quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Carnaval em Veadeiros




É isso aí, fugi da agitação, do samba e do axé para me enfiar no meio do mato. E que mato! Destino: Chapada dos Veadeiros, com hospedagem em Alto Paraíso, uma cidadezinha com 9 mil habitantes que fica a 230 km de Brasília. Das três chapadas Diamantina (interior da Bahia), Veadeiros (interior de Goiás) e Guimarães (interior de Minas), agora, só falta esta última.
Repetindo a dose em companhia, Luciana e Patrícia foram minhas companheiras de viagem. Tudo começou na sexta-feira, dia 12, com o voo 1210 da Gol, com atraso de nada menos do que três horas. Ao desembarcarmos havia um guia a nossa espera – pois é, para esta viagem resolvemos contratar uma agência e foi a melhor coisa que fizemos - atravessamos Brasília e pegamos a BR 020 rumo a aventura. Chegamos à pousada Beija-Flor por volta das 3h30 da manhã, para às 7h estarmos em pé para o nosso primeiro dia de passeio.



A turma
Éramos em 13 turistas, todos em sua primeira vez na região. E o espantoso foi que, pela primeira vez, a maioria era formada por cariocas: ao todo sete, uma mineira radicada em São Paulo e cinco paulistanas, que obviamente viramos “paulistas”. Para botar ordem dois guias: o Cláudio (criado na região) e Ângelo (mineiro e professor de história e geografia), com esse dois perfis, acredito que tivemos a melhor assessoria para as explicações locais.

Os passeios
O Portal da Chapada há infraestrutura para receber visitantes e pessoas que queiram acampar. Ali fizemos caminhadas leves, vimos uma cobra fazendo sua ciesta e fizemos arvorismo. Também é onde fica a cachoeira de São Bento, que para meu espanto a água não era tão fria. Aliás, esta foi uma grata surpresa, em nenhuma cachoeira a água era daquelas que não conseguimos colocar nem o pé, o que para mim foi ótimo.



O Vale da Lua foi a atração mais inusitada que vi no passeio inteiro, sua formação de rochas com “crateras” as quais fizeram o nome da região. Muito interessante, pois nunca tinha visto nada parecido antes.

No segundo dia fizemos a Trilha dos Cristais formada por pedrinhas, cristais que conforme andamos, vai fazendo o som de quando mastigamos sucrilhos. Tb tirei muitas fotos das pequenas flores nativas. Com várias pequenas cachoeiras e lá em cima o Poço da Vovó, que como o nome sugere, uma piscininha bem tranquila. Depois, mais caminhadinha e... a segunda grande atração inusitada foi o rapel, de 45 metros. Sim, finalmente, pude incluir no meu currículo um rapel!!!


No Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o que não falta são as atrações: trilhas e as duas Cachoeiras de Saltos do Rio Preto. Simplesmente lindas! A maior, de 120 metros de queda é um colírio para os olhos pois o chuvisco da água proporciona lindos arco-íris, enquanto a de 80 metros é a ideal para os banhos. Na verdade eu fui atacada por piabinhas - peixinhos - que não se acanharam e ficaram me mordendo, apenas eu fui a vítima, e ao comentar com o guia ele soltou "é porque vc é muito branca, a claridade atrai os peixes". Pela primeira vez vi bombeiros próximos à cachoeira, indício que tem seu perigo.
Ah... o último dia. Dá uma tristeza. O lugar é tão lindo, com tantas cachoeiras maravilhosas que quatro dias é muito pouco. Mesmo assim, aproveitamos ao máximo. Fomos conhecer as cachoeiras de Almécegas 1 e Almécegas 2, lá na Fazenda São Bento. A primeira, mais para visual e fotos do que para banho, apesar de ser possível sim e a segunda ideal para banhos, hidromassagens, fotos e afins. Olha, é difícil eu ficar com inveja de alguma coisa, mas devo confessar que quase morri de inveja das pessoas que saltavam da pedra. Então, resolvi que sim, irei voltar à natação para pegar um pouco mais de confiança e, nesses momentos, não ficar mais na vontade.
O único incomodo para a volta foi pegar o carro no estacionamento. Fomos fechados por dois. Como tínhamos hora contada para pegar voo em Brasília, rolou uma tensãozinha, mas estávamos em seis pessoas, e ali fizemos um pequeno mutirão e força e levantamos um dos carros para arrastá-lo e finalmente liberarmos nossa passagem. Como existe gente sem noção!

Peculiaridades das trilhas
Quem é trilheiro sabe: ir ao banheiro significa ir à segunda moita à direita, mas pode ser a terceira à esquerda também. Trocar de roupa é a coisa mais natural do mundo, sem exigência de cerimônias. Sim, existe recompensa depois de horas andando com o sol à pino, normalmente, uma cachoeira, senão linda, ao menos refrescante.



À noite
Barzinho.


Tecnicamente Brasília



Chegamos cedo à capital federal e, claro que choramos ao guia para que desse uma voltinha de carro por Brasília. Ele nem relutou muito. Nunca tive o sonho de conhecer a cidade, mas, já que estávamos ali, por que não fazer um minitour? Fizemos um passeio de carro pelo Eixinho – já que o Eixão estava fechado para lazer - e me lembrei da música da Legião Urbano, andamos pelas quadras e como bem disse a Pá, parecia que estaávamos andando pela Cidade Universitária em Sampa só que em uma proporção maior, fomos até a catedral que estava coberta pela reforma, aliás, quase tudo está em reforma por lá, vimos a Biblioteca, a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional, o lago Paranoá e as embaixadas. Bom, então, acho que tecnicamente posso dizer que conheço Brasília.

Travessia do Eixão

Nossa Senhora do Cerrado
Protetora dos pedestres
Que atravessam o Eixão
Às seis horas da tarde
Fazei com que eu chegue são e salvo na casa da Noélia
Fazei com que eu chegue são e salvo na casa da Noélia

Nônô... nônô... nônô,nônô,nônô
Nônô... nônô... nônô,nônô,nônô

Um comentário:

Mauricio disse...

nossa que bacana essa viagem que vc no meio do mato,gosto dessas aventuras,quero ir um dia gosto disso tb...