Tomei sim a vacina contra a gripe dos porquinhos! E ainda fiquei "chorando" pra que a mulher do posto pudesse aplicar a contra a gripe sazonal... o que não aconteceu.
Sou uma pessoa prática e objetiva: acredito ou não no sistema de vacinação brasileira? Acredito. Eu acreditei quando houve a campanha de vacinação contra a rubéola, acredito a cada dez anos quando tomo a antitetânica, acreditei quando resolvi me enfiar no meio do mato e lá fui eu tomar contra a febre amarela e, se tivesse filhinhos, acreditaria para tomar a "gotinha contra a paralisia infantil". Se eu acredito em tudo isso, por que não acreditaria na campanha contra a gripe H1N1?
Também já ouvi sobre a desconfiança de ter sido uma vacina "descoberta" tão rapidamente. Eu, na minha ignorância ciêntifica penso assim: é uma vacina contra uma gripe, não contra a Aids que precisa anos de estudo. É uma gripe, então, a receita do bolo tá lá, é só trocar o leite pelo suco de laranja.
Pronto. Tá respondido.
terça-feira, 25 de maio de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Cantareira Engordador
Sim, mais um banho de cachoeira para lavar a alma. O passeio de hoje não teria acontecido se não fosse o entusiasmo da minha amiga Sandra. O convite veio faz duas semanas, pela associação, mas depois de uma semana muito corrida, de noites mal dormidas e alimentação irregular o que me restou foi um resfriado quase gripe. Mas acordei razoável e o dia estava lindo, então, fui.
Eu tinha muitas dúvidas sobre esse trecho da Cantareira, mas vi que, depois do perrenge pra chegar (é bem sinalizada a estrada, mas justo na entrada fica confuso e passei direto) que tudo é bem organizadinho, com trilhas leves, parquinho para as crianças e uma cachoeira, pequena, mas deliciosa.
O grupo foi bem grande desta vez, mas como se tratava, literalmente, de um passeio pelo parque, eu e a Sandra, nos desgarramos do grupo para aproveitar melhor o banho de cachoeira. Mas curtimos bastante, colocamos nosso bate-papo em dia e nos comprometemos: "Estressou? Vai tomar banho de cachoeira!", afinal, é tão perto de casa. Ah... e de quebra ganhei mais um carimbo no meu passaporte trilheiro!!! Tá pensando o quê? Já completei 10% das trilhas do passaporte - rs.
Eu tinha muitas dúvidas sobre esse trecho da Cantareira, mas vi que, depois do perrenge pra chegar (é bem sinalizada a estrada, mas justo na entrada fica confuso e passei direto) que tudo é bem organizadinho, com trilhas leves, parquinho para as crianças e uma cachoeira, pequena, mas deliciosa.
O grupo foi bem grande desta vez, mas como se tratava, literalmente, de um passeio pelo parque, eu e a Sandra, nos desgarramos do grupo para aproveitar melhor o banho de cachoeira. Mas curtimos bastante, colocamos nosso bate-papo em dia e nos comprometemos: "Estressou? Vai tomar banho de cachoeira!", afinal, é tão perto de casa. Ah... e de quebra ganhei mais um carimbo no meu passaporte trilheiro!!! Tá pensando o quê? Já completei 10% das trilhas do passaporte - rs.
50 anos de Brasília
Recentemente disse ter conhecido "tecnicamente" Brasília. Mal sabia eu que este ano a nossa Capital Federal completaria, dali alguns meses, 50 anos. Pois bem, fiquei sabendo nesta semana, afinal, em todos os telejornais havia matérias sobre o nascimento e histórico de Brasília. Sim, hoje, 21 de abril, a cidade comemora seus 50anos de fundação.
Para mim foi como um cursinho intensivo sobre a cidade que sempre vai à mente das pessoas com a imagem de politicagem, sujeira e tantas outras coisas ruins. Enfim, essas matérias conseguiram mostrar outras formas de se enxergar a cidade. Eu achei ótimo, pois, principalmente para quem mora no eixo Rio-São Paulo e tem a terrível mania de ignorar que existe vida, trabalho, lazer entre tantas outras coisas legais além dessa região - e eu me incluo aqui - foi uma aula para que deixemos de ficar olhando para nossos umbigos e sim querer conhecer outras cidades.
Foi muito bom rever os lugares por onde passei tão rapidamente sem saber exatamente "do quê" estava tirando fotos. Agora sei porque o Lago Paranoá foi construído, o que são as superquadras, sanadas as dúvidas se existe ou não esquina na cidade, qual a função do Eixão (da Legião). E as bandas de rock nascidas na década de 80 e que tanto fizeram parte da minha vida! Foi um intensivo realmente proveitoso, satisfatório e gratificante para mim.
Parabéns Brasília e aos brasilienses!
Para mim foi como um cursinho intensivo sobre a cidade que sempre vai à mente das pessoas com a imagem de politicagem, sujeira e tantas outras coisas ruins. Enfim, essas matérias conseguiram mostrar outras formas de se enxergar a cidade. Eu achei ótimo, pois, principalmente para quem mora no eixo Rio-São Paulo e tem a terrível mania de ignorar que existe vida, trabalho, lazer entre tantas outras coisas legais além dessa região - e eu me incluo aqui - foi uma aula para que deixemos de ficar olhando para nossos umbigos e sim querer conhecer outras cidades.
Foi muito bom rever os lugares por onde passei tão rapidamente sem saber exatamente "do quê" estava tirando fotos. Agora sei porque o Lago Paranoá foi construído, o que são as superquadras, sanadas as dúvidas se existe ou não esquina na cidade, qual a função do Eixão (da Legião). E as bandas de rock nascidas na década de 80 e que tanto fizeram parte da minha vida! Foi um intensivo realmente proveitoso, satisfatório e gratificante para mim.
Parabéns Brasília e aos brasilienses!
domingo, 11 de abril de 2010
Capivari-Monos
Hehehe... posso dizer que essa foi a trilha mais barrenta que fiz nos últimos tempos. Mas, enfim um respiro. A semana foi tensa e a próxima tb será bem agitada por conta do trabalho, então, mais do que necessário: um banho de cachoeira! É, acho que estou ficando mal acostumada com esse negócio de ficar tomando banho de cachoeira toda hora - rs. Benza-me Deus! Que seja assim.
Novamente meu anjo foi a Fabi, que descobre cada lugar em São Paulo e, quem diria, dentro do município de São Paulo tomar água do rio, banho de cachoeira. Sim, foi exatamente isso que fiz hoje. E tenho fotos para comprovar!!! Isso sem falar que o grupo está ficando internacional, pra começar: um chileno e um norueguês! O passeio foi em Engenheiro Marsilac, no extremo sul de São Paulo, um trekking por dentro da Fazenda Maravilha. Na verdade na Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos (rios), criada em 1996.
Infelizmente houve atrasos por conta dos estacionamentos congestionados antes mesmo de saírmos da Barra Funda. Acredite: em pleno sábado, entre 6h e 7h da manhã havia um trânsito horroroso perto do nosso ponto de encontro, isso pq nossa turma, a do dia, se encontrou com outra outra, a da noite (o pessoal que tava saindo provavelmente de uma festa de formatura). Por isso, tivemos que "cortar" um pedaço da trilha prevista que incluia uma cachoeira.
O tempo... aquela coisinha, nublado, chuvisco, mas o solo estava barrento. O slept-slept, o som que fazia quando pisávamos chegava a ser engraçado. Mas curioso mesmo foi que ninguém, caiu, td bem que muita gente escorregou feio - inclusive eu - mas cair mesmo, não. E friozinho, mas não o suficiente para me impedir ao banho de cachoeira, na verdade, do grupo de mais de 20, apenas eu e outros quatro entramos. E valeu à pena, já que passado o choque inicial, a água ficou bem gostosa. O duro é ter que se enxugar depois e colocar a roupa sobre o biquini, mas td bem.
Retornamos à sede da fazenda ainda cedo, o que foi bom, pois a caminhada de volta até o ônibus era um pouco longa. Nos trocamos no ônibus mesmo e seguimos para nosso ponto de origem. Um dia muito legal.
Outro dia me perguntam: "Sandra, que gosto mais perdido. Ir pro meio do mato, com um bando de gente que vc não conhece direito, ficar andando o dia inteiro e depois voltar toda suja e morta de cansada pra casa. Onde vc vê prazer nisso?"
A minha resposta foi: "Eu passo o dia inteiro andando e conversando com pessoas que, a cada passeio é um reencontro, onde tenho a oportundidade de conhecê-las um pouquinho mais. Isso cria laços, pois cada passeio é único, com pessoas únicas. E no final do dia eu volto renovada pra casa".
Novamente meu anjo foi a Fabi, que descobre cada lugar em São Paulo e, quem diria, dentro do município de São Paulo tomar água do rio, banho de cachoeira. Sim, foi exatamente isso que fiz hoje. E tenho fotos para comprovar!!! Isso sem falar que o grupo está ficando internacional, pra começar: um chileno e um norueguês! O passeio foi em Engenheiro Marsilac, no extremo sul de São Paulo, um trekking por dentro da Fazenda Maravilha. Na verdade na Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos (rios), criada em 1996.
Infelizmente houve atrasos por conta dos estacionamentos congestionados antes mesmo de saírmos da Barra Funda. Acredite: em pleno sábado, entre 6h e 7h da manhã havia um trânsito horroroso perto do nosso ponto de encontro, isso pq nossa turma, a do dia, se encontrou com outra outra, a da noite (o pessoal que tava saindo provavelmente de uma festa de formatura). Por isso, tivemos que "cortar" um pedaço da trilha prevista que incluia uma cachoeira.
O tempo... aquela coisinha, nublado, chuvisco, mas o solo estava barrento. O slept-slept, o som que fazia quando pisávamos chegava a ser engraçado. Mas curioso mesmo foi que ninguém, caiu, td bem que muita gente escorregou feio - inclusive eu - mas cair mesmo, não. E friozinho, mas não o suficiente para me impedir ao banho de cachoeira, na verdade, do grupo de mais de 20, apenas eu e outros quatro entramos. E valeu à pena, já que passado o choque inicial, a água ficou bem gostosa. O duro é ter que se enxugar depois e colocar a roupa sobre o biquini, mas td bem.
Retornamos à sede da fazenda ainda cedo, o que foi bom, pois a caminhada de volta até o ônibus era um pouco longa. Nos trocamos no ônibus mesmo e seguimos para nosso ponto de origem. Um dia muito legal.
Outro dia me perguntam: "Sandra, que gosto mais perdido. Ir pro meio do mato, com um bando de gente que vc não conhece direito, ficar andando o dia inteiro e depois voltar toda suja e morta de cansada pra casa. Onde vc vê prazer nisso?"
A minha resposta foi: "Eu passo o dia inteiro andando e conversando com pessoas que, a cada passeio é um reencontro, onde tenho a oportundidade de conhecê-las um pouquinho mais. Isso cria laços, pois cada passeio é único, com pessoas únicas. E no final do dia eu volto renovada pra casa".
sábado, 20 de março de 2010
Pedra Grande na Cantareira
Depois que adquiri o Passapote - Trilhas de São Paulo era uma questão de honra que a trilha da Pedra Grande fosse uma das primeiras, afinal de contas, tá do lado da minha casa, né?
Passei a semana pensando: "sábado o tempo estará maravilhoso e a vista da Pedra Grande será espetacular". Parecia até um mantra. Pois é, acho que deu certo. Confesso que ontem, no finalzinho da tarde, quando liguei para a minha mãe, antes de sair do trabalho ela comentou: "Vc viu a chuva que tá caindo no zona norte? Será que vc irá fazer o passeio amanhã?". Até gelei quando ouvi isso, afinal, a única vez que tinha feito essa trilha, choveu sem parar e não vi nada de São Paulo, pois as nuvens esconderam a vista. Mas, na volta para a casa, não vi uma gota sequer de chuva.
Hoje acordei era pouco antes das seis, ainda meio zureta resolvi abrir a cortina da sala. Abri um sorriso. Estava amanhecendo um dia lindo.
Tomei um banho, passei na casa da minha mãe, tomei café, peguei o Maurício e fomos para o horto. Lá nos encontramos com a Juliana e duas primas dela e partimos rumo ao Parque da Cantareira.
O passeio foi perfeito, trilha tranquila, asfaltada e bem arborizada. Ida e volta 9,5 km. Fácil demais. Quando chegamos à Pedra Grande... meu Deus... uma das primeiras coisas que vi foi o prédio onde moro!!! Como durante todo esse tempo nunca vi a Pedra Grande da minha janela??? Apreciamos a vista, tiramos fotos, brincamos, falamos bobagens, lanchamos e fomos até a trilha do logo das Carpas. Vimos macaquinhos, borboletas, uma taturana fluorescente e uma minicarpa.
Olha, eu não achei nada de mais, mas como tinha um parquinho e uns balanços dando sopa - apesar da quantidade de crianças - não conseguimos controlar nossas vontades e fomos brincar de balanço. Sabe que acho uma sacanagem não ter esse tipo de parques para adultos!? Não se trata de retardamento mental não, mas é tão bom, balançar e impulsionar o corpo até o alto, sentir aquele ventinho na cara. Esse tipo de sensação deve ser proporcionada a todo mundo, não importando a idade. Matei minha vontade, isso é o que interessa.
Na saída do parque peguei meu carimbinho e voltei feliz para casa. Tomei um banho e fui para a casa da minha mãe, lá estava meu sobrinho, prestativo como sempre, se ofereceu para fazer massagem nos meus pés. Dá pra acreditar nisso? A consciência pesou de eu não ter levado o garoto pro passeio. Mas pode deixar, na próxima eu levo.
Passei a semana pensando: "sábado o tempo estará maravilhoso e a vista da Pedra Grande será espetacular". Parecia até um mantra. Pois é, acho que deu certo. Confesso que ontem, no finalzinho da tarde, quando liguei para a minha mãe, antes de sair do trabalho ela comentou: "Vc viu a chuva que tá caindo no zona norte? Será que vc irá fazer o passeio amanhã?". Até gelei quando ouvi isso, afinal, a única vez que tinha feito essa trilha, choveu sem parar e não vi nada de São Paulo, pois as nuvens esconderam a vista. Mas, na volta para a casa, não vi uma gota sequer de chuva.
Hoje acordei era pouco antes das seis, ainda meio zureta resolvi abrir a cortina da sala. Abri um sorriso. Estava amanhecendo um dia lindo.
Tomei um banho, passei na casa da minha mãe, tomei café, peguei o Maurício e fomos para o horto. Lá nos encontramos com a Juliana e duas primas dela e partimos rumo ao Parque da Cantareira.
O passeio foi perfeito, trilha tranquila, asfaltada e bem arborizada. Ida e volta 9,5 km. Fácil demais. Quando chegamos à Pedra Grande... meu Deus... uma das primeiras coisas que vi foi o prédio onde moro!!! Como durante todo esse tempo nunca vi a Pedra Grande da minha janela??? Apreciamos a vista, tiramos fotos, brincamos, falamos bobagens, lanchamos e fomos até a trilha do logo das Carpas. Vimos macaquinhos, borboletas, uma taturana fluorescente e uma minicarpa.
Olha, eu não achei nada de mais, mas como tinha um parquinho e uns balanços dando sopa - apesar da quantidade de crianças - não conseguimos controlar nossas vontades e fomos brincar de balanço. Sabe que acho uma sacanagem não ter esse tipo de parques para adultos!? Não se trata de retardamento mental não, mas é tão bom, balançar e impulsionar o corpo até o alto, sentir aquele ventinho na cara. Esse tipo de sensação deve ser proporcionada a todo mundo, não importando a idade. Matei minha vontade, isso é o que interessa.
Na saída do parque peguei meu carimbinho e voltei feliz para casa. Tomei um banho e fui para a casa da minha mãe, lá estava meu sobrinho, prestativo como sempre, se ofereceu para fazer massagem nos meus pés. Dá pra acreditar nisso? A consciência pesou de eu não ter levado o garoto pro passeio. Mas pode deixar, na próxima eu levo.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Extrato eleitoral
Faço questão de anotar o nome do candidato no qual votei atrás do meu comprovante eleitoral. Não posso dizer que eu seja lá uma eleitora exemplar, mas também não sou das mais relaxadas e, por isso mesmo, faço este pequeno gesto, por precaução, já que nem sempre lembro do que fiz (rs). Enfim, procuro não votar a esmo e sempre anoto em quem votei.
Outro dia estava organizando meus documentos e vi, um a um, os comprovantes, as pessoas nas quais votei ou na legenda - porque também tenho esta mania, se não tenho um candidato, voto na legenda. E fiquei pensando: "não seria mais fácil se tivesse um extrato eleitoral? Seria só acessar o site do TRE, colocar o nº do título e pronto, apareceria a listagem de todos as eleições e candidatos que já votei na vida".
No meu caso seria mais para me desfazer dos comprovantezinhos, mas acho que no caso de muitos seria uma choradeira de tantos arrependimentos.
Outro dia estava organizando meus documentos e vi, um a um, os comprovantes, as pessoas nas quais votei ou na legenda - porque também tenho esta mania, se não tenho um candidato, voto na legenda. E fiquei pensando: "não seria mais fácil se tivesse um extrato eleitoral? Seria só acessar o site do TRE, colocar o nº do título e pronto, apareceria a listagem de todos as eleições e candidatos que já votei na vida".
No meu caso seria mais para me desfazer dos comprovantezinhos, mas acho que no caso de muitos seria uma choradeira de tantos arrependimentos.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
O dia em que realmente me senti pequenina
Estava lembrando aqui com os meus cachinhos do dia em que realmente me senti pequenina. Todo mundo já teve aquele momento reflexão, filosófico, de se perguntar qual a minha função no planeta? Por que vim parar aqui? De se achar um grão de areia no universo... enfim... eu tb de vez em quando tenho.
Mas uma coisa é vc ficar filosofando e outra bem diferente é ter a certeza de saber que vc é apenas uma coisa minúscula no mundo. A primeira vez que tive essa certeza foi quando voltei de Foz do Iguaçu. O passeio foi maravilhoso, conheci lugares deslumbrantes, gente interessante e de diversos locais do mundo, na verdade, chegou uma hora que eu era quem parecia a estrangeira entre tantos gringos.
Depois de dias maravilhos passeando pela região, quando já estava dentro do avião, sentada próxima da janelinha, pude ver aquela imensidão que são as cataratas, aquele volume todo de água - fui em março - me bateu uma coisa no peito, uma sensação diferente, foi impossível conter as lágrimas. Naquele instante eu lembrei de quando estive - duas vezes pelo lado brasileiro e uma pelo argentino - lá embaixo, tomando chuvisco na passarela ou do banho dentro dos barcos que iam sob as quedas d'água, e de como via deslumbrada do quão grande era aquilo tudo. Só que na hora que via as cataratas da janelinha do avião, todo aquele imensidão ia ficando pequeno, pequenininho, miníusculo, até sumir de vista. Ali caiu minha ficha: o planeta, o universo é muito maior do que nos limitamos a imaginar.
Mas uma coisa é vc ficar filosofando e outra bem diferente é ter a certeza de saber que vc é apenas uma coisa minúscula no mundo. A primeira vez que tive essa certeza foi quando voltei de Foz do Iguaçu. O passeio foi maravilhoso, conheci lugares deslumbrantes, gente interessante e de diversos locais do mundo, na verdade, chegou uma hora que eu era quem parecia a estrangeira entre tantos gringos.
Depois de dias maravilhos passeando pela região, quando já estava dentro do avião, sentada próxima da janelinha, pude ver aquela imensidão que são as cataratas, aquele volume todo de água - fui em março - me bateu uma coisa no peito, uma sensação diferente, foi impossível conter as lágrimas. Naquele instante eu lembrei de quando estive - duas vezes pelo lado brasileiro e uma pelo argentino - lá embaixo, tomando chuvisco na passarela ou do banho dentro dos barcos que iam sob as quedas d'água, e de como via deslumbrada do quão grande era aquilo tudo. Só que na hora que via as cataratas da janelinha do avião, todo aquele imensidão ia ficando pequeno, pequenininho, miníusculo, até sumir de vista. Ali caiu minha ficha: o planeta, o universo é muito maior do que nos limitamos a imaginar.
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