terça-feira, 25 de novembro de 2008

A casa de veraneiro do governador

Na semana passada fui ao Horto Florestal para fazer uma caminhada. Aproveitei para conhecer a casa de veraneio do governador do Estado de São Paulo. Fazia um tempo que soube que parte da casa estava aberta para visitação do público, com direito a exposições de arte.

Sempre tive curiosidade sobre a casa. Principalmente por me recordar de histórias da minha infância. Alguns primos meus moravam em um bairro não muito distante, e sabia que vez ou outra alguns cabulavam aula só para fazer um passeio pelo horto e, não raro, eram pegos... na piscina!!! Isso mesmo. E, obviamente, expulsos pelos guardas.

Ainda na infância eu conheci o horto, meus pais me levavam para passar algumas tardes, normalmente de domingo. Só que não era lá muito bem cuidado. Hoje, ao contrário, está muito bonito, bem tratado, abriga alguns animais como macacos, esquilos e capivaras, além das aves e peixes. Uma coisa que, graças à Deus, nunca mudou foi a água que jorra das bicas espalhadas pelo parque: refrescante.

Me pareceu uma casa de estrutura aconchegante, porém modesta, diante da responsabilidade que tem de abrigar 'horas de lazer' de um governador. Ledo engano. Até onde sei, o José Serra, atual ocupante do cargo, nunca esteve por lá.

A exposição da vez é de Gregório Gruber, com o tema "Florestais". Entre paisagens retratadas, inclusive do próprio horto, uma das peças que mais me chamou a atenção foi a reprodução da imagem de uma foto tirada no início do século 20, no rio Tietê. A obra é feita de terracota e em três partes. Uma sensibilidade incrível ali reproduzida.

Outro trabalho que me chamou muito a atenção foi uma escultura de Vicenti Di Grado, que faz parte do acervo da casa. Será que ele é ainda vivo? Eu o conheci quando trabalhei na BA e fiquei pensando muito na questão: gente, conheço até gente que faz história nas artes!

Também aproveitei para visitar o Museu da Madeira, em que várias espécies ficam expostas. Ali podemos ter uma noção de quão perfeita é a natureza, de tudo o que ela nos traz e como o ser humano tem disperdiçado a chance de preservá-la.

O Horto Florestal de São Paulo vale muito a pena. Para famílias que querem passar algumas horas agradáveis, para quem quer fazer uma corridinha ou para simples amantes da natureza, em plena metrópole. Mais informações no site do governo ou do próprio horto.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Brotas: uma visitinha



Fazia um bom tempo que eu não visitava Brotas, quase uns dois anos, talvez. Pois é, ela continua lá, interiorana, cheia de atividades, e até alguns turistas, dependendo da época do ano.

A primeira vez que fui até Brotas foi em 1994. Na verdade eu fui levada, pela Márcia. Era o casamento de uma amiga dela, e eu fui na bagagem.

Não é segredo para ninguém que sempre tive meu pézinho no interior e, como não poderia deixar de ser, também me encantei por Brotas. Por suas ruas pacatas, pelo Rio Jacaré, pelas trilhas... bom, acabou que no final de semana passada resolvi dar um pulinho por lá, rever os amigos, fazer um rafting básico e depois, por ter mudado de idéia, ganhei até uma trilha de bugue. Muito bom!

Também acho engraçado quando minha mãe fala que tem vontade de conhecer Brotas. Na verdade é porque no fundo ela acha que indo à Brotas, ela cruzaria com o Daniel (o cantor). Bom, quem sabe um dia eu a levo. Tenho certeza que irá adorar.

Brotas, até a próxima!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Exemplo que vem de Brasília

Salve lindo pendão da esperança
Salve símbolo augusto da paz
Tua nobre presença a lembrança
A grandeza da Pátria nos traz


Lembro que quando era criança, todas as quartas-feiras, os alunos da escola onde estudei se alinhavam em filas para louvar à Pátria. Cantávamos o Hino Nacional, o Hino à Bandeira, o Hino de São Paulo, e quantos mais houvessem para serem cantados.

Era uma coisa meio militar, ficávamos feito soldadinhos e, à ordem de descanso, os meninos podiam separar os pés, enquanto as menina apenas dobravam um dos joelhos.

Olhando daqui, décadas depois, pode até parecer uma coisa muito rígida. Mas não consigo ver assim. Era tudo muito disciplinado sim, mas graças a esse tipo de atitude, tenho certeza que mesmo o mais rebelde moleque que estivesse em uma daquelas filas, hoje, saberia cantar um desses hinos.

Há pouco, vi em um telefojornal, uma matéria sobre o assunto. Estavam em Brasília, parando alguns parlamentares para que cantassem um trecho do Hino à Bandeira. Ciro Gomes se saiu bem, a Marina Silva elogiou a contoria de um outro político, mas o Frank Aguiar, que vergonha, justo ele que é músico, tacou o mãozão no microfone, foi grosso, e ainda ficou bravo com o repórter. Por que será? Será que ele não sabe a letra do Hino ou simplesmente acordou mau humorado?

Mais um belo exemplo que vem de Brasília

domingo, 9 de novembro de 2008

Meu blog profissional

Já não é novidade que estou organizando um site com meu perfil profissional (basta ver os outros domínios que tenho no próprio blogspot, c-se e wordpress), como uma espécie de portfólio. Na verdade me agrada a idéia de tratá-lo como o “meu portal”. Ok, eu sei a diferença sobre portal e blog, tá... (rs)

Bom, o fato é que tá dando um trabalho! Quero colocar algumas matérias que foram publicadas em outros veículos que trabalhei. Sim, de uma época que mal sabíamos usar e-mails, e que ninguém imaginava a proporção que a web tomaria em tão pouco tempo.

O que quero dizer é que tem muitas reportagens que precisam ser digitadas. Não que seja uma tarefa tão ruim assim, rever trabalhos que fiz com tanto carinho, mas é que é moroso demais. Já cheguei até a pensar em contratar alguém para realizar essa função (hummm... de repente pode ser minha sobrinha...).

Claro que fiz uma seleção para não entulhar só de coisas antigas o meu blog “perfil profissional”, mas é que tem tantas coisas legais. Outro dia, em uma dessas seleções, revi matérias que nem lembrava que havia feito – um dos fatores que me deixam na dúvida é porque tem muitas não assinadas. Na verdade, esse processo todo tem mais parecido uma retrospectiva dos meus quase quinze anos de carreira. Tem sido legal, apesar de cansativo.

Espero em muito breve poder apresentá-lo à vocês. Aguardem.

sábado, 8 de novembro de 2008

Eu também sou vira-lata!

Eu poderia começar este texto dizendo que o Barak Obama me plagiou quando admitiu ser um vira-lata, mas, como ele veio à este mundo bem antes de mim, não irei denunciá-lo.

O fato é que sempre me declarei vira-lata. Eu vivo em uma cidade miscigenada, mas que vez ou outra aparece alguém insistindo dizer ser de alguma linhagem específica, porém, sempre com o acréscimo do termo "minha família": minha família é portuguesa, minha família é italiana, minha família é japonesa, minha família é espanhola... mas falam de uma maneira que um desavisado pode até crer que seja de alguma família real, como os Windsors... se esquecendo que "uma parte da família é de determinada origem", mas que a grande maioria das famílias no Brasil é formada mesmo por várias nacionalidades ou de diversos Estados.

Meu exemplo: vez ou outra me perguntam: "sua família é da onde? E seu sobrenome, de qual nacionalidade é?". A resposta sempre foi: sou vira-lata.

Sou vira-lata porque não faço idéia. Embora meus pais tenham sobrenomes espanhóis e portugueses é difícil até mesmo para eles identificarem. Sabem apenas que seus avós eram do interior de São Paulo. Dizem coisas do tipo: "Ah... meu avô casou com uma 'alemôa'" ou "O pai do pai era índio"... deixando toda a simplicidade de lado (pois para o povo mais simples do interior qualquer pessoa loira de olhos azuis é alemão e qualquer sujeito largado é bugre), e fazendo as contas da idade que estes meus bisavós teriam e pela cidade onde se estabeleceram, imagino que tenham sido imigrantes que chegaram em São Paulo e logo se misturado à cultura local, em outras palavras: tenham vindo de onde quer que seja - ou em qual ano - trataram de se misturar. A única certeza mesmo é que não tenho sangue japonês, porque estes vieram à 100 anos apenas, daí, eu identificaria logo. Mas um irmão da minha mãe se casou com uma japonesa original... então acho que posso me considerar um pouco japonesa por tabela, já que gosto pra caramba dela.

Daí, eu prefiro simplificar tudo como na cinofilia - em que a raça só é considerada pura quando a cruza é da mesma raça imediata -, eu digo com todo orgulho do mundo: sou vira-lata, adoro conhecer gente de todos os tipos e culturas, o que me faz uma cidadã do mundo!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Nascida no dia 7

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa curiosa sobre tudo que se refere à minha própria definição. Não acredito em horóscopo diário, mas insisto em ler as características do meu signo solar, do meu signo ascendente e até do meu signo lunar; não acredito em cartomantes, mas reconheço pessoas sensitivas e por aí vai... Outro dia li um artigo sobre a personalidade de pessoas que nasceram no dia 7 e fiquei tão surpreendida ao me reconhecer que resolvi copartilhar com vocês.

Nascido no dia 7

Você é do tipo introspectivo, tranqüilo e analítico. Seu objetivo é sempre a perfeição, isto é, encontrar o que há de melhor nas coisas. Você é exigente
e não muito fácil de conhecer, embora seja amistoso quando conhece bem uma pessoa. Seu interesse volta-se para o campo da ciência e do ocultismo. Você tem qualidades mediúnicas, é sensitivo e pode seguir a sua intuição. O difícil para você é encontrar um parceiro, pois além de não se deixar dominar, não se adapta com facilidade aos outros. Você terá sucesso nas atividades que exigem especialização, destacando-se as áreas de informática e do ensino acadêmico.
Você sabe que o que pensa é certo e os outros, provavelmente, não mudarão suas idéias. Observa as coisas com a cabeça e com grande profundidade. Gosta de ler, estudar e aprender. Tem grandes poderes intuitivos que deve usar, você tem bom julgamento e discernimento. É reservado e requintado e as pessoas raramente são atraídas para você por razões emocionais. Você precisa tornar-se especialista em alguma coisa. Sua espiritualidade inata torna-o um amante da natureza e da beleza, um procurador de respostas, um crente em meditação. Você precisa de tempo para estar só, num recanto metódico, cheio de paz e tranqüilidade. Você seria mais feliz longe da vida da cidade, numa atmosfera calma e bem ordenada que permitiria tempo bastante para seus livros, seus pensamentos e para desfrutar as melhores coisas da vida, como uma boa música. Você gosta de qualidade em tudo.
(Mônica Sgharbi - escritora, radialista e numerologista)

Em tempo: nasci no dia 7 de fevereiro!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A pitangueira

Embora eu seja considerada uma pessoa moderna, tem muitas coisas que me surpreendem como se fosse algo de outro mundo.

Sou apaixonada por pitanga e amo loucamente um suco bem-feito dessa frutinha. Por conta disso, a última vez que estive na casa do meu tio, em Avaré, ao ver uma pitangueira maravilhosa no seu quintal, não resisti e pedi que quando fosse época, que colhesse e congelasse algumas.

Faz uns dez dias a encomenda chegou: um pote cheio de pitangas. Mal acreditei. Liguei para agradecer a lembrança e me debrucei sobre o pote para desencaroçar as pitangas. Fiz um suco divino e ainda congelei outras, feliz da vida.

Na semana passada, fazendo pesquisas na internet acabei no site da cidade de Avaré e qual não foi a minha surpresa ao ver a foto da cidade (Google Maps) tirada da cidade! Não resisti e fui reconhecendo rua por rua, movimentando o mouse para melhor visualizar e reconhecer os locais que tanto conheço e confesso: fiquei emocionada ao reconhecer a copa da pitangueira que me trouxe tanta felicidade. E agora eu me pergunto: o que mais falta acontecer neste Big Brother!?