quarta-feira, 27 de maio de 2015

Viagem para Ollantaytambo e Águas Calientes

Estrada que leva de Cusco à Ollantaytambo

Existem algumas forma de chegar à Machupicchu: de trem, de ônibus, à pé... a mais comum é a primeira e a escolhida por mim. No caso, de trem é ir até Águas Calientes, uma pequena cidade às margens do Rio Urubamba cuja impressão que tive é que só existe para dormitório para quem for visitar Machupicchu.

Após o café da manhã, fizemos o check out no hotel e deixamos o "grosso" da bagagem por lá, já que o roteiro para os próximos dias era: ir para Ollantaytambo de van, pegar o trem até Àguas Calientes, dormir, no dia seguinte ir para Machupicchu; à noite retornar para Cusco, pousar, durante o dia zanzear pela cidade e, à noite, seguir rumo à Puno, para conhecer o Lago Titicaca. Ou seja, só veríamos as bagagens quatro ou cinco dias depois e, achei incrível que o hotel simplesmente guarda as malas, dá um tíquete de fala "fiquem à vontade para o tempo que precisarem" e não cobram nada por isso.

Quando resolvi conhecer Machupicchu, para mim, o importante era definir uma verba do que iria gastar na viagem toda, comprar os bilhetes aéreos pelo melhor preço, definir o dia de visita e comprar as entradas e, em seguida, as passagens de trem. Isso eu fiz logo pois, para quem não sabe, tem uma quantidade específica de visitantes diária no parque e, se você não compra com antecedência, conforme vai chegando a data desejada, as agências de turismo conseguem bloquear a compra direta, fazendo com que a pessoas acabem comprando o pacote delas.

Já em Urubamba
Durante as minhas pesquisas, li em muitos blogues e sites que era uma tortura comprar os tais bilhetes (tanto para o parque como o de trem), que dependendo precisa de determinado tipo de cartão... mas não achei tudo isso não. Ok, não foi de primeira que consegui fazer as reservas, mas também não foi nada do outro mundo.

Mas voltemos ao dia. É fácil pegar a van que vai de Cusco para Ollantaytambo, como esse trajeto é muito mais usado pelos peruanos do que pelos turistas, há vans que vão e vem diariamente. Para quem está na Plaza de Armas, basta ir até a Av. El Sol, entrar na Puente Rosário que se transforma em rua Cuychipunco e vira Av. Grau. Pronto, é ali que as vans ficam e por S/ 10 soles, e em menos de duas horas você chegará em Ollantaytambo.

Quando a van inicia seu trajeto para pegar a estrada é que vemos a verdadeira Cusco, com muito comércio popular, casas e barracos, pobre mesmo.
Momento tensão: motorista dirige e manda mensagem

A estrada é de mão dupla, estreita e com muitas curvas, mas o asfalto é bom, sem buracos, boa para dirigir. Talvez por isso mesmo deixava o motorista tão à vontade para ficar digitando mensagens no celular, e conforme ele se concentrava na informação eu só via a van comendo um pedacinho da outra pista, buzinada de quem vinha na direção oposta. E eu que estava sentada logo atrás dele, confesso que mais uma vez (tal qual quando pegava o trânsito na Índia) agradecia à Deus por ter feito o meu seguro viagem.

Mas o trajeto é interessante, passando por casinhas à beira da estrada em construção o que dava para observar os tijolos ou blocos que as compunham. Algumas ovelhas, vacas, cachorros, aliás, como Cusco tinha cachorros, e todos muito grandes e bonitos! Chegando em Urubamba (já bem próximo à Ollantaytambo) começava a ver os tuc-tucs, que em Cusco não vi.

Viagem de trem para Machupicchu (por Ollantaytambo)


Centrinho de Ollantaytambo
Nosso trem era no final na tarde e embora em Ollantaytambo tenha um sítio arqueológico do boleto, resolvemos deixar a visita para o dia em que comprássemos um tour com outros pontos turísticos. Assim, ficamos ali no centrinho, almoçamos, visitamos a feirinha do lado de fora do parque até chegar nosso horário.
Chegando tão cedo até tentei trocar o horários, mas tudo esgotado!

Os vagões são separados para passageiros turistas e peruanos. Os comissários são bem simpáticos e e servem algum tipo de bebida e um docinho típico da região. Foi aí que provei o refrigerante da região Inka Cola. Eu não curto muito refrigerante e, acho que por isso mesmo, não tinha reparado nisso, claro, quando circulava pelos mercados em Cusco eu até via as garrafas, mas simplesmente não me chamavam a atenção. Gente... não é que gostei! Sabor de maçã ou tutti-fruti... sei lá, gostei e a partir daquele momento, se tivesse oportunidade, lá estava eu tomando Inka Cola.

Foto no meio da garoa
Já era quase nove horas da noite quando chegamos em Águas Calientes e chovia. Colocamos capa de chuva e perguntamos para uma moça que trabalhava na estação como fazíamos para chegar ao hotel Jairito, que dava uns cinco minutos à pé.

O hotel - como chegaríamos tarde, dormiríamos e acordaríamos bem cedo para ir ao parque, o importante era um quarto com banheiro privado e chuveiro quente (para quem faz viagens econômicas é bom prestar bastante atenção neste último item quando for reservar hospedagem, pois nem todos os hostels e hotéis tem água quente).

Sinceramente achei caro para o que oferecia: S/110 a diária, e mais S/ 10 por pessoa para o café da manhã, o que não passa de um copo pequeno de suco, café ou leite, aquele pão que lembra pão sírio sem o mesmo charme, manteiga e ovos mexidos. Mas, era o que tinha, já que os hotéis cobram muito caro. Ah, e à noite tem muitos mosquitos. Chegamos a comprar repelente, mas só usamos na noite em que chegamos.

Eu acordei de madrugada algumas vezes e só ouvia o barulho da chuva, abria a cortinha e não conseguia ver absolutamente nada, um breu só. Voltava pra cama e tinha aquele pensamento otimista: "ok, que chova bastante mesmo para de manhã abrir o tempo, aparecer aquele céu azulzinho para fotos maravilhosas".

Muitas pessoas dizem que ao chegar em Águas Calientes já devemos compara o tíquete para pegar o ônibus que segue para o parque, para evitar as filas do dia seguinte e que, a partir das 5 da manhã já poderíamos pegar ônibus.

O que eu imaginava ser chuva durante a noite, era o barulho
 das águas do rio Urubamba que passa na parte do trás do hotel - TKSG

Não, eu não sai do hotel às 5 da madrugada. Não mesmo! Meu trem de volta era bem no final do dia, não fazia sentido. Compramos nossos bilhetes era exatamente 08h49, embarcamos sem estresse e... finalmente Machupicchu! É possível não pegar o ônibus e subir à pé, mas, calculo uma caminhada de umas duas horas.


Quanto custa ir para Machupicchu (preços em maio de 2015)?

Entrada no parque da Machupicchu US$ 42.
Bilhetes de trem, ida e volta, por Ollantaytambo US$ 120.
Bilhete do ônibus que sobe para Machupicchu de Águas Calientes, ida e volta US$ 24.
Van Cusco-Ollantaytambo S/ 10.
Van Ollantaytambo-Cusco S/ 8.
S/ = soles


É meus amigos, visitar Machupicchu é o sonho de muita gente, mas não pode ser dito que é um passeio barato. E se sua viagem for por conta, compre a entrada para o parque apenas do site oficial www.machupicchu.gob.pe, 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Templo do Sol, Saqsayhuamán, Pukapukara, Q'enqo e Tambomachay

Estreia outdoor dos boletos turísticos! Ah... e com meu modelito lâ de alpaca


Após uma noite maravilhosa de sono, tomei banho e fui para o café da manhã com um bufê farto e muito bom. Depois comecei minha sessão "entupimento de chá de coca" (acreditei piamente que se tomasse o tal chá de manhã e no final do dia, nem sentiria os efeitos da altitude, para mim deu certo), pois o chá é oferecido aos hóspedes no hall do hotel, assim como os tubos de oxigênio para aqueles que necessitarem. Eu não precisei, mas conheço alguém que utilizou todos os dias - rs.

Em seguida, andar por Cusco em busca de informações de passeios. Deve-se entender que ao chegar em Cusco uma das primeiras coisas a fazer é comprar o Boleto Turísticos. Como o que existe em diversas cidades turísticas pelo mundo afora, o Boleto Turístico dá direito a visitar mais de dez lugares entre museus e sítios arqueológicos, pelo período de dez dias. Então, chegou em Cusco, corra comprar seu boleto, por 130 soles cada.

No meu caso comprei no próprio departamento de turismo, na Av. El Sol, onde já fica o Museo de Arte Popular, em que mostra algumas peças que retratam a cultura e cotidiano local. Mas é muito fácil encontrar. Para visitar a maioria das atrações do boleto, os turistas costumam contratar os tour oferecidos pela infinidade de agências espalhadas pela cidade. Claro, há a opção de fazer por conta, alugando uma moto ou táxi para isso, e depende da sua disposição ou verba.

Compramos o tour para a Catedral Koricancha (Templo do Sol), Saqsayhuamán, Pukapukara e Q'enqo para  o dia seguinte. Todas as agências fazem esse tour no período da tarde, com opção de guias que prestam a informação também em inglês (nem todos falam o idioma, mas dão as orientações sobre os locais visitados). Este passeio é possível comprar a partir de 8 soles por pessoa.

Por hora, ficamos andando pela cidade, olhando lojas, escolhendo cardápios e, principalmente nos ambientando. Desde que planejei a cidade, coloquei na cabeça que deveria ir bem devagar para que meu corpo se acostumasse e eu pudesse aproveitar ao máximo do passeio principal: Machupiccu, programado para quatro dias após a minha chegada em Cusco.



Convento de Santo Domingo, o Templo del Sol


Como passei muitas vezes por este local, achei interessante a vista noturna...


Apesar de você já pagar pelo tour, ter comprado o boleto, aqui a entrada custa mais dez soles. O primeiro hotel onde nos hospedamos ficava atrás dessa igreja e, todas as vezes que íamos até o centro, passávamos por ela. A visitação dura por volta de uma hora, entre a igreja e o pátio. É preciso dizer que quando os espanhóis tomaram a cidade, em 1532, uma das primeiras coisas que fizeram foi construir igrejas católicas em tudo quanto era templo inka, afinal, qual seria a maneira mais fácil de colonizar e catequizar? Por conta disso, é possível ver até quatro igrejas em uma mesma praça.
Ao fundo o pátio do convento, aqui, no embaixo, a entrada para o Museo del Qoricancha




Saqsayhuamán

Ó o tamanho da rocha... deve ter dado um trabalho chegar aí

Ruínas, ruínas, ruínas...


Ruínas, muitas ruínas que, segundo as informações do guia era uma espécie de fortaleza militar inka, cuja construção durara aproximadamente 50 anos e as pedras que compõem a fundação desse local são de tamanhos impressionantes. O guia deu uma explicada em como as tais pedras gigantescas eram transportadas de um local ao outro (utilizando areia), o tipo de engenharia utilizada na época e a posição das pedras etc. Também falou que após a tomada espanhola boa parte das pedras que ali faltavam foram para construir as fundações das igrejas, casas do governo ou dos governantes, e poderiam ser vistas até hoje por Cusco.

Dias depois, descobri que esse local é muito fácil de chegar à pé (desde que tenha fôlego para subir ladeiras), e que dando uma voltinha, e subindo mais um morrinho, pronto, chega-se ao Cristo Branco.

A escrita está diferente do portal da foto, mas escrevi igual ao que consta no boleto.


Tambomachay


Eu realmente gostei desse templo à água

Este sítio arqueológico achei bem interessante. Foi construído como forma de culto à água. Os três níveis que compõem a atração principal do sítio é possível ver o cuidado que tiveram com os "portais" por onde passam as águas: dois, três e quatro. E, segundo a explicação do guia, dois representa a dualidade, como homem e mulher, três, a espiritualidade e quatro os elementos da natureza (água, terra, fogo e ar).


Q'enqo


Mesa de mumificação

É local onde eram feitos os sacrifícios, para os deuses inkas e também mumificações, e o local me pareceu até bem preservado. O guia nos explicou sobre as pedras que serviam de mesas e do pequeno fosso onde ficavam os ossos ou outros dejetos. Em poucas palavras, está mais para uma passagem entre as pedras do que uma caverna ou gruta. Mas do lado de fora a vista é linda!

Como disse, a vista é bonita


Pukapukara

Aqui o guia explicou que era um ponto de parada, hospedagem aos viajantes que poderiam ser militares, religiosos ou outro tipo de comitivas. Minha mente viajante logo fez uma alusão às paradas dos nossos brasileiros tropeiros...seriam eles bonzinhos ou mauzinhos???


Tudo o que deu pra ver no final do dia


Por fim, um local para comprinhas, sendo a única realizada por mim foi um par de brincos que amei. Dez soles, se tivesse pechinchado acho que teria conseguido por menos, mas já estava no início da noite, estava cansada e eu realmente adorei os brincos.

Se valeu à pena sobre ter contratado o tour? Pelas explicações sim, mas fico um pouco irritada com esse negócio corrido, e mais irritada ainda em saber que o último local eu não vi nada, apenas ouvi, pois já estava escuro, Acho que as agências poderiam muito bem tirar um desses passeios para fazer a coisa direito, mas elas funcionam como uma máfia, um cartel, então, quem contratou o serviço tem que se conformar ou a outra opção é fazer por conta e ter o tempo que quiser para apreciar os lugares. Todos eles ficam próximos à Cusco e acho que o transporte não sairia tão caro.

Esse dia era um domingo. Não consegui tirar fotos porque observei isso durante o trajeto do ônibus entre um ponto turístico e outro, mas notei que em certos pontos da estrada havia muitos veículos estacionados e nos pequenos campinhos, ousaria até chamar de pequenas planícies, estavam os cusquenhos se divertido, jogando futebol ou vôlei ou até mesmo fazendo um churrasquinho. Achei bem interessante esse estilo de diversão dominical.


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Encantada por Cusco


Plaza de Armas

Sei que ainda está muito cedo pra dizer isso, mas estou amando Cusco! A cidade está bem estruturada para receber os turistas... e que  comida é essa?

Chegamos já no final da tarde e fomos para o Taypikala Hotel, onde fiz reserva para os primeiros dias, antes da viagem à Machupicchu. Bem localizado, fica a uns quinze minutos, à pé, da Plaza das Armas, o ponto central de Cusco.
Adorei o hotel

E estava frio! Nos encapotamos e saímos para fazer o "reconhecimento local". Logo ao chegarmos na avenida El Sol, paramos para a passagem de um desfile que não consegui identificar sobre o quê, jovens e crianças todas uniformizadas em blocos, segurando bandeira e estandartes. Foi bonito de ver.

Chegamos à praça, fomos até a Plaza das Armas onde éramos abordados constantemente por aqueles que queriam nos "carregar" até os restaurantes ou os que ofereciam os passeios. Isso me irrita um pouco, mas, em qualquer lugar turístico tem, então a solução é abstrair.

Para ajudar a aquecer, sopa de espinafre


Jantamos em um restaurante na rua que não lembro o no nome, mas tirando a sopa de espinafre maravilhosa, comida era apenas ok, então, tudo bem não lembrar o nome.

Chá de coca, ao fundo as folhas
Andar à noite pela cidade é muito bom, As luzes refletindo prédios centenários construídos com pedras imensas, as ruas de pedra que hora se estreitam, estou ansiosa que para amanhã começar a fazer os passeios.

Sobre os efeitos dos 3400 metros de altitude, bem, li bastante sobre o assunto e cheguei à conclusão de que isso é bem variável de pessoa para pessoa. Como não dá para saber como meu organismo reagirá, decidi, por conta própria me entupir de chá de coca, já que o hotel disponibiliza no hall. Confesso que me senti um pouco mais cansada sim, mas nada além disso. Estrelinha para o meu corpo!!!



Ah... antes que me esqueça, é bom dar o crédito para minha maior influência para esta viagem: a Ana, que trabalha comigo. Eu sabia que, pela verba, para a Europa não seria, estava de olho no Uruguai, mas fiquei bem balançada pelo frio que faria em maio (sim, eu sei, Cusco também é frio em maio), daí, a Ana, sempre comentava que se eu curtia fazer trilhas deveria mesmo ir pra Machupicchu. Claro, já ouvi isso muitas vezes, mas ela falava com tanto entusiasmo sobre o Peru que acabei me rendendo à ideia. Além do mais, tinha a Patrícia e o Henrique que também estiveram por aqui não fazia muito tempo. E esses três foram minhas fontes diretas, além das pesquisas pela internet.

domingo, 24 de maio de 2015

Cinco horas em Lima

Miraflores, o bairro mais turístico de Lima


Desde que decidi ir para  Cusco (de 8 a 20 de maio), sabia que Lima estaria fora dos meus planos. Logo que comecei  a pesquisar sobre a viagem, li vários comentários em que a maioria das pessoas dizia ser uma parada desnecessária. Lima é uma cidade grande, com alguns pontos específicos para os turistas e que realmente não valeria à pena caso o objetivo principal fosse Machu Picchu ou Cusco.

Assim, entre um voo e outro eu teria apenas cinco horas em Lima. Como Rohit chegara na noite anterior, ficou encarregado de pesquisar e dizer se teria condições de sair do aeroporto, coisas do tipo se o trânsito seria favorável etc.

Desembarquei em Lima por volta das 09h20 e foi bem tranquila a passagem pela imigração. A única coisa que realmente me chateia em alguns casos é quando tenho a bendita conexão de voos e a companhia aérea deixa a cargo do passageiro ter que fazer o traslado da bagagem... poxa vida, é a mesma companhia, já pago tão caro para ter que ficar carregando a mala de um lado para o outro!

Passada a imigração, Rohit já estava a minha espera e fomos fazer meu check in para livrar-me da bagagem. Foi bem rápido e já saímos do Aeroporto Internacional Jorge Chavez (que fica na cidade de Callao) rumo ao bairro turístico de Miraflores, em Lima, para almoçarmos.

Aqui já estávamos circulando por Miraflores
Para quem pensa em economizar, a primeira coisa a se fazer ao procurar um táxi é sair da área do aeroporto. Até existe uma tabela de preços de acordo com a distância, mas tenha certeza de que vai sair pelo menos o dobro do que negociando um táxi lá fora. No nosso caso, a ida saiu 30 soles e a volta 25 soles, mas ainda acho que dava pra baixar bem mais, só que com o tempo apertado deixamos a pechincha de lado.

O trajeto aproximado é de 25 minutos. Saindo de Callao até pegar a orla que leva à Miraflores. Até antes de pegar essa orla o caminho é feinho, a cidade é seca e tem muito pó, as casas parecem caixinhas e as cores me lembraram bastante a das casas indianas, O trânsito também é complicado e os motoristas não parecem respeitar muito bem as tais leis.

A vista é bem agradável, mas a poeira desanima um pouco


Mas no pouco tempo que tive gostei do que vi, claro, não é uma praia para banhar, mas no bairro de Miraflores há jardins coloridos, esculturas e mutos, muitos restaurantes ao gosto do turista para comer.

Logo no meu primeiro almoço no Peru fui apresentada ao llomo saltado, foi paixão à primeira vista! A conta para dois pratos bem servidos e dois sucos ficou em 85 soles. Pelo que observei andando pelo bairro foi uma média do que é cobrado.

Confesso que fiquei um pouco assustada com essa placa aí


Passeamos pelo centrinho do bairro e logo voltamos ao aeroporto. Desci do táxi em frente a um shopping ou outlet... bem, na volta tento descobri.



Passagens aéreas de Lima para Cusco a um bom preço

Sobrevoando o Peru e observando a neve no topo das montanhas


Foi no final de Fevereiro que iniciei minhas pesquisas para a viagem ao Peru, mais especificamente para Cusco, com o objetivo principal de conhecer Machupicchu, e o primeiro passo foi comprar os bilhetes aéreos. Para tanto pesquisei muito, durante vários dias, em horários alternados (inclusive de madrugada), pois a variação de preços é absurda de um minuto para o outro, e consegui minhas passagens (GRU-LIM/LIM-CUZ), ida e volta por US$ 327, o que achei um bom preço. E foi nessa hora em que determinei que minha parada em Lima seria de cinco horas, nada mais do que isso.

Dias depois, Rohit decidiu que iria também, só que no caso dele, as passagens de ida e volta para Lima seriam resgatadas com milhas. Como ele estava sem tempo, fui encarregada de procurar os bilhetes de Lima para Cusco e sua volta. Foi aí que vi o absurdo que era! Pesquisei pelos sites de busca e tudo ficava em torno de US$ 250, entrei nos sites das companhias aéreas e os mais baratos era aproximadamente US$ 165, só que na hora em que você iria finalizar a compra as taxas elevavam esse valor para a estratosfera.

Foi então que lembrei dos comerciais das emissoras mexicanas dos sites de busca por passagens, hotéis etc que vejo na Califórnia... ah-ha... só troquei o final "me" (México) por "pe" (Peru) e tcharam: bilhetes de ida e volta Lima-Cusco por US$ 85, já com as taxas!

Imagino que essa diferença de taxas é justamente pelo fato de pesquisar de outro país. Já circulando em Cusco era muito comum ver os cartazes desse trajeto por US$ 85, o problema é que quando pesquisamos estamos no conforto do nosso lar. Então, a dica é, se está procurando passagens aéreas em cidades do pais X, só faça sua busca em sites do país X. É uma dica meio básica, mas que demorei a lembrar.

Aeroporto Internacional Jorge Chavez

Bem, na realidade existe outra alternativa para ir para Cusco: de ônibus. A passagem custa US$ 159, fazendo paradas estratégicas em pontos turísticos e a viagem pode levar de 24 horas a dois, três dias, dependo da programação do passageiro, quanto tempo ele quer ficar em cada parada, da verba ou da ansiedade em chegar logo em Cusco - rs.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A odisseia para renovar o passaporte

E lá pelos idos de novembro do ano passado vi um e-mail que chegou da Polícia Federal avisando que meu passaporte estava prestes a vencer.

A primeira coisa que pensei foi: "Nossa, já!?"

Abri o e-mail e estava lá: vencimento em junho de 2015.

Segundo pensamento: "Vixe... tá longe!"

Longe né? Não sei se é comigo que anda acontecendo isso, sei lá, aquele tal referencial que vai mudado com a idade, tipo, se você tem dez anos, mais cinco é uma eternidade, é mais a metade da sua vida... mas o fato é que ultimamente, nos últimos anos, parece que o tempo encurtou, tudo passa tão rápido.

Pois bem, em novembro, praticamente desdenhando o aviso, veio o terceiro pensamento: "Nem marquei as férias. Tenho que resolver coisas mais urgentes, não vou tirar férias tão logo e se tirar nem sei se precisarei de passaporte. Depois decido".

É, e o tempo passou, passou tanto que marquei as férias, convenci chefia pra dar uma esticada, decidi destino, comprei minhas passagens e, ok, vamos renovar o passaporte. Isso foi no final de fevereiro e lá fui eu preencher o formulário online, pagar, esperar os dois dias para agendar a minha solicitação.

Taquicardia, suor e mãos geladas, este foi o estado em que fiquei em segundos ao abrir a página de agendamento, a data mais próxima para o agendamento era a cinco dias da minha primeira viagem! Por instantes fiquei sem ação e me azucrinando mentalmente: "Sua idiota, lembra, novembro você recebeu o aviso. Novembro!"

Bom, marquei né. Eu sei que existe uma opção de passaportes urgentes, mas convenhamos, que desculpinha esfarrapada eu iria dar? Novembro, foi em novembro que eu recebi o aviso e mais, imagino que esses passaportes devem ser emitidos apenas para as pessoas que têm casos de vida ou morte, não passeio de férias.

As próximas noites foram bem mal dormidas. Acordava de madrugada só para xeretar a página de agendamentos o que depois de algumas noites, consegui finalmente uma vaguinha para o dia 30 de março.

Finalmente, minhas férias salvas!

O posto escolhido foi o da Lapa que é bem grandão. Cheguei na hora marcada, passei pela primeira triagem, um rapaz muito jovem e simpático atendeu-me e direcionou-me para a salinha onde eu tiraria a famigerada foto para o documento.

Estava em pé na fila aguardando e observando os atendentes. Uns mais simpáticos, estendendo a conversa, outros mais sérios, alguns tirando zilhões de fotos, outros apenas duas e tinha uma em especial que queria muito que me atendesse. Não deu, graças à família que chegou bem na hora em que eu seria chamada por ela, elas apareceram.

Ok, fui para a próxima. Ela não foi mal educada, mas era bem séria. Na hora da foto perguntei: "Posso sorrir?", a resposta: "Sim, serão duas fotos" e... puf-puf... já foram as duas fotos. Ela virou o monitor e pediu que eu conferisse os meus dados... mas eu só conseguia olhar aquelas fotos hororrosas! Com cara de cachorro pidão: "Moça, eu vou passar os próximos cinco anos com esse documento. Posso tirar mais uma?", a resposta imediata: "Não, pode deixar que escolho a melhor".

Ai que vontade de chorar!!!

Mas Deus castiga, ah castiga. Logo em seguida ela teria que colher as digitais de todos os meus dedos e foi aí que a vingança veio. Creio que nunca em toda a vida dela demorou tanto para colher digitais, e foram as minhas! É que as minhas mãos suam muito e após scannear, a imagem aparecida toda granulada. E eu enxugava dedos, a atendente limpava o aparelhinho, e passava de novo, mais uma, vez, novamente, dedo por dedo.

Bem, nove dias depois, voltei lá pra pegar o bendito passaporte... quanto à foto, acho que já me acostumei, não tem jeito mesmo.

domingo, 12 de abril de 2015

Aventura para conhecer a Ana Chata (São Bento do Sapucaí)



No topo da Ana Chata, à esquerda,. a Pedra do Baú

Após mais de um ano afastada das trilhas fui parar em São Bento do Sapucaí, município localizado a 250 km de Sampa, bem no miolo da Serra da Mantiqueira. Aproximadamente três horas de viagem com direito à parada estratégica no Olá para nosso café da manhã e, um pouco antes de chegarmos ao destino, passamos em frente à... bem acho que mercearia... Carrefulvio (que pena que não consegui tirar uma foto, de um logo tão pitoresco do que creio ser uma mercearia).

Apresentando a pacata cidade de São Bento do Sapucaí

A proeza foi possível graças ao Clube da Caminhada que, sob o comando de Naira e Adilson (aniversariante), organizaram um passeio incrível: fomos subir a pedra de Ana Chata, que fica entre a pedra do Baú e Bauzinho.

Início da trilha
Sim o nome é este, Ana Chata que, segundo o Renato, nosso guia, as três pedras foram consequência de uma maldição indígena sobre uma relação incestuosa entre irmãos... eu não acreditei na lenda, mas já que ele falou, é bom registrar.



Chegamos em São Bento do Sapucaí por volta de 10h30 (mania de não usar relógio e nem celular para literalmente desligar-me do mundo). Ao desembarcarmos do ônibus já havia ficado claro que seria um trajeto de médio para punk! Tudo o que eu pensava era: "por favor não chova, por favor não chova", apesar de a previsão do tempo ser bem favorável às minhas súplicas.

Moleza de trilha!
Logo no início da trilha, as placas do passeio indicavam o percurso de 5,5 km. O caminho era bem arborizado o que tornou o passeio mais agradável apesar de um pouco puxado e de trechos íngremes. Para ajudar, muitos moranguinhos silvestres e pinhões espalhados pelo chão (com a ajuda do Maurício e do Vinícios aproveitei para catar alguns e levar para minha mãe cozinhar, eu não gosto).

O trajeto foi bem interessante, subindo pedras que dava medinho, passando por fenda, alguns escorregões (e eu que esqueci meu bastão novamente)... enfim, foi um retorno às trilhas com estilo! Nosso grupo tinha mais de vinte pessoas que, com idades bem variadas e em ritmos diferentes de trilha, mas, todos completamos o percurso.


Vegetação local
E o fato é que, o dia estava perfeito para trilhar e muitos outros grupos e casais também tiveram a mesma ideia que a nossa, mas, o mais surpreendente foi a disposição de uma mulher que estava circulando por ali com dois cachorros, duas crianças de uns 6 ou 7 anos e um bebê nas costas! Já havia visto alguns pais com bebês em trilhas, mas confesso que nunca em uma trilha tão puxada. O que acabou virando uma inspiração para alguns caminhantes: "se ela consegue, é claro que eu também consigo".

Naira, eu e Maurício

A vista do topo da Ana Chata é lindíssima e o fato de o céu estar limpinho ajudou a tirar fotos maravilhosas. Ali o grupo pode descansar, lanchar e admirar a Pedra do Baú cuja subida de uns 400 metros deve ser uma aventura e tanta, pois trata-se de uma escalada que necessita de um bom preparo físico além que uns elementos de segurança.


A vista encanta a todos que chegam ao topo da Ana Chata


É, fiquei com muita vontade de fazer o Baú.

A volta foi tranquila, o grupo ficou bem entrosado e satisfeito com o dia. Na verdade, pelo roteiro, por volta das 15h almoçarmos na casa do Renato, mas claro, que fomos almojantar quase 19h - rs. e mesmo para encerrar o dia na comilança, não foi tão fácil assim, chegar até a casa do nosso guia era mais uma prova de resistência: estávamos famintos e tínhamos que subir uma ladeirinha que, segundo os meus cálculos, tinha uns 50 metros. A refeição foi macarrão, salada e bolo para cantar parabéns: niver do Adilson e do Clube da Caminhada (50/5).

Valeu turma, foi um ótimo dia!


Hehehe... uma semana depois provei o pinhão, com sal e azeite!