domingo, 24 de maio de 2015

Passagens aéreas de Lima para Cusco a um bom preço

Sobrevoando o Peru e observando a neve no topo das montanhas


Foi no final de Fevereiro que iniciei minhas pesquisas para a viagem ao Peru, mais especificamente para Cusco, com o objetivo principal de conhecer Machupicchu, e o primeiro passo foi comprar os bilhetes aéreos. Para tanto pesquisei muito, durante vários dias, em horários alternados (inclusive de madrugada), pois a variação de preços é absurda de um minuto para o outro, e consegui minhas passagens (GRU-LIM/LIM-CUZ), ida e volta por US$ 327, o que achei um bom preço. E foi nessa hora em que determinei que minha parada em Lima seria de cinco horas, nada mais do que isso.

Dias depois, Rohit decidiu que iria também, só que no caso dele, as passagens de ida e volta para Lima seriam resgatadas com milhas. Como ele estava sem tempo, fui encarregada de procurar os bilhetes de Lima para Cusco e sua volta. Foi aí que vi o absurdo que era! Pesquisei pelos sites de busca e tudo ficava em torno de US$ 250, entrei nos sites das companhias aéreas e os mais baratos era aproximadamente US$ 165, só que na hora em que você iria finalizar a compra as taxas elevavam esse valor para a estratosfera.

Foi então que lembrei dos comerciais das emissoras mexicanas dos sites de busca por passagens, hotéis etc que vejo na Califórnia... ah-ha... só troquei o final "me" (México) por "pe" (Peru) e tcharam: bilhetes de ida e volta Lima-Cusco por US$ 85, já com as taxas!

Imagino que essa diferença de taxas é justamente pelo fato de pesquisar de outro país. Já circulando em Cusco era muito comum ver os cartazes desse trajeto por US$ 85, o problema é que quando pesquisamos estamos no conforto do nosso lar. Então, a dica é, se está procurando passagens aéreas em cidades do pais X, só faça sua busca em sites do país X. É uma dica meio básica, mas que demorei a lembrar.

Aeroporto Internacional Jorge Chavez

Bem, na realidade existe outra alternativa para ir para Cusco: de ônibus. A passagem custa US$ 159, fazendo paradas estratégicas em pontos turísticos e a viagem pode levar de 24 horas a dois, três dias, dependo da programação do passageiro, quanto tempo ele quer ficar em cada parada, da verba ou da ansiedade em chegar logo em Cusco - rs.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A odisseia para renovar o passaporte

E lá pelos idos de novembro do ano passado vi um e-mail que chegou da Polícia Federal avisando que meu passaporte estava prestes a vencer.

A primeira coisa que pensei foi: "Nossa, já!?"

Abri o e-mail e estava lá: vencimento em junho de 2015.

Segundo pensamento: "Vixe... tá longe!"

Longe né? Não sei se é comigo que anda acontecendo isso, sei lá, aquele tal referencial que vai mudado com a idade, tipo, se você tem dez anos, mais cinco é uma eternidade, é mais a metade da sua vida... mas o fato é que ultimamente, nos últimos anos, parece que o tempo encurtou, tudo passa tão rápido.

Pois bem, em novembro, praticamente desdenhando o aviso, veio o terceiro pensamento: "Nem marquei as férias. Tenho que resolver coisas mais urgentes, não vou tirar férias tão logo e se tirar nem sei se precisarei de passaporte. Depois decido".

É, e o tempo passou, passou tanto que marquei as férias, convenci chefia pra dar uma esticada, decidi destino, comprei minhas passagens e, ok, vamos renovar o passaporte. Isso foi no final de fevereiro e lá fui eu preencher o formulário online, pagar, esperar os dois dias para agendar a minha solicitação.

Taquicardia, suor e mãos geladas, este foi o estado em que fiquei em segundos ao abrir a página de agendamento, a data mais próxima para o agendamento era a cinco dias da minha primeira viagem! Por instantes fiquei sem ação e me azucrinando mentalmente: "Sua idiota, lembra, novembro você recebeu o aviso. Novembro!"

Bom, marquei né. Eu sei que existe uma opção de passaportes urgentes, mas convenhamos, que desculpinha esfarrapada eu iria dar? Novembro, foi em novembro que eu recebi o aviso e mais, imagino que esses passaportes devem ser emitidos apenas para as pessoas que têm casos de vida ou morte, não passeio de férias.

As próximas noites foram bem mal dormidas. Acordava de madrugada só para xeretar a página de agendamentos o que depois de algumas noites, consegui finalmente uma vaguinha para o dia 30 de março.

Finalmente, minhas férias salvas!

O posto escolhido foi o da Lapa que é bem grandão. Cheguei na hora marcada, passei pela primeira triagem, um rapaz muito jovem e simpático atendeu-me e direcionou-me para a salinha onde eu tiraria a famigerada foto para o documento.

Estava em pé na fila aguardando e observando os atendentes. Uns mais simpáticos, estendendo a conversa, outros mais sérios, alguns tirando zilhões de fotos, outros apenas duas e tinha uma em especial que queria muito que me atendesse. Não deu, graças à família que chegou bem na hora em que eu seria chamada por ela, elas apareceram.

Ok, fui para a próxima. Ela não foi mal educada, mas era bem séria. Na hora da foto perguntei: "Posso sorrir?", a resposta: "Sim, serão duas fotos" e... puf-puf... já foram as duas fotos. Ela virou o monitor e pediu que eu conferisse os meus dados... mas eu só conseguia olhar aquelas fotos hororrosas! Com cara de cachorro pidão: "Moça, eu vou passar os próximos cinco anos com esse documento. Posso tirar mais uma?", a resposta imediata: "Não, pode deixar que escolho a melhor".

Ai que vontade de chorar!!!

Mas Deus castiga, ah castiga. Logo em seguida ela teria que colher as digitais de todos os meus dedos e foi aí que a vingança veio. Creio que nunca em toda a vida dela demorou tanto para colher digitais, e foram as minhas! É que as minhas mãos suam muito e após scannear, a imagem aparecida toda granulada. E eu enxugava dedos, a atendente limpava o aparelhinho, e passava de novo, mais uma, vez, novamente, dedo por dedo.

Bem, nove dias depois, voltei lá pra pegar o bendito passaporte... quanto à foto, acho que já me acostumei, não tem jeito mesmo.

domingo, 12 de abril de 2015

Aventura para conhecer a Ana Chata (São Bento do Sapucaí)



No topo da Ana Chata, à esquerda,. a Pedra do Baú

Após mais de um ano afastada das trilhas fui parar em São Bento do Sapucaí, município localizado a 250 km de Sampa, bem no miolo da Serra da Mantiqueira. Aproximadamente três horas de viagem com direito à parada estratégica no Olá para nosso café da manhã e, um pouco antes de chegarmos ao destino, passamos em frente à... bem acho que mercearia... Carrefulvio (que pena que não consegui tirar uma foto, de um logo tão pitoresco do que creio ser uma mercearia).

Apresentando a pacata cidade de São Bento do Sapucaí

A proeza foi possível graças ao Clube da Caminhada que, sob o comando de Naira e Adilson (aniversariante), organizaram um passeio incrível: fomos subir a pedra de Ana Chata, que fica entre a pedra do Baú e Bauzinho.

Início da trilha
Sim o nome é este, Ana Chata que, segundo o Renato, nosso guia, as três pedras foram consequência de uma maldição indígena sobre uma relação incestuosa entre irmãos... eu não acreditei na lenda, mas já que ele falou, é bom registrar.



Chegamos em São Bento do Sapucaí por volta de 10h30 (mania de não usar relógio e nem celular para literalmente desligar-me do mundo). Ao desembarcarmos do ônibus já havia ficado claro que seria um trajeto de médio para punk! Tudo o que eu pensava era: "por favor não chova, por favor não chova", apesar de a previsão do tempo ser bem favorável às minhas súplicas.

Moleza de trilha!
Logo no início da trilha, as placas do passeio indicavam o percurso de 5,5 km. O caminho era bem arborizado o que tornou o passeio mais agradável apesar de um pouco puxado e de trechos íngremes. Para ajudar, muitos moranguinhos silvestres e pinhões espalhados pelo chão (com a ajuda do Maurício e do Vinícios aproveitei para catar alguns e levar para minha mãe cozinhar, eu não gosto).

O trajeto foi bem interessante, subindo pedras que dava medinho, passando por fenda, alguns escorregões (e eu que esqueci meu bastão novamente)... enfim, foi um retorno às trilhas com estilo! Nosso grupo tinha mais de vinte pessoas que, com idades bem variadas e em ritmos diferentes de trilha, mas, todos completamos o percurso.


Vegetação local
E o fato é que, o dia estava perfeito para trilhar e muitos outros grupos e casais também tiveram a mesma ideia que a nossa, mas, o mais surpreendente foi a disposição de uma mulher que estava circulando por ali com dois cachorros, duas crianças de uns 6 ou 7 anos e um bebê nas costas! Já havia visto alguns pais com bebês em trilhas, mas confesso que nunca em uma trilha tão puxada. O que acabou virando uma inspiração para alguns caminhantes: "se ela consegue, é claro que eu também consigo".

Naira, eu e Maurício

A vista do topo da Ana Chata é lindíssima e o fato de o céu estar limpinho ajudou a tirar fotos maravilhosas. Ali o grupo pode descansar, lanchar e admirar a Pedra do Baú cuja subida de uns 400 metros deve ser uma aventura e tanta, pois trata-se de uma escalada que necessita de um bom preparo físico além que uns elementos de segurança.


A vista encanta a todos que chegam ao topo da Ana Chata


É, fiquei com muita vontade de fazer o Baú.

A volta foi tranquila, o grupo ficou bem entrosado e satisfeito com o dia. Na verdade, pelo roteiro, por volta das 15h almoçarmos na casa do Renato, mas claro, que fomos almojantar quase 19h - rs. e mesmo para encerrar o dia na comilança, não foi tão fácil assim, chegar até a casa do nosso guia era mais uma prova de resistência: estávamos famintos e tínhamos que subir uma ladeirinha que, segundo os meus cálculos, tinha uns 50 metros. A refeição foi macarrão, salada e bolo para cantar parabéns: niver do Adilson e do Clube da Caminhada (50/5).

Valeu turma, foi um ótimo dia!


Hehehe... uma semana depois provei o pinhão, com sal e azeite!

sábado, 13 de dezembro de 2014

E o Canal do Panamá chegou ao seu centenário

Eis o grande símbolo aguardando...

... a passagem de mais uma embarcação...


... que é saudada e aplaudida

Ok, ok, estive lá no primeiro semestre e só agora, às vésperas de terminar 2014 que escrevo, mas antes tarde do que nunca vou fazer minha homenagem ao centenário Canal do Panamá!

Confesso que o Canal do Panamá nunca esteve na minha lista de lugares que quero conhecer pelo mundo, mas, já que estava pelo caminho, não iria perder a oportunidade e lá fui eu.

E foi uma grata surpresa saber que em 2014 este ponto importantíssimo para o comércio mundial completou 100 anos. Lembro-me que estudei quando estava no ensino fundamental sobre o assunto, mas nada como estar lá.

Este painel incrível fica no
 saguão de entrada para o cinema
A van do tour contratado deixa os turistas em frente bilheteria. Bem, ali se vão US$ 15 pela entrada, que achei justo. Na verdade, trata-se de um prédio de três pisos. No térreo fica a sala de cinema, onde primeiro fui assistir ao filme em 3D, de uns 15 minutos que tem a opção de inglês ou espanhol, e explica a história do canal, desde sua construção até a reforma para o centenário, falando da importância comercial do canal que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico levando mercadorias de toda ordem.




Uma pequena amostra de rotas
Depois os turistas saem e dão de cara com a lojinha de souvenires (eu sei que isso é inevitável em qualquer ponto turístico minimamente organizado, mas não consigo me acostumar, fico irritada), enfim, passei pela loja e logo os turistas são direcionados a entrar no museu. É uma mistura de ambientes mostrando a história do local, dos habitantes, as peças antigas, a evolução, como qualquer outro museu mostraria. Para mim, os destaques foram a cabine de comando e para o espaço reservado às espécies nativas (flora e fauna).

O gran finale fica para a observação da passagem dos navios pelo canal. Parece algo meio idiota, nós todos ali olhando por por alguns minutos os cargueiros se aproximando, o alarme anunciando, a tribulação dando tchauzinho e beijos para nós, que retribuímos e tiramos fotos - rs. Mas é gostoso.


Luiza e o esposo, meus companheiros de visita - preciso achar o e-mail deles


É uma mistura de emoções que sinto nesse tipo de situação, é como por alguns segundos estivesse vivenciando um pedacinho da história, é como se minha alma se transportasse há anos e anos e estivesse abrindo um livro e ao invés de ver uma foto, visse um filminho dos navios, ao invés de ler palavras, ouvisse os sotaques espanhóis explicando do que se tratava aquela coisa toda tão grandiosa. Pode parecer piegas, mas sempre me emociono com coisas históricas, foi assim quando vi, pela primeira vez, aos 26 anos, o famoso quadro da independência, do Pedro Américo, no Museu Paulista ou das cartas enviadas pela população, com sugestões para a "nova" constituição de 1988, no Palácio do Catete, ou quando vi o esqueleto de um dinossauro (de verdade) no Museu de História Natural de Nova Iorque.

De fato, viajar e poder estar nesse lugares, para mim é a maior recompensa.

Faz pouco tempo, estava em Sorocaba, conversando com minha priminha Laís e o assunto chegou ao Canal do Panamá de alguma forma. De repente vi os olhos dela brilharem e me disse: "vocês esteve lá, de verdade, neste ano?", "Sim" respondi, ao que ela informou "acabei de fazer um trabalho sobre o centenário dele", e saiu correndo para pegar o livro de geografia para explorarmos mais o assunto.

Parabéns Canal do Panamá e obrigada pela oportunidade de me sentir feliz em te visitar :-)



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Conexão na Cidade do Panamá

Parte da Cinta Costeira
Sei que ando relapsa com este blog, quase nunca escrevo (mesmo quando tenho algo muito legal para comentar), mas acho que é fase mesmo, enfim... Neste ano, quando fui passar minha temporada na Califórnia, tive oito horas entre um voo e outro e, sem alternativas, tive que dar o meu rolezinho pela Cidade do Panamá, capital do Panamá, onde fiz a conexão.

Na verdade eu só me atentei ao fato de que ficaria tanto tempo parada no aeroporto dois dias antes de embarcar, quando também descobri que os horários para pegar o trem em Los Angeles para San Diego não eram nada favoráveis. Então, sem computador em casa e morrendo de preguiça de pesquisar qualquer coisa que seja pelo smartphone, resolvi tentar pegar algumas coisas no trabalho.... rs... coitadinha de mim, doce ilusão achar que teria tempo para fazer isso. Muito mal consegui achar alguns textos e imprimi-los. Deu meu horário, sai correndo, passei em casa e peguei as malas rumo ao aeroporto. Fui na fé de que me viraria por lá mesmo.

Ainda no aeroporto em Guarulhos, e aguardando meu voo, comecei a ler os textos e fiquei meio decepcionada com os preços anunciados por quem já passou pela conexão demorada.  Muitos dos comentários que vi falavam sobre contratar guias "particulares" com seus carros, era só agendar, eu não tinha tempo para isso. Viajante que sou, fui com meu espírito e lábia afinados para uma pechincha.

Um dos principais aeroportos da América Central

Enfim cheguei no Aeroporto Internacional Tocumen pronta para ir para a rua! Sim, já que das outras vezes que passei por ali mal deu tempo para perambular pelas dependências de um dos mais importantes aeroportos da América Central. E sim, a Copa Airlines, companhia aérea panamenha domina o aeroporto com voos que se distribuem para muitos países,

Passei tranquilamente pela imigração (Oba! Mais um carimbinho no passaporte!) e logo descendo a escada vi um quiosque de informações turísticas. Cheguei e fui bem direta: "Tenho 5 horas para fazer um passeio. Quero conhecer o Canal do Panamá. Qual é a minha melhor opção?" O atendente olhou para o relógio e apontou para uma direção: "Fale com aquela moça, talvez ela tenha um passeio para você."

E tinha. Um passeio de cinco horas, incluindo ida e volta ao aeroporto, visita ao Canal, mirante e o shopping Metromall. O tour por US$ 30, mais a entrada no Canal no valor de US$ 15. Conversei e acertei com a guia (não consigo recordar o nome) e juntei-me a um casal, Luiza (mexicana) e seu esposo (holandês, que também não lembro do nome) e estavam ali em conexão rumo à Galápagos.

Logo de cara simpatizei-me com Luiza, pois estava vestida com roupas bem confortáveis e no estilo mochileira e sapatos de trilha, na hora em que a guia nos falou do passeio pelo shopping ela fez uma cara de que não estava muito a fim e perguntou se não poderíamos pular o shopping. Pular não poderíamos, mas encurtamos o passeio que na verdade nos serviu para comer alguma coisinha e aproveitarmos mais o Canal.

A primeira parada foi no shopping Metromall mesmo, que só nos serviu para fazer uma refeição e para que o casal trocasse alguns dólares. Achei engraçado, era sábado, e ao que me parece era um banco mesmo, não apenas uma casa de câmbio, e a fila estava imensa para entrar. Pensei: "que chato, banco trabalhando aos sábados por aqui", mas confesso que não fui checar se realmente era um banco e se por lá abrem aos sábados.

Logo em seguida seguimos para o Canal por uma extensa avenida que nos levou até a famosa avenida Balboa, com prédios cuja arquitetura variava ora pelo arrojado, ora pelo tradicional em meio a alguns casarões mais antigos, tal qual a frota de veículos, muitos modernos se misturando aos antigos e velhos. Depois pegamos a Cinta Costera, no estilo de prédios modernos. O fato é que gostei bastante do que vi, com um calçadão imenso dando espaço para quem quisesse, caminhar, andar de bicicleta ou patins ou simplesmente sentar e observar o mar, enquanto do outro lado - atravessando com olhar um trânsito intenso e muito similar ao caótico - um movimento normal de um centro comercial e financeiro.
Ao longo da Balboa e Cinta Costeira muitos monumentos

Olhando até parece que o trânsito normal
Fizemos uma parada em um mirante e finalmente chegamos ao Canal do Panamá (próximo post). O retorno ao aeroporto foi tranquilo. O casal foi jantar e como meu voo estava prestes a sair fui direto para a sala de embarque, não sem antes passar em uma lojinha de souvenires e comprar meu ímã de geladeira. Fui para a sala de embarque e meu único comentário negativo sobre o aeroporto é: "deuses, o preço cobrado por uma garrafinha de água é um assalto!!!! US$ 3,15. Isso mesmo US$ 3,15 por uma garrafinha de água". Achei extorsivo, mas comprei, estava morrendo de sede
Esta foto é mais para mostrar que sim, estive lá - rs




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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

E agora Brasil?



Ontem pela primeira vez na vida fiquei feliz em justificar meus votos. Estava em outra cidade e fui alegremente à escola mais próxima para fazê-lo, afinal, com as opções que tinha para votar, credo, era a melhor coisa a se fazer, com exceção do meu voto para deputado federal, que, tranquilamente, consegui angariar três votos para a minha candidata! Coisa que não conseguiria se estivesse em minha cidade.

Tudo estaria perfeito se hoje eu não acordasse com a sensação avestruz, sim, aquela sensação de quem colocou a cabeça no buraco e pronto, todos os problemas estão solucionados. Para completar a sensação, como faço todas as manhãs, tomei meu café vendo telejornais e dando uma espiada no que estava rolando pela internet. Eu via resultados e entrevistas dos já eleitos, comentaristas políticos opinando e os meros mortais dos Facebook, Instagram e Twitter quase se mantando em ofenças, sendo a mais comum "povo burro", e fiquei pensando: "É isso mesmo? Estamos perdidos? Não há mais solução para nós?" A impressão que ficou foi que todos os eleitores que conheço apenas votaram "no menos pior".

Não acho que as pessoas estão erradas em expressar o que sentem, das indignações sobre muitos dos eleitos, só não gostaria de ver tanta discórdia entre pessoas que julgo ter discernimento suficiente para que não sejam ignorantes. Eu também acho que a maioria das coisas neste País (que amo muito) está errada, corrupção explícita em todos os níveis, inclusive no nosso nível de plebe, quando sonegamos R$ 1 de imposto que seja, quando furamos fila, quando jogamos um papel no chão, quando fazemos gatonet, quando recebemos seguro-desemprego estando já empregado mas pedindo para que o patrão não registre tão logo, quando achamos que no trânsito nossa urgência está acima das leis e principalmente da segurança de todos. É meu amigo, todos somos ou fomos corruptos em alguma instância.

Fico muito decepcionada com tudo isso, mas, nada como um dito popular para essas horas: "A única coisa que não tem jeito é a morte". E é mesmo. Ao mesmo tempo me decepciono com o nível dos debates (não os que vimos no horário político) e com a cara de pau dos corruptos (não dos famosos), mas das pessoas que conheço e admiro como amigas ou colegas eu fico pensando que até poucos anos atrás isso seria impossível e, acredite, a sociedade era muito mais alienada do que é hoje.

Há alguns anos, quando eu fazia algum tipo de comentário político (e eu nem sou tão politizada assim), só ouvia coisas do tipo: "Que coisa mais chata politica, não entendo nada, não quero saber". Mas no fundo as pessoas sabem o que está errado porque reclamam, mas, mesmo para reclamar é preciso ter propriedade. Se votei e não tive educação, saúde, segurança e tudo mais decentemente em troca, só terei o direito te reclamar, se votei, porque o voto existe para isso, para eleger nossos representantes, mesmo que não tenha sido ele o meu escolhido, foi escolhido pela maioria.

Então me vem aquele raciocínio lógico: se isso não é a morte, sim tem solução! Por que ao invés de apenas maldizer os candidatos e reclamar da situação do País e apenas observar mandatos apáticos e corruptos não passamos a fiscalizar de verdade? Sim, eles são nossos funcionários, nos devem satisfações! Por que não passamos a ser mais participativos politicamente? Sim, porque apenas reclamar ao vizinho não muda nada. Por que não gravamos na nossa agenda do e-mail os e-mails dos nossos vereadores, deputados e senadores para entupir suas caixas com nossas sugestões e reclamações? Por que não procuramos ao longo de anos (dois ou quatro) acompanhar o desempenho deles, esperando apenas que algum portal transparência faça isso para nós?

Talvez eu seja otimista demais, mas eu ainda acredito que a população, daqui para frente, possa ter um pouco mais de educação política para melhorar nossa situação. Demorar, acho que vai demorar, mas tudo precisa de um começo. 

domingo, 29 de setembro de 2013

Passos dos Jesuítas Anchieta em Mongaguá

Mongaguá


Ontem foi dia de trilha à beira mar, o trajeto escolhido foi o "Passos dos jesuítas Anchieta - trecho Mongaguá". Há bastante tempo que não fazia este tipo de passeio que, por ser um percurso plano e com o marzão ao lado não parece ser puxado, mas os 16 quilômetros de pisadas fizeram efeito no dia seguinte - rs.

Acordei às 4h30 da manhã com medo de perder o passeio e rezando para que não chovesse, já que definitivamente eu não combino com chuva. O ponto de encontro foi na estação Imigrantes do metrô, a qual não conhecia e gostei muito, bem localizada e limpinha. Desta vez, o passeio que foi organizado pelo Clube da Caminhada arrebanhou nada menos do que 50 pessoas e acho que nunca participei de um grupo tão grande e, de quebra, aliciei o Maurício para fazer a trilha.

A turma pronta para iniciar a trilha


Sim, foi um exagero acordar tão cedo, e cheguei quase uma hora antes do marcado. Com a contagem feita, lanches distribuídos e o embarque efetuado seguimos rumo à Mongaguá, cidade que não me lembro de ter visitado antes. Para minha sorte não choveu e o tempo estava nubladinho quando chegamos. A primeira parada foi na Plataforma de Pesca que, como o próprio nome já anuncia, vimos muitos pescadores com suas varas e pescados. Tiramos fotos e fomos para o tradicional alongamento sob a monitoria do Adilson. Em seguida fomos nos organizando em "pelotões" de quem caminha mais rápido, mais ou menos e aqueles que são mais velozes com seus dedos nos disparadores das câmeras fotográficas do que nos passos.


Eu, Luciana e Maurício preste a...


... conquistar Mongaguá!!!


Nosso ponto de encontro entre os grupos foi na Praça Dudu Samba onde há uma espécie de pier que eu. Maurício e a Luciana adoramos fazer poses e tirar fotos.

Após a parada para o lanche seguimos rumo ao Poço das Antas, um parque com pequenas trilhas para apreciar nossa mata atlântica. No poço, os mais corajosos tomaram um banho - e garantiram que a água estava gostosa -, eu preferi explorar o parque até onde foi permitido e meu joelho deixou, já que começou a doer (acho que estou fora de forma).

Poço das Antas 

Com cuidado porque já sentia meu joelho


Para completar o passeio fomos até a estátua de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira da cidade, de onde pudemos admirar a paisagem que inclui a rodovia, parte da cidade e do mar. Em seguida voltamos para São Paulo.

Se tirei foto em frente ao Cristo Redentor no rio, tinha que tirar com a Nossa Senhora Aparecida em Mongaguá

E por fim: a vista do mirante da santa


Confesso que desconhecia esse projeto que incentiva os caminhantes a percorrerem as rotas trilhadas pelos jesuítas lá nos idos do século XVI no litoral paulista (www.caminhasaopaulo.com.br). Mesmo para os que não são religiosos é um projeto bem interessante pelo lado histórico. Como forma de incentivo foi criado um cartão magnético com o qual o trilheiro (ou peregrino, como pode ser chamado também) vai registrando suas passagens nos pontos espalhados ao longo do percurso. A ideia é bem legal, já que aqueles que conseguem concluir os passos no período de um ano concorrem uma viagem com direito a acompanhante para a Espanha, para Santigo de Compostela e, já que estarão lá mesmo... quem sabe mais uma caminhadinha. A única ressalva que faço ao projeto é a dificuldade em conseguir a confecção das carteirinhas, motivo pelo qual eu não tenho a minha.

Por fim, agradeço mais uma vez ao casal Naira e Adilson pelo revigorante passeio e a todos os outros caminhantes que ajudaram a tornar tudo tão divertido.