sábado, 11 de outubro de 2008

4 coisas sobre mim

Quando eu era menina, por volta de uns 10 ou 12 anos, era muito comum circular pela sala de aula alguns cadernos com questionários imensos (uma pergunta em cada folha) com perguntas como: nome, idade, signo, coisa que gosta, pessoa de quem gosta, coisas que faz no final de semana, ator predileto, música predileta, etc. Daí, a garotada respondia e devolvia aos donos. Outro dia recebi um e-mail com perguntas que me fizeram lembrar daquela época, pois a pessoa responderia e deveria repassar o e-mail para um monte de gente, com o intuito de que todos se conhecessem melhor, o nome do assunto era "4 coisas sobre mim". O problema é que logo no começo tinha uma questão sobre 4 lugares em que vivi, como nunca morei fora de Sampa, resolvi adaptar o questionário e compartilhar com vocês:

Quatro trabalhos que já tive
- Já fui bancária;
- Já fui promotora de produtos;
- Já fui secretária (aliás, minha primeira profissão, com DRT)
- Já trabalhei em campanha política (para um candidato da comunidade nipônica - uma experiência inesquecível).

Quatro coisas que já fiz
- Já fui pára-quedista (com direito a carteirinha da Federação Paulista de Pára-quedismo e tudo);
- Já desci o rio Jacaré Pepira (Brotas) fazendo rafting (inclusive noturno), de duck, de bote e de bóia;
- Já fiz a "fumaça por baixo", uma trilha de três dias na Chapada Diamantina (em plena Copa do Mundo, ou seja, eu, mais duas figuras e um guia, mais ninguém naquela mata), tomando banho de rio, dormindo em toca e caminhando, descendo e subindo penhasquinhos e morros, sempre com mochilão nas costas;
- Já acordei às 5h30 da manhã, em pleno domingo, só para fazer pão caseiro para a minha família comer quentinho, quando acordasse com o cheiro - sabe quando vc passa a margarina e ela vai derretendo?

Quatro programas de TV que assistia quando criança
- Jennie é um gênio e a Feiticeira;
- Sessão da tarde;
- Domingo no parque do Sílvio Santos (uma das minhas frustrações de infância é nunca ter ido à gravação daquele programa);
- Muitos desenhos, os que mais amava era dos Flintstones.

Quatro programas de TV que assisto
- Telejornais (Bom dia Brasil, JN, do SBT e, às vezes, o da Record);
- Um pé de quê?
- Lab - MTV;
- Quando dá, seriados: Midium, Ghost Whisperer, Man in trees,ER, Cold Case, The New Adventures of old Christine, Grey's Anatomy, CSI...

Quatro lugares em que estive e voltaria
- Fernando de Noronha-PE;
- Ilha Grande-RJ;
- Iporanga-SP (Petar);
- Natal-RN.
(Quatro é muito pouco!)

Quatro comidas favoritas
- Arroz, feijão, bife à parmeggiana (sem gordura) e fritas;
- Sanduba do Marques Hamburger;
- Filé de peixe empanado com molho de camarão;
- Massa recheda (menos de frango) ao molho quatro queijos.

Quatro lugares em que desejaria estar agora
- comendo a carne seca gratinada no Aldeia da Vila
- Em Ubatuba;
- comendo fondue de sorvete;
- Em São Roque.

Quatro coisas que espero que este ano eu possa
- Aprender a dançar no "tapete" do videogame;
- Cuidar mais do meu corpo e da minha pele;
- Programar minhas próximas férias;
- Passar o Natal com meus pais.

domingo, 5 de outubro de 2008

Eleições III – o colégio onde voto

Voto no colégio onde estudei, que, aliás, é meio longe da minha casa. Diversas vezes já pensei em transferir para um local mais próximo. Só que, a cada votação eu me lembro das razões que me fazem deixar tudo como está.

As razões de hoje foram a Sueli e a Shirlei. Duas pessoas que foram muito importantes quando tinha meus 10, 12 anos, minhas amiguinhas de escola. Poxa, é tão legal ter a oportunidade de rever gente que há anos não vejo. A Su fazia só uns dois, mas a Shirlei... essa, pode colocar aí uns 15 anos. A Su encontrei logo na chegada, enquanto a Shirlei praticamente me esperou na porta da sala onde votei, pois havia sido informada pela Su que eu estava ali. (RS) Confesso que demorei um pouco para reconhecê-la.

Fico muito feliz de tê-las encontrado. Vamos torcer para que voltemos a nos encontrar, da próxima vez agendada e com calma, para colocarmos as novidades em dia.

Eleições II – a ambigüidade dos cidadãos

A grande maioria das pessoas que conheço ODEIA política. Horário eleitoral então... parece castigo, pois, para elas, além de tirar um período precioso da novela ou qualquer outro programa televisivo, só tem gente querendo se dar bem conseguindo um lugarzinho no poder.

Meus pais fazem parte desse grupo, eles moram em uma cidadezinha do interior de São Paulo e uma vez a cada um ou dois meses visitam os filhos na capital. Por isso me espantei tanto quando ouvi da minha mãe, na semana passada, que ficaria até hoje, só para votar em fulano, porque não quer que beltrano vença. Mais: passou a semana em campanha, falando para todo mundo sua visão política.

Enquanto isso, meu pai, manteve a postura que vejo desde que me entendo por gente: “Vou lá por obrigação. Não quero votar em ninguém”. A justificativa é simples e até compreensiva. Ele se sente traído pelo corpo político desde que votou no Jânio Quadros para presidente, que depois renunciou. Meu pai perdeu o gosto pelo dever cívico.

Também vi algumas pessoas que, apesar de morarem em São Paulo há tempo suficiente para transferirem seus títulos para cá, não o fazem. Sempre que questiono, sinceramente, não sou convencida. Mas tudo bem, cada um tem suas próprias razões que, individualmente, podem ser muito fortes. Na outra ponta, ouvi com atenção, a percepção de quem está votando pela primeira vez, e me pergunto: “será que um dia também fui assim?” Bom, o importante é prestar atenção e ter consciência de cada votinho dado.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sandra e suas variações

Minha sobrinha vive a me questionar o por quê de eu não ter na minha página de Orkut uma comunidade "Sandra". Ah... nem sei a razão... talvez porque eu não tenho tido mais paciência para acessar minha página, quem dirá ficar procurando comunidades.

O fato é que meu nome Sandra, vive entrando para alguns debates entre amigos. Confesso que demorei muito a gostar realmente do meu nome, que é uma variável de Alessandra, que por sua vez vem de Alexander que significa protetor da humanidade ou algo parecido.

Gosto do meu nome e vivo brincando com a pronúncias: Sandra, Sêndra, Sandura, Sãndrá e por aí vai (fazer o quê se é um nome globalizado, sendo comum encontrar Sandras nas Américas, pela Europa e até na Ásia). Mas me divirto mesmo são com os apelidos. Na verdade não são usuais, e então nem dá para considerar como um apelido de verdade, já que apenas um ou outro conhecido inventa de me chamar, bem de vez em quando. Lá vai:

Sandra, San, Sandrinha, Sandroviski, Sandritcha... mas o título de criatividade insuperável vai para o meu dentista, Dr. Milton, que me chama de: Sandríssima!

domingo, 28 de setembro de 2008

Eleições: candidatos que me supreendem

A cada dia que me proponho conhecer quais são os candidatos e suas propostas para as próximas eleições: eu me surpreendo.

Nem vou comentar a qualidade dos que concorrem ao cargo de prefeito. Tenho tentado assimilar as propostas dos candidatos à Câmara Municipal mesmo. Óbvio que o máximo que posso fazer é anotar o nome e número e depois fazer uma busca pela internet para ver se encontro alguma coisa.

Depois de ver de tudo - ou melhor achar que já tinha visto de tudo -, dos pagodeiros Netinho de Paula e José Carlos (Raça Negra) aos esportistas e veteranos Ademir da Guia e Aurélio Miguel, passando por outros ilustres como Sérgio Mallandro, Agnaldo Timóteo, ou do Énéas Filho, que não é filho do saudoso Enéas e até de um homônimo do rapaz que trabalha comigo... enfim, ontem, minha surpresa foi superada: meu ginecologista também é candidato!

Juro que na hora em que vi o rosto dele, fiquei espantada, não sabia nem o que pensar, aquela pessoa que já viu de perto partes íntimas do meu corpo (não que para ele faça alguma diferença isso) está lá.

Sempre achei ele um cara bacana e descolado. Certa vez estava na salinha de espera (sempre é abarrotada de pacientes e como ele chega no horário isso me leva a crer que de fato ele é um bom profissional) e notei que havia várias fotos de mergulho. Quando chegou minha vez de ser atendida, após os cumprimentos e já sendo examinada, fui logo perguntando de onde eram as fotos. E a resposta foi certeira: das águas límpidas de Fernando de Noronha. Como fazia muito tempo que eu tinha tido aquela experiência maravilhosa de mergulhar naquele mar, estendemos o assunto. Claro que ele tinha muito mais a contar, pois, ao que entendi ele é mergulhador ativo, enquanto eu, coitada, com cilindro, só aquele mesmo.

Em outras visitas comentávamos sobre algumas viagens, pois sempre calhou de eu visitá-lo antes ou depois de tirar férias. Certa vez ele até comentou: "Traga suas fotos aí na próxima consulta". Eu achei engraçado, porque ele falou como quem pediria um raio X qualquer.

Bom, na verdade eu não sei se votarei nele, e também não tenho a intenção de ser seu cabo eleitoral - já pensou se ele for eleito... eu ficarei sem meu ginecologista!? - mas para aqueles que ficaram curiosos sobre quem é a figura, lá vai: Dr. Freitas, PSDC, nº 27.789.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tricoterapia

Eu faço tricô e, de certo modo, até me orgulho disso. Tem muita gente que me conhece e que não consegue associar o ato de tricotar à minha figura, já que não faço o estilo dona de casa ou vovozinha.

Tudo começou quando eu tinha uns 11 anos e passei a freqüentar uma lojinha - perto da escola - onde a pessoa comprava o material (lã e agulhas) e a dona ensinava. Não me lembro se por iniciativa própria ou se a minha mãe (que não sabe tricotar) decidiu por mim. Acho que fui uma semana e não gostei do ambiente: várias donas de casa, tricotando e fofocando. Não tinha nada a ver eu ali. Resolvi não ir mais.

O problema é que a mulher me ensinou apenas os dois pontos básicos: tricô e meia. Não me falou como fazia para colocar a lã na agulha, como fechar o ponto. Nada. E a única coisa que tinha conseguido produzir era algo que lembrava - de longe e no escuro - um protótipo de cachecol. Guardei tudo e esqueci do assunto.

Anos depois, andando pela calçada, encontrei um pedaço de papel com três imagens desenhadas, que simulavam a colocação da lã na agulha. Peguei o papel e chegando em casa tentei fazer... e não é que deu certo!? Desmanchei o tal cachecol e resolvi fazer uma blusa. Assim, sem seguir receita, só com a minha imaginação. Quando chegou no final, eu não sabia fechar e nem conhecia ninguém que tricotasse. Mais uma vez, guardei tudo.

Mais alguns anos, fui passar uns dias na casa de uma prima, no interior de São Paulo e, para minha surpresa ela tricotava, quase compulsivamente. Havia peças tricotadas pela casa inteira. Aproveitei a oportunidade e pedi para que me ensinasse a fechar o ponto e a fazer a gola.

Pronto. Assim dei início a minha primeira produção: fiz blusa bege, cinza, vermelha, verde, preta, grande, pequena e, naquele inverno, a família inteira ganhou uma blusa em tricô.

A única explicação que achei para tantas blusas é que eu estava recuperando tantos anos de frustração de começar algo e não terminar. E mais uma vez, recolhi o material e passei anos sem nem lembrar no tal tricô.

Em 2004, torci o tornozelo, o que me rendeu uma semana de perna engessada. Era uma época bem fria do ano (junho ou julho) e a única coisa que eu poderia fazer era ficar deitada assistindo TV. Pois bem, lembrei do tricô. Daí surgiu minha segunda grande produção.

Como tinha muito tempo livre comecei a fazer conjuntos de cachecóis e tocas. Não satisfeita achei que poderia fazer luvas. Sim, luvas. Foram vários experimentos até chegar ao jeito de se fazer dois tipos de luvas: com dedos e sem dedos. E mais uma vez a minha família foi beneficiada.

Neste ano, olhando meus cachecóis, achei que estavam muito fora de moda... e... adivinhem...? Cachecóis para todos! Como não tinha mais para quem fazer cachecol, resolvi fazer um vestido de linha. Minha primeira experiência com linha. Mais uma vez sem receita.

Uma amiga sempre me pergunta: "Sandra, mas você demora tanto tempo para fazer, depois desmancha. Não seria mais fácil comprar uma revista e copiar um modelo?"

Não, não é. Pois eu não faço tricô para vender. Eu faço como forma de terapia. Gosto de inventar o modelo, me agrada muito saber que no mundo inteiro, eu fiz algo realmente diferente, com a minha marca (com exceção dos cachecóis, porque eles realmente são muito parecidos - mas bem-feitinhos). Sim. Eu descobri isso. Eu tricoto assistindo TV, conversando, e até lendo (acreditem!). Eu passei a analisar isso, todos os períodos que eu tive uma produção intensa, eu controlei melhor minha ansiedade. Na verdade eu passei até a pesquisar sobre o assunto, e para meu espanto, há até homens que praticam a tricoterapia como forma de desesstressar. Portanto, hoje, se tenho vontade de tricotar, eu tricoto.

E que ninguém venha me chamar de vovozinha!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Filosofia canina - não é original... mas é tão lindinha:-)

Siga a sabedoria canina:

- Nunca deixe passar a oportunidade de sair para um passeio;

- Experimente a sensação do ar fresco e do vendo na sua face por puro prazer;

- Quando alguém que você ama se aproxima, corra para saudá-lo;

- Deixe os outros saberem quando invadiram o seu território;

- Sempre que puder tire uma soneca e se espreguice antes de levantar;

- Corra, pule e brinque diariamente;

- Coma com gosto e entusiasmo, mas pare quando estiver satisfeito;

- Seja sempre leal;

- Nunca pretenda ser algo que você não é;

- Se o que você deseja está enterrado, cave até encontrar;

- Quando alguém estiver passando por um mau dia, fique em silêncio, sente-se próximo e, gentilmente, tente agradá-lo;

- Quando chamar atenção, deixe alguém tocá-lo;

- Evite morder, quando apenas rosnar resolve;

- Nos dias mornos, sente-se de costas para a grama;

- Nos dias quentes, beba muita água e descanse embaixo de uma árvore frondosa;

- Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo;

- Não importa quantas vezes for censurado, não assuma a culpa que não tiver e não fique amuado. Corra imediatamente de volta para os seus amigos;

- Alegre-se com o simples prazer de uma caminhada;

- Fale com um simples olhar.