lista, a primeira que visitei foi  o "Troca-troca", de Jarbas Lopes, que consiste em três simpáticos fuscas cujas peças de lataria foram trocadas entre si. Pouco depois, seguindo o mapa confuso, queria ver o "Elevazione", de Giuseppe Penone, o surpreendente é que a obra em si é artificial, sim, uma castanheira artificial, em bronze, que se confunde com toda aquela flora abundante, suportada por troncos muito verdadeiros. A terceira da lista, estava no topo do parque, "Beam Drop", de Cris Burdem, várias vigas fincadas no solo, que nos incitam à ideia de que caíram do céu e lá ficaram.

As minhas "surpresas" ficaram por conta da obra "A origem da obra de arte" em que vasos em cerâmica em formato de letras, de Marilá Dardot, fica à disposição dos visitantes para que formem palavras. Tem o jardim dos temperos, das espécies de regiões específicas pelo mundo, o trator que subtraiu a grande árvore, o som da terra e a minha joia da coroa foi a exposição de fotos sobre os índios yanonames, de Cláudia Andujar, fotógrafa.

A exposição foi a última que visitamos, e foi providencial, fiquei encantada e não sei se fosse nossa primeira parada no parque se teria tido tempo para conhecer as outras obras, tal foi minha imersão naquele universo fantástico registrado pela artista. Índios no seu cotidiano, nos seus afazeres, grupo e transe.

Carrinhos

Quanto aos carrinhos, eles fazem oito trajetos de ida e volta, entre eles fazemos pequenas caminhadas e observamos as obras. Cada carrinho faz apenas o seu trajeto, por exemplo, se o equipamento é do trajeto três, não vai fazer o do dois ou do quatro, apenas vai e volta em seu próximo trajeto, e entre o ponto um e dois há mais uma caminhadinha. Os monitores indicam os pontos, mas ainda assim são tantos caminhos, que perde-se tempo e isso, confesso, me deixou um pouco irritada ao final do dia: a falta de informação.

Mas de onde vem esse nomes "Inhotim"?

Confesso que na primeira vez que ouvi esse nome fiquei intrigada, nunca tinha ouvido nada igual. Cheguei a pensar ser um nome indígena, mas minha curiosidade durou pouco tempo, acostumei-me com a palavra e só fui descobrir mesmo agora, visitando o instituto. Diz a lenda local que ali era habitado por um minerador gringo, Timothy, chamado por Tim mas a caboclada respeitosamente de "nhô Tim".

Como chegar

O parque fica no município de Brumadinho, 57 km de estrada, segundo os sites especializados. De Belo Horizonte, se a pessoa não for de carro próprio, terá que comprar as passagens na rodoviária, no guichê da Saritur, porém, é bem mais prático garantir e comprar online. Deve-se chegar pelo menos meia hora antes para fazer a retirada dos bilhetes. Ao contrário da entrada no instituto, que também pode ser comprada antes ou ao chegar ao parque, mas isso não fica muito claro quando consultamos o site (www.inhotim.org.br), induzindo à compra antecipada e, por isso mesmo, pagamos aquela taxa de conveniência - a qual considero um assalto, não pelo fato de que o serviço não deva ser cobrado, mas sempre achei abusiva a cobrança por bilhete, se uma mesma pessoa compra dez bilhetes e vai retirá-los no mesmo local e ao mesmo tempo, qual é o sentido de cobrar dez vezes? Acho abusivo sim!

Pronto, desvendado o mistério.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Cidade triangulada: bem vindos à Belo Horizonte!

Encantada em um dos"portais" do Festival Gentileza, na Praça da Liberdade

Bateu uma curiosidade, acho que vou dar uma pesquisada em como foi formado o urbanismo a disposição da cidade de Belo Horizonte... pois a cidade é triangulada, será que foi criada no intuito de homenagear a bandeira do Estado?

A Cláudia foi quem chamou a atenção:

- Meu pai disse que teve muita dificuldade em dirigir aqui, anos atrás quando veio trazer minha irmã para um tratamento, pois as ruas não formam quarteirões e sim triângulos! Se você se perde, dirigindo, é difícil retornar.

....

Acordei em Ouro Preto já sabendo que deveria pegar o ônibus bem cedo para a capital mineira, mas acordei mal (não, não foram as caipirinhas que tomei na noite anterior para me despedir de Ouro Preto) com dor de barriga e fiquei com um pouco de receio de pegar a estrada daquele jeito. Comi coisas leves, dei mais um tempinho, e embarquei no ônibus das 10h. A Cláudia tinha enviado mensagens dizendo que já tinha desembarcado no aeroporto de Confins.

Em companhia de Otto Lara Resende, Fernando Sabino,
 Paulo Mendes Campos e Hélio Pellegrino
Correu tudo bem no trajeto aproximado de duas horas de viagem até a Capital. Da rodoviária peguei um táxi para o hotel, fiz o check in e fui encontrar com minha amiga que não via há anos!!! Conversamos rapidamente e saímos para aproveitar o que a cidade poderia nos oferecer naquele pouco tempo que ficaríamos por ali, somente aquele dia, pois no dia seguinte seria todo dedicado à Inhotim.

Hospedadas na Afonso Penna, um hotel bem localizado, decidimos ir à pé até a praça da Liberdade. Um pouco antes, nos demos conta que estávamos em frente à Biblioteca Pública Luiz Bessa. Óbvio que registramos o momento.

A Praça da Liberdade é bem conhecida e cultural. Já tinha essa referência quando comuniquei minha amiga Lea, mineirinha da gema que disse ser imperdível a praça, além da feirinha hippie, aos domingos. Bem, era sexta-feira e havia o Festival Gentileza, com várias expressões artísticas, como painel para que os transeuntes pudessem escrever "Antes de eu morrer eu..." e colocavam seus votos e desejos, mas a que me impressionou mesmo foram as cortinas de "fetilhões" do Senhor do Bonfim, que havia, na verdade, mensagens de paz, amor e amizade. Como uma ideia tão simples pode ser tão tocante??? Fiquei encantada.

Não deu tempo de entrar para conhecer o interior da igreja,
mas registrei a visita externa
Depois fomos ao posto de atendimento ao turista, ali mesmo, na praça, buscar mais informações sobre onde "turistar" em tão pouco tempo. Só no praça, são três museus que circundam e escolhemos o Espaço da Ciência da UFMG, um espaço imperdível, com exposições que não se limitam à parte astronômica, contando sobre história natural, por exemplo. O que mais chamou nosso interesse foi a que explorava cultura e religião. Não chegamos a assistir ao filme do planetário, mas tudo bem, pois tínhamos planos outdoor para desenvolver - rs.

Cláudia e eu no Xapuri
Chamamos o Uber e fomos fazer nosso city tour em BH: lagoa da Pampulha, Catedral e final do dia no badaladíssimo restaurante Xapuri.


Os jardins são muito bem cuidados e rodeiam as obras de Oscar Niemeyer, como já disse antes, não morro de amores pela obra dele, mas não tem como negar que têm uma harmonia muito boa. Aliás... desta vez foi quase uma overdose de arquitetura, primeiro na região metropolitana de Jampa e agora em BH. Sim, os passeios culturais nestas minhas férias foram o forte.

Quanto ao Xapuri, bem, o restaurante é muito bonito, bem decorado e no mural estavam fotos de praticamente todo famoso brasileiro. A apresentação do prato estava perfeita, mas não achei tudo aquilo não. Estava boa, não espetacular como se espera de uma boa cozinha mineira.

Após o almojantar, voltamos à praça da Liberdade. Movimentadíssima, com muitas pessoas circulando pelo festival ou simplesmente se exercitando. A noite estava muito gostosa para andar mesmo... enfim, aproveitamos para ver a exposição no Centro Cultural do Banco do Brasil, ali mesmo, na praça. A exposição vista foi a ConCência, da artista Patrícia Piccinini, esculturas no estilo realista com pessoas e mutações genéticas. Foi daquelas experiências instigantes e provocativas, impossível ficar imune de algum sentimento, o meu foi: não curti, apesar de achar bem válida a visitação.

"Belo Horizontes não tem mares, tem bares", foi uma das frases do motorista que nos pegou no Xapuri rumo à região central. Estávamos muito casadas, então, resolvemos abdicar de uma saída para conhecer os tais bares da noite mineira. Assim, saindo do CCBB, fomos andando até o hotel onde nos hospedamos. O saldo do dia foi: adorei meus passeios!!!



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Museu das "pedrinhas"

Única foto tirada em frente ao museu da
 ciência, queria aproveitar ao máximo
 minha visitação
Depois de uma manhã despretensiosa e muito divertida, eu queria conhecer o "museu das pedrinhas", como passei a chamar o Museu da Ciência e Técnica da Escola de Minas (UFOP). Claro, como ir à Minas Gerais e não ter a curiosidade de ver e conhecer pedras brasileiras, nosso minério, aquilo que deu nome ao Estado?

Como na maioria dos museus, fica em um prédio antigo e histórico, enorme. Minha primeira incursão foi pela ala de história natural. Tema que sempre me interessa, fiquei um tempão lendo cada legenda, admirando e estudando cada painel que conta a vida por eras.

Na verdade são várias alas que falam sobre mineração, siderurgia, metalurgia e outros temas, mas eu queria mesmo era ver as pedras mais lindas que meus olhos ainda não tinham vistos. E vi.

Tal como no Museu da Independência, meu celular estava lá no guarda volumes da recepção, então, não tenho como publicar aqui quaisquer fotos das preciosidades que pude admirar. Tinha de tudo, de uma mera ametista aos diamantes. Vi pedra em estado bruto e polida. Uma das mais impressionantes foi uma ônix... branca!!!

Passei toda a tarde no museu, e se tivesse mais tempo de visitação continuaria por lá. Recomendo o museu das pedrinhas.