sexta-feira, 29 de maio de 2015

Entre Machupicchu e Lago Titicaca, uma trégua

Águas Calientes é praticamente uma vila para hospedagem


Ao chegar em Águas Calientes, de fato, estávamos cansados e com fome depois de tanto subir e descer de pedras. Mas tínhamos um bom tempo de espera, já que nosso trem sairia apenas às 19h.
Se observar bem, a entrada
do hotel onde nos hospedamos

Como na véspera, quando chegamos, estava chovendo e à noite, não tínhamos muita noção do que é Águas Calientes. Então, apesar da fome, fomos procurar um restaurante com calma, para poder apreciar um pouco mais do que para mim parecia uma vila.

Muitos restaurantes e lojinhas que vendem os souvenires beirando a linha do trem. Alguns vira-latas enormes (já falei como esses cães são enormes por aqui?) e turistas, muitos turistas.

Seguindo meu pré-roteiro, voltando de Águas Calientes, reservamos um hotel só para passar a noite e, no dia seguinte, zanzaríamos sem compromisso por Cusco para à noite seguir para Puno, rumo ao Lago Titicaca.

O dia em Cusco foi sem muitas novidades. Como a reserva no Peruvian (um hotel mais barato, mas com cama e chuveiro quente, que era o necessário) era apenas por uma noite, logo cedo tivemos que fazer o check out e deixamos nossas mochilas no guarda-volumes do hotel e fomos andar pela cidade.

Saqsayhuamán por outro ângulo

Muito mais interessante passear com tempo

Do topo de Saqsayhuamán vê-se toda a cidade
Optamos por fazer o sítio arqueológico de Saqsayhuamán. De novo? É, de novo e sem perceber. É, já de para notar que os nomes são bem estranhos à nós, e quando tínhamos o dia livre em Cusco, decidimos fazer um dos passeios do boleto que ainda não estava picotado e desse para irmos à pé. E fomos. Entramos pelo parque, andamos, subimos as ruínas, quando descemos da primeira parte foi que reconhecemos o local. Havia sido o primeiro do tour! Sim, só que desta vez entramos por uma outra entrada e tivemos tempo para apreciar o local!

Seria pecado dizer que vale mais a trilha do que o Cristo?

Depois demos a volta e subimos o morro para conhecer o "Cristo Blanco". É, eles têm uma estátua de Cristo que fazem como ponto turístico. Em Cusco eles aproveitam de tudo para entreter turistas.

Jantamos e voltamos para o hotel para pegarmos nossas mochilas e seguir rumo à rodoviária e irmos para Puno.

Quando ainda estava no Hotel Taypikala, tentei fazer reserva no mesmo hotel para a volta do Lago Titicaca, mas foi impossível, não havia vagas e, conversando com um turista argentino que encontrei no primeiro tour, soube que ele passou pelo mesmo dilema e teve que se contentar com outro hotel. No nosso caso, estávamos priorizando uma viagem meio termo, com um mínimo de conforto, sem correrias e econômico, assim, escolhemos o Hotel Monarca, simples, com um café da manhã razoável, porém bem aconchegante e familiar. Adorei a recepção.

Simples, acolhedor e com pessoas extremamente gentis


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Machupicchu - superou minhas expectativas

"- E as fotos?

- Quais?

- Você falou sobre um monte de coisas, das suas pesquisas para a viagem, e as fotos dos lugares?

- Ah, vi algumas... poucas... não quero ver muito não...

- Por quê?

- Ué, para não criar expectativas. Sabe como é, às vezes você planeja uma viagem e vê tantas fotos bonitas que acaba se empolgando demais. Mas as fotos podem ser muito bem tiradas, as máquinas fotográficas têm tantos recursos hoje em dia... enfim, eu não quero criar muitas expectativas."

Senhoras e senhores... Machupicchu!


Este foi mais ou menos o diálogo que tive com meu irmão dias antes da viagem. E sim, Machupicchu superou todas as expectativas que eu poderia ter. É lindo, é maravilhoso, tem uma energia única (e olha que não sou mística) e sobe e desce pedra o dia todo - rs - do jeito que gosto.

Logo na entrada você deve apresentar o bilhete previamente comprado e o passaporte, em seguida, já pegue a próxima filinha, para ter o carimbo personalizado de Machupicchu!!! Achei tudo!!!

Bem, com as fotos agora, acho que o texto é dispensável.


Aqui logo no início da jornada

Testando recursos fotográficos

A foto clássica "estive em Machupicchu"

"Hola, còmo se llamas? Me llamo lhama!"

Tudo é lindo e impressionante

Ô lugarzinho pra ventar


Momento pausa, porque tem que ter perna pra subir e descer

Aproveitando o chapéu de alguém...

... que ama chapéus!

É ou não é deslumbrante?

Detalhe de como foram encaixadas as pedras

Mais um pouquinho de força e ajuda do bastão para subir

Aonde está Wally (Sandra)?

Já em Águas Calientes, morta de cansaço e feliz





quarta-feira, 27 de maio de 2015

Viagem para Ollantaytambo e Águas Calientes

Estrada que leva de Cusco à Ollantaytambo

Existem algumas forma de chegar à Machupicchu: de trem, de ônibus, à pé... a mais comum é a primeira e a escolhida por mim. No caso, de trem é ir até Águas Calientes, uma pequena cidade às margens do Rio Urubamba cuja impressão que tive é que só existe para dormitório para quem for visitar Machupicchu.

Após o café da manhã, fizemos o check out no hotel e deixamos o "grosso" da bagagem por lá, já que o roteiro para os próximos dias era: ir para Ollantaytambo de van, pegar o trem até Àguas Calientes, dormir, no dia seguinte ir para Machupicchu; à noite retornar para Cusco, pousar, durante o dia zanzear pela cidade e, à noite, seguir rumo à Puno, para conhecer o Lago Titicaca. Ou seja, só veríamos as bagagens quatro ou cinco dias depois e, achei incrível que o hotel simplesmente guarda as malas, dá um tíquete de fala "fiquem à vontade para o tempo que precisarem" e não cobram nada por isso.

Quando resolvi conhecer Machupicchu, para mim, o importante era definir uma verba do que iria gastar na viagem toda, comprar os bilhetes aéreos pelo melhor preço, definir o dia de visita e comprar as entradas e, em seguida, as passagens de trem. Isso eu fiz logo pois, para quem não sabe, tem uma quantidade específica de visitantes diária no parque e, se você não compra com antecedência, conforme vai chegando a data desejada, as agências de turismo conseguem bloquear a compra direta, fazendo com que a pessoas acabem comprando o pacote delas.

Já em Urubamba
Durante as minhas pesquisas, li em muitos blogues e sites que era uma tortura comprar os tais bilhetes (tanto para o parque como o de trem), que dependendo precisa de determinado tipo de cartão... mas não achei tudo isso não. Ok, não foi de primeira que consegui fazer as reservas, mas também não foi nada do outro mundo.

Mas voltemos ao dia. É fácil pegar a van que vai de Cusco para Ollantaytambo, como esse trajeto é muito mais usado pelos peruanos do que pelos turistas, há vans que vão e vem diariamente. Para quem está na Plaza de Armas, basta ir até a Av. El Sol, entrar na Puente Rosário que se transforma em rua Cuychipunco e vira Av. Grau. Pronto, é ali que as vans ficam e por S/ 10 soles, e em menos de duas horas você chegará em Ollantaytambo.

Quando a van inicia seu trajeto para pegar a estrada é que vemos a verdadeira Cusco, com muito comércio popular, casas e barracos, pobre mesmo.
Momento tensão: motorista dirige e manda mensagem

A estrada é de mão dupla, estreita e com muitas curvas, mas o asfalto é bom, sem buracos, boa para dirigir. Talvez por isso mesmo deixava o motorista tão à vontade para ficar digitando mensagens no celular, e conforme ele se concentrava na informação eu só via a van comendo um pedacinho da outra pista, buzinada de quem vinha na direção oposta. E eu que estava sentada logo atrás dele, confesso que mais uma vez (tal qual quando pegava o trânsito na Índia) agradecia à Deus por ter feito o meu seguro viagem.

Mas o trajeto é interessante, passando por casinhas à beira da estrada em construção o que dava para observar os tijolos ou blocos que as compunham. Algumas ovelhas, vacas, cachorros, aliás, como Cusco tinha cachorros, e todos muito grandes e bonitos! Chegando em Urubamba (já bem próximo à Ollantaytambo) começava a ver os tuc-tucs, que em Cusco não vi.

Viagem de trem para Machupicchu (por Ollantaytambo)


Centrinho de Ollantaytambo
Nosso trem era no final na tarde e embora em Ollantaytambo tenha um sítio arqueológico do boleto, resolvemos deixar a visita para o dia em que comprássemos um tour com outros pontos turísticos. Assim, ficamos ali no centrinho, almoçamos, visitamos a feirinha do lado de fora do parque até chegar nosso horário.
Chegando tão cedo até tentei trocar o horários, mas tudo esgotado!

Os vagões são separados para passageiros turistas e peruanos. Os comissários são bem simpáticos e e servem algum tipo de bebida e um docinho típico da região. Foi aí que provei o refrigerante da região Inka Cola. Eu não curto muito refrigerante e, acho que por isso mesmo, não tinha reparado nisso, claro, quando circulava pelos mercados em Cusco eu até via as garrafas, mas simplesmente não me chamavam a atenção. Gente... não é que gostei! Sabor de maçã ou tutti-fruti... sei lá, gostei e a partir daquele momento, se tivesse oportunidade, lá estava eu tomando Inka Cola.

Foto no meio da garoa
Já era quase nove horas da noite quando chegamos em Águas Calientes e chovia. Colocamos capa de chuva e perguntamos para uma moça que trabalhava na estação como fazíamos para chegar ao hotel Jairito, que dava uns cinco minutos à pé.

O hotel - como chegaríamos tarde, dormiríamos e acordaríamos bem cedo para ir ao parque, o importante era um quarto com banheiro privado e chuveiro quente (para quem faz viagens econômicas é bom prestar bastante atenção neste último item quando for reservar hospedagem, pois nem todos os hostels e hotéis tem água quente).

Sinceramente achei caro para o que oferecia: S/110 a diária, e mais S/ 10 por pessoa para o café da manhã, o que não passa de um copo pequeno de suco, café ou leite, aquele pão que lembra pão sírio sem o mesmo charme, manteiga e ovos mexidos. Mas, era o que tinha, já que os hotéis cobram muito caro. Ah, e à noite tem muitos mosquitos. Chegamos a comprar repelente, mas só usamos na noite em que chegamos.

Eu acordei de madrugada algumas vezes e só ouvia o barulho da chuva, abria a cortinha e não conseguia ver absolutamente nada, um breu só. Voltava pra cama e tinha aquele pensamento otimista: "ok, que chova bastante mesmo para de manhã abrir o tempo, aparecer aquele céu azulzinho para fotos maravilhosas".

Muitas pessoas dizem que ao chegar em Águas Calientes já devemos compara o tíquete para pegar o ônibus que segue para o parque, para evitar as filas do dia seguinte e que, a partir das 5 da manhã já poderíamos pegar ônibus.

O que eu imaginava ser chuva durante a noite, era o barulho
 das águas do rio Urubamba que passa na parte do trás do hotel - TKSG

Não, eu não sai do hotel às 5 da madrugada. Não mesmo! Meu trem de volta era bem no final do dia, não fazia sentido. Compramos nossos bilhetes era exatamente 08h49, embarcamos sem estresse e... finalmente Machupicchu! É possível não pegar o ônibus e subir à pé, mas, calculo uma caminhada de umas duas horas.


Quanto custa ir para Machupicchu (preços em maio de 2015)?

Entrada no parque da Machupicchu US$ 42.
Bilhetes de trem, ida e volta, por Ollantaytambo US$ 120.
Bilhete do ônibus que sobe para Machupicchu de Águas Calientes, ida e volta US$ 24.
Van Cusco-Ollantaytambo S/ 10.
Van Ollantaytambo-Cusco S/ 8.
S/ = soles


É meus amigos, visitar Machupicchu é o sonho de muita gente, mas não pode ser dito que é um passeio barato. E se sua viagem for por conta, compre a entrada para o parque apenas do site oficial www.machupicchu.gob.pe, 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Templo do Sol, Saqsayhuamán, Pukapukara, Q'enqo e Tambomachay

Estreia outdoor dos boletos turísticos! Ah... e com meu modelito lâ de alpaca


Após uma noite maravilhosa de sono, tomei banho e fui para o café da manhã com um bufê farto e muito bom. Depois comecei minha sessão "entupimento de chá de coca" (acreditei piamente que se tomasse o tal chá de manhã e no final do dia, nem sentiria os efeitos da altitude, para mim deu certo), pois o chá é oferecido aos hóspedes no hall do hotel, assim como os tubos de oxigênio para aqueles que necessitarem. Eu não precisei, mas conheço alguém que utilizou todos os dias - rs.

Em seguida, andar por Cusco em busca de informações de passeios. Deve-se entender que ao chegar em Cusco uma das primeiras coisas a fazer é comprar o Boleto Turísticos. Como o que existe em diversas cidades turísticas pelo mundo afora, o Boleto Turístico dá direito a visitar mais de dez lugares entre museus e sítios arqueológicos, pelo período de dez dias. Então, chegou em Cusco, corra comprar seu boleto, por 130 soles cada.

No meu caso comprei no próprio departamento de turismo, na Av. El Sol, onde já fica o Museo de Arte Popular, em que mostra algumas peças que retratam a cultura e cotidiano local. Mas é muito fácil encontrar. Para visitar a maioria das atrações do boleto, os turistas costumam contratar os tour oferecidos pela infinidade de agências espalhadas pela cidade. Claro, há a opção de fazer por conta, alugando uma moto ou táxi para isso, e depende da sua disposição ou verba.

Compramos o tour para a Catedral Koricancha (Templo do Sol), Saqsayhuamán, Pukapukara e Q'enqo para  o dia seguinte. Todas as agências fazem esse tour no período da tarde, com opção de guias que prestam a informação também em inglês (nem todos falam o idioma, mas dão as orientações sobre os locais visitados). Este passeio é possível comprar a partir de 8 soles por pessoa.

Por hora, ficamos andando pela cidade, olhando lojas, escolhendo cardápios e, principalmente nos ambientando. Desde que planejei a cidade, coloquei na cabeça que deveria ir bem devagar para que meu corpo se acostumasse e eu pudesse aproveitar ao máximo do passeio principal: Machupiccu, programado para quatro dias após a minha chegada em Cusco.



Convento de Santo Domingo, o Templo del Sol


Como passei muitas vezes por este local, achei interessante a vista noturna...


Apesar de você já pagar pelo tour, ter comprado o boleto, aqui a entrada custa mais dez soles. O primeiro hotel onde nos hospedamos ficava atrás dessa igreja e, todas as vezes que íamos até o centro, passávamos por ela. A visitação dura por volta de uma hora, entre a igreja e o pátio. É preciso dizer que quando os espanhóis tomaram a cidade, em 1532, uma das primeiras coisas que fizeram foi construir igrejas católicas em tudo quanto era templo inka, afinal, qual seria a maneira mais fácil de colonizar e catequizar? Por conta disso, é possível ver até quatro igrejas em uma mesma praça.
Ao fundo o pátio do convento, aqui, no embaixo, a entrada para o Museo del Qoricancha




Saqsayhuamán

Ó o tamanho da rocha... deve ter dado um trabalho chegar aí

Ruínas, ruínas, ruínas...


Ruínas, muitas ruínas que, segundo as informações do guia era uma espécie de fortaleza militar inka, cuja construção durara aproximadamente 50 anos e as pedras que compõem a fundação desse local são de tamanhos impressionantes. O guia deu uma explicada em como as tais pedras gigantescas eram transportadas de um local ao outro (utilizando areia), o tipo de engenharia utilizada na época e a posição das pedras etc. Também falou que após a tomada espanhola boa parte das pedras que ali faltavam foram para construir as fundações das igrejas, casas do governo ou dos governantes, e poderiam ser vistas até hoje por Cusco.

Dias depois, descobri que esse local é muito fácil de chegar à pé (desde que tenha fôlego para subir ladeiras), e que dando uma voltinha, e subindo mais um morrinho, pronto, chega-se ao Cristo Branco.

A escrita está diferente do portal da foto, mas escrevi igual ao que consta no boleto.


Tambomachay


Eu realmente gostei desse templo à água

Este sítio arqueológico achei bem interessante. Foi construído como forma de culto à água. Os três níveis que compõem a atração principal do sítio é possível ver o cuidado que tiveram com os "portais" por onde passam as águas: dois, três e quatro. E, segundo a explicação do guia, dois representa a dualidade, como homem e mulher, três, a espiritualidade e quatro os elementos da natureza (água, terra, fogo e ar).


Q'enqo


Mesa de mumificação

É local onde eram feitos os sacrifícios, para os deuses inkas e também mumificações, e o local me pareceu até bem preservado. O guia nos explicou sobre as pedras que serviam de mesas e do pequeno fosso onde ficavam os ossos ou outros dejetos. Em poucas palavras, está mais para uma passagem entre as pedras do que uma caverna ou gruta. Mas do lado de fora a vista é linda!

Como disse, a vista é bonita


Pukapukara

Aqui o guia explicou que era um ponto de parada, hospedagem aos viajantes que poderiam ser militares, religiosos ou outro tipo de comitivas. Minha mente viajante logo fez uma alusão às paradas dos nossos brasileiros tropeiros...seriam eles bonzinhos ou mauzinhos???


Tudo o que deu pra ver no final do dia


Por fim, um local para comprinhas, sendo a única realizada por mim foi um par de brincos que amei. Dez soles, se tivesse pechinchado acho que teria conseguido por menos, mas já estava no início da noite, estava cansada e eu realmente adorei os brincos.

Se valeu à pena sobre ter contratado o tour? Pelas explicações sim, mas fico um pouco irritada com esse negócio corrido, e mais irritada ainda em saber que o último local eu não vi nada, apenas ouvi, pois já estava escuro, Acho que as agências poderiam muito bem tirar um desses passeios para fazer a coisa direito, mas elas funcionam como uma máfia, um cartel, então, quem contratou o serviço tem que se conformar ou a outra opção é fazer por conta e ter o tempo que quiser para apreciar os lugares. Todos eles ficam próximos à Cusco e acho que o transporte não sairia tão caro.

Esse dia era um domingo. Não consegui tirar fotos porque observei isso durante o trajeto do ônibus entre um ponto turístico e outro, mas notei que em certos pontos da estrada havia muitos veículos estacionados e nos pequenos campinhos, ousaria até chamar de pequenas planícies, estavam os cusquenhos se divertido, jogando futebol ou vôlei ou até mesmo fazendo um churrasquinho. Achei bem interessante esse estilo de diversão dominical.


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Encantada por Cusco


Plaza de Armas

Sei que ainda está muito cedo pra dizer isso, mas estou amando Cusco! A cidade está bem estruturada para receber os turistas... e que  comida é essa?

Chegamos já no final da tarde e fomos para o Taypikala Hotel, onde fiz reserva para os primeiros dias, antes da viagem à Machupicchu. Bem localizado, fica a uns quinze minutos, à pé, da Plaza das Armas, o ponto central de Cusco.
Adorei o hotel

E estava frio! Nos encapotamos e saímos para fazer o "reconhecimento local". Logo ao chegarmos na avenida El Sol, paramos para a passagem de um desfile que não consegui identificar sobre o quê, jovens e crianças todas uniformizadas em blocos, segurando bandeira e estandartes. Foi bonito de ver.

Chegamos à praça, fomos até a Plaza das Armas onde éramos abordados constantemente por aqueles que queriam nos "carregar" até os restaurantes ou os que ofereciam os passeios. Isso me irrita um pouco, mas, em qualquer lugar turístico tem, então a solução é abstrair.

Para ajudar a aquecer, sopa de espinafre


Jantamos em um restaurante na rua que não lembro o no nome, mas tirando a sopa de espinafre maravilhosa, comida era apenas ok, então, tudo bem não lembrar o nome.

Chá de coca, ao fundo as folhas
Andar à noite pela cidade é muito bom, As luzes refletindo prédios centenários construídos com pedras imensas, as ruas de pedra que hora se estreitam, estou ansiosa que para amanhã começar a fazer os passeios.

Sobre os efeitos dos 3400 metros de altitude, bem, li bastante sobre o assunto e cheguei à conclusão de que isso é bem variável de pessoa para pessoa. Como não dá para saber como meu organismo reagirá, decidi, por conta própria me entupir de chá de coca, já que o hotel disponibiliza no hall. Confesso que me senti um pouco mais cansada sim, mas nada além disso. Estrelinha para o meu corpo!!!



Ah... antes que me esqueça, é bom dar o crédito para minha maior influência para esta viagem: a Ana, que trabalha comigo. Eu sabia que, pela verba, para a Europa não seria, estava de olho no Uruguai, mas fiquei bem balançada pelo frio que faria em maio (sim, eu sei, Cusco também é frio em maio), daí, a Ana, sempre comentava que se eu curtia fazer trilhas deveria mesmo ir pra Machupicchu. Claro, já ouvi isso muitas vezes, mas ela falava com tanto entusiasmo sobre o Peru que acabei me rendendo à ideia. Além do mais, tinha a Patrícia e o Henrique que também estiveram por aqui não fazia muito tempo. E esses três foram minhas fontes diretas, além das pesquisas pela internet.

domingo, 24 de maio de 2015

Cinco horas em Lima

Miraflores, o bairro mais turístico de Lima


Desde que decidi ir para  Cusco (de 8 a 20 de maio), sabia que Lima estaria fora dos meus planos. Logo que comecei  a pesquisar sobre a viagem, li vários comentários em que a maioria das pessoas dizia ser uma parada desnecessária. Lima é uma cidade grande, com alguns pontos específicos para os turistas e que realmente não valeria à pena caso o objetivo principal fosse Machu Picchu ou Cusco.

Assim, entre um voo e outro eu teria apenas cinco horas em Lima. Como Rohit chegara na noite anterior, ficou encarregado de pesquisar e dizer se teria condições de sair do aeroporto, coisas do tipo se o trânsito seria favorável etc.

Desembarquei em Lima por volta das 09h20 e foi bem tranquila a passagem pela imigração. A única coisa que realmente me chateia em alguns casos é quando tenho a bendita conexão de voos e a companhia aérea deixa a cargo do passageiro ter que fazer o traslado da bagagem... poxa vida, é a mesma companhia, já pago tão caro para ter que ficar carregando a mala de um lado para o outro!

Passada a imigração, Rohit já estava a minha espera e fomos fazer meu check in para livrar-me da bagagem. Foi bem rápido e já saímos do Aeroporto Internacional Jorge Chavez (que fica na cidade de Callao) rumo ao bairro turístico de Miraflores, em Lima, para almoçarmos.

Aqui já estávamos circulando por Miraflores
Para quem pensa em economizar, a primeira coisa a se fazer ao procurar um táxi é sair da área do aeroporto. Até existe uma tabela de preços de acordo com a distância, mas tenha certeza de que vai sair pelo menos o dobro do que negociando um táxi lá fora. No nosso caso, a ida saiu 30 soles e a volta 25 soles, mas ainda acho que dava pra baixar bem mais, só que com o tempo apertado deixamos a pechincha de lado.

O trajeto aproximado é de 25 minutos. Saindo de Callao até pegar a orla que leva à Miraflores. Até antes de pegar essa orla o caminho é feinho, a cidade é seca e tem muito pó, as casas parecem caixinhas e as cores me lembraram bastante a das casas indianas, O trânsito também é complicado e os motoristas não parecem respeitar muito bem as tais leis.

A vista é bem agradável, mas a poeira desanima um pouco


Mas no pouco tempo que tive gostei do que vi, claro, não é uma praia para banhar, mas no bairro de Miraflores há jardins coloridos, esculturas e mutos, muitos restaurantes ao gosto do turista para comer.

Logo no meu primeiro almoço no Peru fui apresentada ao llomo saltado, foi paixão à primeira vista! A conta para dois pratos bem servidos e dois sucos ficou em 85 soles. Pelo que observei andando pelo bairro foi uma média do que é cobrado.

Confesso que fiquei um pouco assustada com essa placa aí


Passeamos pelo centrinho do bairro e logo voltamos ao aeroporto. Desci do táxi em frente a um shopping ou outlet... bem, na volta tento descobri.



Passagens aéreas de Lima para Cusco a um bom preço

Sobrevoando o Peru e observando a neve no topo das montanhas


Foi no final de Fevereiro que iniciei minhas pesquisas para a viagem ao Peru, mais especificamente para Cusco, com o objetivo principal de conhecer Machupicchu, e o primeiro passo foi comprar os bilhetes aéreos. Para tanto pesquisei muito, durante vários dias, em horários alternados (inclusive de madrugada), pois a variação de preços é absurda de um minuto para o outro, e consegui minhas passagens (GRU-LIM/LIM-CUZ), ida e volta por US$ 327, o que achei um bom preço. E foi nessa hora em que determinei que minha parada em Lima seria de cinco horas, nada mais do que isso.

Dias depois, Rohit decidiu que iria também, só que no caso dele, as passagens de ida e volta para Lima seriam resgatadas com milhas. Como ele estava sem tempo, fui encarregada de procurar os bilhetes de Lima para Cusco e sua volta. Foi aí que vi o absurdo que era! Pesquisei pelos sites de busca e tudo ficava em torno de US$ 250, entrei nos sites das companhias aéreas e os mais baratos era aproximadamente US$ 165, só que na hora em que você iria finalizar a compra as taxas elevavam esse valor para a estratosfera.

Foi então que lembrei dos comerciais das emissoras mexicanas dos sites de busca por passagens, hotéis etc que vejo na Califórnia... ah-ha... só troquei o final "me" (México) por "pe" (Peru) e tcharam: bilhetes de ida e volta Lima-Cusco por US$ 85, já com as taxas!

Imagino que essa diferença de taxas é justamente pelo fato de pesquisar de outro país. Já circulando em Cusco era muito comum ver os cartazes desse trajeto por US$ 85, o problema é que quando pesquisamos estamos no conforto do nosso lar. Então, a dica é, se está procurando passagens aéreas em cidades do pais X, só faça sua busca em sites do país X. É uma dica meio básica, mas que demorei a lembrar.

Aeroporto Internacional Jorge Chavez

Bem, na realidade existe outra alternativa para ir para Cusco: de ônibus. A passagem custa US$ 159, fazendo paradas estratégicas em pontos turísticos e a viagem pode levar de 24 horas a dois, três dias, dependo da programação do passageiro, quanto tempo ele quer ficar em cada parada, da verba ou da ansiedade em chegar logo em Cusco - rs.